Monthly Archives: Maio 2012

Oferta britânica!

A Bedeteca de Lisboa recebeu os três números da revista New British Comics, antologia de novos talentos ingleses, curiosamente organizada por um polaco residente na Grã-Bretanha.

A revista é semelhante à “nossa” Zona BD, para o bem e para o mal, e que já agora que falamos na “Zona”, recentemente lançaram um novo número, desta vez, dedicado ao estilo “Manga” – ainda não está disponível na Bedeteca mas números antigos encontram-se por lá para consulta.

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Maurice Sendak (1928-2012)

Artigo sobre este importante escritor / ilustrador no Público. Livros do autor nas BLX.

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Josep Maria Berenguer (1944-2012)

Faleceu de doença o fundador das edições La Cúpula, Josep Berenguer, a 23 de Abril – coincidência mórbida sendo a data (ignorada) de 16 anos de existência da Bedeteca de Lisboa. Este editor é mais conhecido pela revista espanhola El Víbora que publicou toda a geração emergente pós-Franco como Mariscal, Nazario, Martí, Mediavilla, Max (que a La Cúpula editou a sua obra completa) ou Miguel Gallardo

Sobre este editor que apareceu do undeground e subiu às esferas comerciais do sucesso é de se ler este artigo no Comics Reporter.

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Leitura de Domingo

Sabemos que ofereceram este álbum de BD à Bedeteca de Lisboa… e faz todo o sentido ter no seu acervo pois é uma compilação das primeiras quatro BDs da  série Spirou e Fantásio realizadas pelo mestre Franquin (1924-1997) entre 1948 e 1950, substítuido (outro mestre) Jijé que se ocupava das aventuras destas personagens. Nesta altura Franquin ainda é um autor desconhecido mas será justamente com esta série que irá chegar a um estatuto de estrela e já se notam os seus tiques que iremos encontrar em Gaston Lagaffe ou nos álbuns mais emblemáticos do Spirou: expressividade corporal, acção extravagante, co-existência dinâmica entre humanos e animais, etc…

É verdade que a Spirou é uma máquina de fazer dinheiro e a fatiota da personagem é eternamente ridícula mas admitimos um “guilty-pleasure” que até foi uma boa leitura para Domingo!

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Pontas muito soltas…

Entre o lixo e o “não tem ponta por onde se pegue” nacional que a Asa insiste em editar, Pontas Soltas – cidades é o “menos mal” do lote que acedemos, nas últimas semanas, dos títulos que a editora lançou em 2011.

Eis um álbum que reúne cinco BDs, com o tema das cidades a uní-las, resultantes de várias experiências auto-biográficas “light” e profisssionais de Ricardo Cabral – algumas vindas de antologias como a Lisbon Studio ou Portimão : como se faz uma cidade. Este sim é um livro de BD, ao contrário como estão catalogados na Bedeteca de Lisboa (e rede BLX) os  diários gráficos do autor sobre Israel e o Kosovo. Sem quase nada para contar – como aconteceu nesses diários gráficos, pobres em conteúdo mas ricos em cores – Cabral consegue emergir-nos visualmente em realidades das cidades por onde passou como se fosse um passeio no Google Earth. É sem dúvida uma experência sensorial interessante. Vale a pena requisitar este livro para ler e ver!

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Emigrantes na Bedeteca de Lisboa!

Finalmente apareceu na Bedeteca de Lisboa o álbum Emigrantes de Shaun Tan que saiu em Portugal pela editora Kalandraka – mais reconhecida pelo seu trabalho na área dos livros ilustrados para a infância.

«Emigrantes em busca de um futuro melhor, refugiados políticos, deslocados de guerra… esta novela gráfica sem palavras de Shaun Tan é uma magistral homenagem a todos aqueles que empreenderam uma viagem definitiva, física e existencial, nas suas vidas. O protagonista de “Emigrantes” deixa o seu lar e a sua família, uma cidade mergulhada na crise, e é acolhido por um país onde enfrenta uma língua desconhecida, costumes diferentes e incertezas. A obra plasma também a nostalgia pelos entes queridos, as experiências de outros emigrantes, o duro processo de adaptação à nova realidade, a passagem do tempo e a hospitalidade da povoação.
O autor privilegia o desenho sobre a palavra, deixando as imagens falarem por si mesmas. Ilustrações sem cor, em tom de sépia, evocam fotografias antigas, com um surpreendente realismo que se mescla com a fantasia e a metáfora visual. Planos panorâmicos assomam entre a sucessão de vinhetas, em sequências narrativas que jogam com o presente e o passado.
O livro inspira-se em episódios relatados por imigrantes oriundos de diferentes países e períodos históricos, contando-se, entre eles, o testemunho do pai do próprio Shaun Tan que em 1960 emigrou para a Austrália Ocidental vindo da Malásia. Durante os quatro anos que durou o processo de criação de “Emigrantes”, o autor documentou-se em obras como “The Immigrants”, de Lowenstein e Loh, ou “Tales from a Suitcase”, de Davies e Dal Bosco. De realçar ainda é a influência artística do pintor australiano Tom Roberts e o arquivo gráfico da coleção do Museu da Imigração de Ellis Island, em Nova Iorque.»

Obra premiada em 2007 como o Melhor Álbum de BD no Festival de BD de Angoulême, é uma banda desenhada sem palavras que nos dá esperança que a banda desenhada em Portugal não continue dominada pelas fracas escolhas da Asa e afins… Aliás, têm de ser alguém emigrante (a Kalandraka é uma empresa de origem galega) para editar obras premiadas no nosso país!

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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