Na Feira das Vanessas!

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Ainda não percebemos o que se passa com a série de BD Loverboy, cujas personagens chegaram a ser ícones da geração dos anos 90. É um novo livro ou são bonecos “action figures”? É livro, isso confirmamos aqui. É uma reedição dos outros três livros ou é material inédito? E se for inédito é uma nova aventura do jovem beto nojento, do gordo “alternativo” e do metaleiro satânico? Ninguém sabe… Vamos ter de esperar que chegue à Bedeteca de Lisboa um exemplar para consultarmos ou para levarmos para ler em casa. Desde já achamos a promoção mal feita, uma vez que não se percebe o conteúdo do produto!

Agora que já chegou o livro à Bedeteca de Lisboa, podemos finalmente dissecar o que é este Loverboy na Feira das Vanessas… Parece ser uma compilação de “raridades” e “efémeras” relacionadas com a série / personagem que não foram publicadas nos três livros oficiais, pela Polvo entre 1998 e 2001. Encontramos a reedição da “origem” da personagem em BDs ainda desenhadas por Marte – relembramos que os livros foram escritos por ele e desenhados por João Fazenda – e publicadas originalmente no zine Mesinha de Cabeceira (entre 1993 e 1995). Participações em outros zines (Amo-te), antologias (a seminal Mutate & Survive) e revistas “mainstream” como a 20 Anos, em alguns casos com as participações de outros ilustradores como Arlindo Yip Sou, Miguel Falcato (que participou num Lx Comics) e Rui Gamito. Algum “fan-art” de Pedro Brito, Jorge Coelho e Nuno Nobre (que fez um comic-book nos EUA sobre a Angeline Jolie!!!). São mostradas ainda curiosidades como os bonecos das capas, que foram feitos para uma exposição no Salão Lisboa 2001; e ainda apropriações das personagens por Marcos Farrajota (em Noitadas, Deprês e Bubas) ou na série Psycho Whip – série de BD de unDJ GoldenShower (a) e Jorge Coelho (d) para a revista sobre música gótica-industrial Elegy Ibérica (alguns números desta revista encontram-se na Bedeteca!). A história da série é contada por António Kiala, um académico que foi fundador do Mesinha de Cabeceira, que é bastante mais crítico e interessante que o material reunido, analizando o processo desta edição e da forma como a cultura DIY se vulgarizou na mitomania.

Como edição é mais um bom trabalho da Chili Com Carne, capaz de cozinhar um bom conjunto com os ingredientes mais díspares. Não é a mesma coisa que um livro novo do Loverboy & cia  mas até achámos piada à coisa. Podia até ser um golpe publicitário a uma nova vida da série! Isso é que era!

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Filed under bd portuguesa

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