Monthly Archives: Julho 2014

O Ano Smith

Chama-se José Smith Vargas, não tem nenhum livro editado mas este ano na BD portuguesa será seu… como assim!? Este ano este jovem autor foi homenageado (Tertúlia BD de Lisboa), o trabalho exposto nacionalmente (Festival de Beja) e internacionalmente (no Crack e Treviso?) e premiado: primeiro com o Prémio Geraldes Lino (da Bedeteca de Beja) e agora com o do concurso Tomá lá 500 Paus e Faz uma BD!, organizado pela Associação Chili Com Carne.

O autor nasceu em 1981, em Lisboa, frequentou durante o ano de 2000 um curso de Banda Desenhada na Fundação Calouste Gulbenkian e licenciou-se em 2007 em pintura na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. A partir daí distanciou-se do universo das artes plásticas (leia-se arte contemporânea) para operar em terrenos mais transversais e comunicativos como o cartaz, a ilustração, a BD, o mural e o design. Desde muito cedo que colabora com a Chili Com Carne – desde a seminal antologia Mutate & Survive (2001) até à recente Zona de Desconforto – e nas revistas Buraco e Alambique; e publica uma prancha regular no jornal MapaEm 2011 integra a pequena produtora Associação Terapêutica do Ruído onde produz cartazes para concertos e outros materiais gráficos – ainda na área da música, participou em várias bandas como Mal D’Vinhos, Focolitus e Casal de Leste. Desenvolve oficinas na área da banda desenhada.

O trabalho que venceu o concurso da Chili Com Carne é Móraria, livro que irá reunir seis “ensaios gráficos” sobre a “gentrificação” do bairro lisboeta da Mouraria, alguns em parceria com o escritor Miguel Castro Caldas. Composto por 49 páginas será lançado em 2015 na Colecção LowCCCost e cujas primeiras 24 páginas já podem ser vistas aquiDe resto, o primeiro capítulo destas BDs já tínhamos topado na Casa da Achada quando encontramos um livro (ou será um fanzine?), editado pela mesma instituição, intitulado Escrever Devagar com ilustrações de Bárbara Assis Pacheco e Pierre Pratt, e textos de Filomena Marona Beja e Jacinto Lucas Pires. Sabemos ainda que o autor desenvolve uma série intitulada de O Fígado da República cuja «acção passa-se em 1918, no meio do turbilhão republicano e os seus paradoxos frente à classe operária, e relata a estória de uma comuna que se instala no Alentejo.»

A acompanhar com atenção! Parabéns ao autor… quer dizer, primeiro queremos ler um livro dele do principio ao fim!!! Só em 2015!?

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Quinta Teatral

10235220130327122413778Afinal ainda há novidades às Quintas-Feiras na Bedeteca de Lisboa! A “silly-season” que espere… E que novidade! Um grosso volume intitulado Rafael Bordalo Pinheiro : imagens e memórias de teatro (Museu Bordalo Pinheiro + Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2013) de Maria Virgílio Cambraia Lopes.
Diz a sinopse: Na caricatura de imprensa de Rafael Bordalo Pinheiro o teatro é recorrente como tema e como metáfora da vida política e social. Profundo conhecedor da arte dos palcos, o caricaturista documenta aspectos da vida teatral de Oitocentos que os registos escritos são insusceptíveis de fornecer.
Pela mão de Rafael Bordalo, a imagem satírica torna-se também espectáculo, simultaneamente espelho e reflexo do mundo entendido como simulacro, no seu complexo jogo social de aparências e na performance dos respectivos «actores». No incessante espectáculo humano que a caricatura bordaliana representa e encena, a vida social e política do país é entendida como uma construção precária, que se vai refazendo de forma muito pouco inventiva, no seio de uma crise permanente e numa instabilidade política, em que a elite, nos mais diversos quadrantes, se mostra incapaz de enfrentar com visão de futuro os novos tempos.

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Estrompa (1942-2014)

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Foi ontem noticiada o falecimento de José João Amaral Estrompa, autor da personagem Tornado (pastiche da série espanhola Torpedo 1936), Estrompa foi também editor dos fanzines Shock (cerca de 30 números – alguns acessíveis para consulta na Bedeteca de Lisboa) e Café no Park, que bem alegravam uma pandilha “underground” de fãs. Em publicações mais “oficiais” podemos encontrar trabalhos seus no Pão Com Manteiga, O Mosquito (V série), Selecções BD, Mutate & Survive e ainda num número da colecção Lx Comics (da Bedeteca de lisboa) intitulado Tornado – só me saem dukes!, o seu único monográfico em formato livro.

Animou nos anos 90 uma tertúlia – chamada de Shock – onde era um ponto de encontro para muitos jovens autores de BD da altura. Era uma pessoa bem-humorada apesar das várias agruras da vida (como a sua recruta na Guerra do Ultramar aqui referida) e que deixará saudades a muitas pessoas que tiveram o prazer de conviver com ele.

Segundo o blogue do Sr. Geraldes Lino, Estrompa faleceu na Sexta-Feira passada.

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Silly Season

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Pelos vistos não irão aparecer mais novidades às Quintas-Feiras na Bedeteca de Lisboa – os funcionários das catalogações e entregas devem entrar de férias e o país começa a morrer. Como se bem se sabe, Agosto é sem dúvida o pior mês para ter notícias de BD ou seja do que for e por isso inauguramos aqui a nova categoria “Silly Season”.

Uma coisa que sempre nos fez curiosidade são os genitais das personagens da Disney e outras coisas encobertas como se o Mickey é um negro? O Pateta é um cão ou um negro? O Pluto também é um cão?… Mas começemos pelos patos com a genitalia escondida mas simultâneamente à mostra. Onde é que os patos machos têm o pénis? E que espécie de genital será? Enrolado como dos porcos? Nada como um bom google e youtube para se ver a “coisa” – descubram por vocês próprios sob aviso de obterem imagens chocantes!

Não admira que as pessoas que tenham exposição prolongada aos produtos da Disney venham a sofrer perturbações psicológicas e sexuais, tornando-se em seres débeis fisicamente e mentalmente – reparem quem lê “os Patinhas” (como são conhecidas tão carinhosamente estas BDs em Portugal)  são geralmente lidas por pessoas ou cujo cérebro está em formação – como as crianças (cada vez menos porque também não são parvas como as BDs que são publicadas) – ou justamente aqueles que não se formaram por completo ou deformaram por alguma razão como os maluquinhos da aldeia e outros deficientes mentais.

Estudos recentes afirmam que existe uma radiação Disney (propagada por revistas, salas de cinema, TV, produtos de uso diário e parques temáticos) e que esta corroí os ossos ao ponto de infectarem os vasos sanguíneos e vários tecidos do corpo humano – incluíndo o cérebro. Não admira que os “bedófilos” sejam um grupo de risco (doença prolongada e bastante danosa) e de situação precária – porque é uma doença “invísivel” que o Estado nem a reconhece e como tal os sujeitos ficam entregues a um labírinto de loucura e perturbações psicológicas de forma inconsciente que vão minando as capacidades físicas e mentais dos doentes, ao ponto de estes já não mudarem de cuecas e de peúgas diáriamente, não saberem falar correctamente ou articularem discursos, negociarem e lutarem pela vida, arranjarem parcerias sexuais credíveis (não! uma almofada insuflável não é um/a gajo/a!) ou até de desenvolverem qualquer capacidade artística – mesmo no sentido mais lato como a arte infantil ou dos hospitais.

Eis um problema social preocupante a que não se vê resolução a curto ou médio prazo… Estamos solidários com estas pobres vítimas, claro!

Imagem sacada aqui

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Loucura lisboeta de Sexta-Feira à noite!

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É André Lemos na Oficina do Cego

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E é a Associação Chili Com Carne e a Zerowork na Salamandra Dourada.

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Afinal é mesmo um Castelo!

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Olha, é assim que acaba a roubalheira

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Finalmente uma mostra bibliográfica decente

fefacbd7a5824dee9f994529668e38ccOs funcionários da Bedeteca de Lisboa que nos perdoem mas finalmente fizeram uma mostra bibliográfica de jeito! O que é admirar devido à inacreditável programação que tiveram entre 1996 e 2010 (?).

O tema desta mostra é a Primeira Grande Guerra e está colocada no hall de passagem para a Biblioteca dos Olivais, ou se preferirem à entrada da sala “todo público” da Bedeteca. Não faltando as obras recentemente referidas neste blogue – João Ninguém e Emmerico Nunes – claro que iremos encontrar livros de Tardi – incluindo o Soldado Varlot (imagem) -, algumas séries franco-belgas e a Modotti de Angél de Calle.

Damos parabéns pela iniciativa! Aposto que se tivessem dinheiro para compras de novidades também teriam incluido a revista Beaux Arts, certo?

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