O Ano Smith

Chama-se José Smith Vargas, não tem nenhum livro editado mas este ano na BD portuguesa será seu… como assim!? Este ano este jovem autor foi homenageado (Tertúlia BD de Lisboa), o trabalho exposto nacionalmente (Festival de Beja) e internacionalmente (no Crack e Treviso?) e premiado: primeiro com o Prémio Geraldes Lino (da Bedeteca de Beja) e agora com o do concurso Tomá lá 500 Paus e Faz uma BD!, organizado pela Associação Chili Com Carne.

O autor nasceu em 1981, em Lisboa, frequentou durante o ano de 2000 um curso de Banda Desenhada na Fundação Calouste Gulbenkian e licenciou-se em 2007 em pintura na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. A partir daí distanciou-se do universo das artes plásticas (leia-se arte contemporânea) para operar em terrenos mais transversais e comunicativos como o cartaz, a ilustração, a BD, o mural e o design. Desde muito cedo que colabora com a Chili Com Carne – desde a seminal antologia Mutate & Survive (2001) até à recente Zona de Desconforto – e nas revistas Buraco e Alambique; e publica uma prancha regular no jornal MapaEm 2011 integra a pequena produtora Associação Terapêutica do Ruído onde produz cartazes para concertos e outros materiais gráficos – ainda na área da música, participou em várias bandas como Mal D’Vinhos, Focolitus e Casal de Leste. Desenvolve oficinas na área da banda desenhada.

O trabalho que venceu o concurso da Chili Com Carne é Móraria, livro que irá reunir seis “ensaios gráficos” sobre a “gentrificação” do bairro lisboeta da Mouraria, alguns em parceria com o escritor Miguel Castro Caldas. Composto por 49 páginas será lançado em 2015 na Colecção LowCCCost e cujas primeiras 24 páginas já podem ser vistas aquiDe resto, o primeiro capítulo destas BDs já tínhamos topado na Casa da Achada quando encontramos um livro (ou será um fanzine?), editado pela mesma instituição, intitulado Escrever Devagar com ilustrações de Bárbara Assis Pacheco e Pierre Pratt, e textos de Filomena Marona Beja e Jacinto Lucas Pires. Sabemos ainda que o autor desenvolve uma série intitulada de O Fígado da República cuja «acção passa-se em 1918, no meio do turbilhão republicano e os seus paradoxos frente à classe operária, e relata a estória de uma comuna que se instala no Alentejo.»

A acompanhar com atenção! Parabéns ao autor… quer dizer, primeiro queremos ler um livro dele do principio ao fim!!! Só em 2015!?

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Filed under acervo da bedeteca, bd portuguesa, e-comix, formação, outros media, zines

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