Monthly Archives: Outubro 2014

Fare il Portoghese

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Chegou à Bedeteca de Lisboa um exemplar do “catálogo” (parece mais uma antologia de BD do que um catálogo) da “exposição dos portugueses”, Quadradinhos: sguardi sul fumetto portoghesno Festival de Treviso que decorreu entre 24 e 28 de Setembro deste ano.

Editado pelo festival e pelas editoras MiMiSol (Itália) e Chili Com Carne (Portugal) com os apoios da DGLAB e IPDJ, é uma edição bilingue, em italiano e em inglês, que conta com um prefácio de Marcos Farrajota, uma resumida História da BD portuguesa pelo comissário Alberto Corradi  autor italiano publicado em Portugal na seminal antologia Mutate & Survive que tem estado estado atento às recentes edições italianas de livros dos portugueses Filipe Abranches (História de Lisboa com argumento de A.H. de Oliveira Marques), Pedro Burgos (Airbag) e João Fazenda (Tu és mulher na minha vida, ela a mulher dos meus sonhos com Pedro Brito), autores que aliás estiveram presentes no evento.

São 88 páginas de BDs quase todas a cores mas no entanto são poucos os trabalhos que são inéditos destes autores novos e menos novos, alguns mais “underground” e outros mais comerciais, a saber: João Fazenda, André Coelho com Manuel João Neto (os mesmos de Terminal Tower), José Smith Vargas, Ana Biscaia com João Pedro Mésseder, Nuno Saraiva, Francisco Sousa LoboAfonso FerreiraPedro Burgos, Filipe Abranches, Miguel Rocha com Susana Marques, Joana Afonso com André Oliveira (os mesmo de Living Will), Jorge Coelho com o norte-americano Paul Allor, Pepedelrey e Rudolfo.

Já temos leitura para este fim de semana!

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1 Comentário

Filed under acervo da bedeteca, acontecimentos internacionais, bd portuguesa

Querido, reorganizei a colecção… por artista!

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Inaugura amanhã na Culturgest de Lisboa a exposição Honey, I rearranged the collection… by artist : Cartazes da Coleção Lempert (capítulo 1 / 1.ª parte).
 
Esta é a primeira de uma série de exposições dedicadas ao cartaz de exposição e de artista. Todos os cartazes mostrados nesta série de exposições provêm de uma extraordinária colecção privada, iniciada na década de 1960, que integra cerca de 15 mil espécimes desse tipo. O projeto divide-se em três capítulos, e como o título indica (…) os cartazes vão sendo selecionados e organizados de acordo com diferentes perspectivas. No primeiro capítulo (…) são destacados vários artistas que a esse medium dedicaram especial atenção, entre os quais Jean Dubuffet, Claes Oldenburg, Robert Rauschenberg, Andy Warhol, Richard Hamilton, Dieter Roth, Oswald Oberhuber, Sol Lewitt, Marcel Broodthaers, Lawrence Weiner, ou Günter Brus, para mencionar apenas alguns dos que figuram nesta primeira exposição.

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Filed under acontecimentos, outros media

Crónica de Nuremberga

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Segundo o jornal Público: Foi descoberto na biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, um valioso incunábulo – uma obra impressa até 1500 –, que estava até agora guardada nos fundos, sem se saber da sua existência. Um dos primeiros livros impressos da história, um dos maiores livros ilustrados da época. Liber chronicarum, de 1493, também conhecido como Crónica de Nuremberga ou Crónica do Mundo, de Hartmann Schedel (1440-1514), é a “nova” peça do museu e está disponível para consulta, mediante autorização. (…) Liber chronicarum, escrito em latim, conta a história do mundo em sete capítulos e apresenta mais de 1800 gravuras em madeira, que incluem mapas e panoramas de várias cidades. “Na altura foi um livro muito popular, era muitíssimo ilustrado. É uma espécie de história do mundo à século XV, começa com a história sagrada, Adão e Eva, o Dilúvio, etc., e depois tem muitas imagens acerca de várias cidades, personalidades, santos. É um livro lindíssimo”, diz Luís Montalvão, explicando que este é o único incunábulo do MNAA. “Existem manuscritos mais antigos, no Gabinete de Estampas e Desenhos, mas uma obra destas de 1493 não”, continua, explicando que esta obra está catalogada e digitalizado em várias bibliotecas do mundo. (…) “Um incunábulo é sempre raro e neste caso é surpreendente a qualidade do livro que está num estado impecável, é preciso ver que estas eram obras feitas de uma forma muito artesanal”, diz o bibliotecário, acrescentando existirem “muitas especulações acerca das ligações entre as gravuras de Liber chronicarum e o trabalho posterior do célebre artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528)”.

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Filed under ilustração

Neste Clube, Bedófilo não entra!

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O Clube da Leitura Gráfica é um novo blogue português com título pomposo sobre Banda Desenhada.

“- Oh não! Mais uma treta virtual a gastar electricidade e deixar uma pegada ecológica horrível para nada!” dirão vocês… Não caros leitores, enganam-se!!! Neste blogue não encontramos “bedófilia” (amantes de BD para crianças e que são 97% dos blogues e sítios em linha sobre BD em Portugal) nem estamos no reino infinito da verborreia académica do Ler BD – “the most boring blog ever!”

Este “clube” é um sítio gerido pela nova geração de autores de BD portuguesa – daqueles dos bons, como o Rudolfo, Afonso Ferreira, Amanda Baeza, André Coelho,… – e os conteúdos dividem-se em “webcomics”, notícias e as resenhas escritas pelo João Machado – talvez o melhor ou senão o único escritor de jeito sobre BD na actualidade. Mais importante, só divulgam aquilo o que interessa!  Nada de interferências de notícias do lançamento do último número dos “Xis-mêne”. Ponham lá o “link” nos Favoritos para não perderem pitada! Nós já fizemos isso…

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Filed under e-comix, referência

Flecha no acervo

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A Bedeteca de Lisboa tem revistas de BD desde os anos 20 – um período particularmente rico graças aos grafismos dos Modernistas (Cottinelli Telmo, Carlos Botelho, Stuart) – até aos dias de hoje. Pensávamos que a Bedeteca tinha tudo mas há meses assistimos à doação de um volume encadernado da revista Flecha (36 números, 1954-55), provavelmente das primeiras publicações dirigidas por Roussado Pinto (1926-1986), entretanto já está catalogado e acessível para consulta do público.

A revista não é nada de especial, com aliás nenhuma será nesse período até o aparecimento da Tintin mas o seu ar “vintage” fascinou-nos: oito páginas em formato A5, quatro das quais a cores (em duotone?), etc… e no meio encontramos uma curiosa série, O Ponto – Detective privado (imagem) António Fernandes Silva (1931-200_?), em que a personagem não tem rosto! A cabeça dele parecce um balão de fala enorme, o que incomoda e fascina à primeira vista! Graficamente é apelativa e compensa o facto de se mexer em papel velho a ver o “trash” daquela época… No caso deste Ponto até se pode afirmar que é muito melhor que o “trash” nacional contemporâneo!

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Hogarth no Cego

William Hogarth -A Harlot's Progress

Quem não quiser ir à “BD Porcalhota” e quiser aprender algo de jeito esta noite a Oficina do Cego vai dedicar ao William Hogarth (1697-1764): para além de uma breve apresentação do seu trabalho e obra, projectaremos dois filmes: um filme semi-ficcional em torno da sua vida e da série Harlot’s Progress (1’39”, em inglês, com legendas igualmente em inglês) e um documentário sobre a sua obra, analisada de uma perspectiva da História da Arte (50′, em inglês, sem legendas). O primeiro será projectado às 18h30, e o segundo às 21h, sendo a apresentação feita entre eles. Vamos lá, claro!

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Homem Feliz

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Não sabemos como apareceu a revista eslovaca Homo Felix dedicada ao cinema de animação na Bedeteca de Lisboa. Tudo o que podemos dizer é que a revista é exemplar: nos artigos, no design e nos conteúdos. Redigida em inglês faz um “scene-report” dos países do Visegrado (Polónia, República Checa, Hungria e Eslováquia) após a queda do socialismo, entrevistas a Yuri Norshteyn e Mariusz Wilczyński, descreve o conceito de “animação total” entre outros artigos que qualquer leigo poderá se interessar pela revista! Vai haver uma assinatura desta publicação? Votamos que sim!

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