Pirolito : bate que bate

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Apesar da Hemeroteca Municipal ter desaparecido (encontra-se fechada e sabe-se lá quando volta a abrir nas novas instalações), desde 2005 que tem posto em linha uma série de publicações portuguesas antigas no projecto Hemeroteca Digital.

Para quem se interessa por BD e ilustração, é uma oportunidade de ver, por exemplo, um dos mais importantes jornais de caricaturas publicados em Portugal no século XIX, o Pontos nos iiO António Maria e A Lanterna Mágica, O Binóculo e o Psit!!!, periódicos dirigidos e ilustrados por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), Ilustração, A corja: semanario de caricaturas, Ilustração Portuguesa, O Micróbio, Miau!A Sátira. Revista Humorística de Caricaturas, O Século Ilustrado, O Thalassa,  Prato d’O Dia, A Paródia, Sempre Fixe e ainda duas publicações periódicas infantis, o Foguetão e o Bip-Bip.

Hoje foi colocada mais uma publicação, o semanário de humor e caricatura, o Pirolito : bate que bate começou a publicar-se, no Porto, em 24 de Janeiro de 1931. O título manteve-se até Janeiro de 1934, embora na colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa existam apenas os primeiros 56 números (até 13 de Fevereiro de 1932); são esses os números que ficam agora disponíveis na Hemeroteca Digital, aqui.
   
A direcção do jornal era assumida por Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa, com a parte de humor gráfico a ser mantida (entre outros colaboradores) por Cruz Caldas: equipa em torno da qual, já em 1924, havia surgido um outro semanário humorístico do Porto, o CócórócóNo contexto de afirmação da Ditadura Militar, e na medida em que a censura o permitiu, o Pirolito esteve atento à conjuntura nacional e internacional, mantendo o discurso equidistante que deriva de um posicionamento político, expresso em editorial, intencionalmente vago, afirmando categoricamente a sua simpatia pelos homens da vanguarda e da retaguarda. Democrático – integralista, bolchevista, filiado no Centro Católico, monárquico do 31 de janeiro e bravo republicano do Mindelo, o nosso jornal, sendo das esquerdas e das direitas, confessa a sua predilecção pelo centro. Para saber mais sobre a publicação, consulte a ficha histórica, da autoria de Rita Correia, aqui.

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