Riso tuga

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A BD portuguesa pode ser bastante atrasada em questões mercantis mas no que toca a criação está ao lado dos gigantes pois, sempre acompanhou o “zeitgeist” do resto do mundo, não faltando exemplos: o psicadelismo dos anos 70 (revista Visão), o pós-modernismo dos anos 80 (a revista Lx Comics), o fenómeno do Romance Gráfico nos anos 90 (as edições da Bedeteca de Lisboa e Polvo), a “Aldeia Global” dos anos 00 (as antologias da Chili Com Carne) e nesta década os movimentos de micro-edição usando tecnologia anacrónica como a risografia… Encontramos desde já três impressores pelo país e quais deles o melhor!

O primeiro que deu cartas foi a  1359  que já editou trabalhos de João Sobral e Xavier Almeida. No Porto, a loja (e editora e galeria!) Mundo Fantasma lançou este ano A Entrevista, um livro do autor brasileiro residente em Portugal Sama. Agora é a vez da Rough Nough mostrar o seu trabalho pois imprimiu duas obras das autoras Hetamoé e Amanda Baeza. A primeira é editada pelo Clube do Inferno e intitula-se Muji Life, uma BD sobre “nipo-troll” e com um suplemento-explicativo-ensaísta, Yangire/Yandere escrito pela Dra. Hetamoé. Impresso a vermelho num formato próximo do disco “single”, é uma das melhores produções do Clube do Inferno. A segunda tem selo da própria Rough Nough e Hollow (imagem) é uma BD impressa a três cores sobre a desilusão no mundo académico da arte, tão misteriosa como bela.

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Filed under bd portuguesa, zines

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