Schrauwen no Porto até 15 de Janeiro

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Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. – Art Spiegelman

Diz o grande mestre da BD norte-americana acerca de Olivier Schrauwen, autor flamengo nascido em 1977 na cidade de Bruges. É verdade que Schrauwen tem feito uma carreira discreta em antologias de Banda Desenhada de vanguarda como a finlandesa
Glömp ou norte-americana MOME mas com a publicação no ano passado nos EUA do colossal romance gráfico Arsène Schrauwen, pela prestigiada Fantagraphics Books, o autor foi finalmente reconhecido pelo público – apesar do seu nome já ser referido como dos cinco autores mais importantes no panorama actual, pelos especialistas.

Estudou Cinema de Animação em Gante e trabalhou nesta área durante anos enquanto fazia BD para revistas alternativas. O seu primeiro livro, My boy, foi publicado em 2006 pela Bries, que logo baralhou os mais atentos com o uso de estéticas gráficas com cheiros do passado mas com temáticas contemporâneas. A liberdade artística que atingiu deve-se muito ao facto de que apesar de ser um autor com livros publicados por várias editoras, Schrauwen produz as suas próprias publicações – fanzines – que lhe permite produzir o que lhe der bem na veneta, com o campo experimental bem exposto. Mais tarde alguns desses trabalhos são compilados por casas editoriais profissionais.

Em Portugal, estreou-se com O Espelho de Mogli pela MMMNNNRRRG, talvez o livro de BD mais bonito do ano passado. No dia 14 de Novembro de 29015 o autor esteve presente para inaugurar uma exposição na galeria da Mundo Fantasma e ambas editoras lançaram um novo livro, limitado a 300 cópias e impresso em risografia a quatro cores diferentes (existem 75 exemplares de cada cor) comungando ironicamente com o lacónico e monocromático título… Cinzas.

Cinzas conta a “história verdadeira” do rapto do autor por alienígenas em Berlim, cidade onde habita há alguns anos. A exposição intitulada Olá, o meu nome é O. Schrauwen inclui originais do referido Cinzas como ainda histórias curtas como Cartoonify, The Future Has No Time For The Past e a mais recente publicação da Zaad Magazine editada pela loja norte-americana Desert Island.

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Filed under acontecimentos, bd estrangeira

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