Presas fáceis

presasfaceisAcabou na semana passada a Colecção Novela Gráfica que saia com o jornal Público e já chegou um dos volumes à Bedeteca de Lisboa.

Trata-se de Presas Fáceis do autor galego Miguelanxo Pradoum dos maiores autores de banda desenhada espanhola. Começa a sua carreira em fanzines galegos em 1979, quando ainda estudava para ser arquitecto. Depois do sucesso dos seus primeiros álbuns em Espanha, Prado atingiria a consagração em 1994, ano em que Traços de Giz, uma das suas obras mais conhecidas, vence vários prémios em França, incluindo o de Angoulême. Detentor de um traço notável, Prado é também considerado como um dos mais originais argumentistas actuais.

Tendo como pano de fundo a crise actual, por entre as indemnizações milionárias a gestores e políticos que levaram um país à falência e o desespero dos cidadãos comuns que sofrem as consequências da fraude bancária, uma sucessão de homicídios de banqueiros lança dois polícias numa investigação que se tornará num verdadeiro thriller. Uma história de vingança que gira à volta dos temas mais recentes: os despejos, a corrupção e a impunidade.

Escreve o historiador Rui Tavares no prefácio: Dinheiro é tempo e tempo é memória… Na sua enganadora facilidade de história policial está uma das mais acabadas alegorias sobre o nosso tempo que o dinheiro roubou, antes que a memória se acabe.

Obra seleccionada para Bedeteca Ideal.

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Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira

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