Livrarias de Bairro

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A Agenda Cultural de Lisboa não serve apenas para colocar hipsters na sua capa, vá lá, vá lá, neste número de Janeiro dedica-se às “livrarias de bairro”, conceito estranho que remete a ideia que uma livraria (!) nestes dias do Grande Capitalismo tem um estatuto fechado e limitado a um bairro, como se uma livraria não usasse o correio para enviar encomendas para Castro Verde ou para Uberlândia, ou pior, que só os habitantes do bairro é que usam a respectiva livraria; ou seja, acaba por dar um tratamento como se uma livraria fosse um negócio catita como uma gelataria ou bar de “tapas”.

Das livrarias que a Agenda escolheu destacamos as mais recentes e que dão destaque à BD como a Tigre de Papel, a Leituria e a Campo Grande 111 – esta última insiste no discurso que apostam na Ilustração e BD mas já lá fomos e… tem exactamente o que as outras livrarias têm! E por falar nisso, no sítio oficial da Agenda até há uma categoria de eventos para BD e Ilustração, nada mau, considerando que a Câmara de Lisboa há muito que se livrou da Bedeteca de Lisboa e tudo relacionado com o tema… Consciência dorida?

Falta saber porque não incluíram a libertária Letra Livre? (a resposta está na pergunta) E as livrarias de BD como a BdMania ou a Kingpin? E claro que seria impossível incluir a livraria da Disgraça (imagem) porque esta só vai abrir as portas na Segunda-Feira – se existisse há mais tempo seria obviamente referida, certo?

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Filed under acontecimentos, mercado

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