Esperamos não estar a deitar os foguetes antes da festa…

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Richard Câmara

As Bolsas de Criação Literária, suspensas durante 15 anos, foram reactivadas pelo Ministério da Cultura, revelando um investimento de 180 mil euros, foi anunciado esta Quinta-feira.

O ministério estima que em Julho próximo estejam a ser atribuídas as primeiras bolsas, sendo entretanto nomeado o júri, e aberto concurso.

As bolsas foram criadas em 1996 e a sua atribuição foi interrompida em 2002, e reactivadas este ano, anunciou ontem o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

O modelo permite, pela primeira vez, a candidatura de autores sem trabalhos editados, podendo vir a apresentar um projecto de escrita com orientações sobre o trabalho a realizar. Outra novidade é a possibilidade de se candidataram projectos nas áreas da banda desenhada, literatura infanto-juvenil e obras de ilustração, enquanto a portaria de 1996 admitia estas modalidades apenas a título “excepcional”.

Até 2002, ano em que este programa foi suspenso, as bolsas eram atribuídas por doze meses e, a partir de agora, podem ter uma duração de apenas seis meses, adaptando-se a cada um dos projectos, o que, em vez de doze bolsas anuais, poderá traduzir-se na concessão de 24 bolsas por ano, explicou fonte do gabinete do ministro à agência Lusa.

Esta medida irá ser publicada em portaria, após a qual o ministro da Cultura determinará, em despacho, o número de bolsas a concurso e o montante global de investimento, segundo a mesma fonte.

Até à interrupção da atribuição destas bolsas, em 2002, foram apoiados 72 autores, entre os quais Luísa Costa Gomes, Almeida Faria, José Luís Peixoto, Luís Cardoso, Possidónio Cachapa, Al Berto, Fernando Campos, Inês Pedrosa, Adília Lopes e Graça Lobo.

No caso da Banda Desenhada foram atribuídas bolsas a seis trabalhos entre 1998 e 2002, dos quais cinco foram publicados com boa recepção pública e da crítica e três tiveram publicação internacional, a saber:

Mesmo com uma pequena “ovelha negra” a manchar este panorama – não estamos a culpabilizar o autor, as editoras é que foram cegas em não terem publicado o livro de Câmara – perguntamos quantas obras noutras áreas tiveram este mesmo impacto e percentagem de sucesso? Repor estas bolsas era de máxima importância para que a BD portuguesa possa voltar a respirar. Por esta acção podemos dizer que o actual Governo está de parabéns!!!

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