Monthly Archives: Fevereiro 2018

Cancer

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Já apareceu um exemplar do livro Cancer da sueca Tilda Markström (1923–2012) , artista de várias exposições de Pintura, Fotografia, livros ilustrados e escritora. Publicado pela MMMNNNRRRG, o álbum tem sido extremamente bem recebido pela crítica nos jornais portugueses…
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Filed under acervo da bedeteca, ilustração

Na mó de cima!

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Parece que foi ainda ontem que saiu o Outro Mundo, Ultra Tumba de Rodolfo Mariano e já lá vamos no terceiro volume da sua série de BDs deste autor. Rock Bottom é um fanzine A4 com várias BDs e pretende ter seis números. A Bedeteca de Lisboa já tem disponível estes três números!

Machados, copos de vinho, espadas, aranhas, cafés e violas falam entre elas como se a Humanidade se tivesse transformado no Krazy Kat – o que é verdade, pelo menos no mundo dos sonhos. Rock Bottom é das BDs mais bizarras e interessantes do momento…

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Filed under acervo da bedeteca, bd portuguesa, zines

Call for submissions: AltCom 2018

A Subtle Fuck You

Join the anthology for AltCom 2018: HOW TO SURVIVE A DICTATORSHIP!
Send us comics about your thoughts, experiences, strategy tips and tricks on the subject.

As always in AltCom, we will hand the book out for free during and after the festival.

WHAT we want:
Pages: 1-5, black/white
Language: English
Format: 140x182mm (a little bit smaller than A5) +5mm bleed on all sides
Files: High-resolution, preferably .TIFF
If you are unsure what we mean by “high-resolution” or “bleed”, please ask. Lots of artists don’t know, and it’s better to ask than to send us files that we can’t use.

WHEN we want it:
Deadline: May 15

WHERE we want it:
Send submissions to:
submissions [at] altcomfestival [dot] se

Please help share this invitation to anyone who might be interested! Here’s the Facebook event.

As usual, no one gets paid for participating. But on the other hand, no…

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Filed under acontecimentos internacionais, concursos

330 mil euros

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Segundo o blogue Bandas Desenhadas, este é o valor que a Câmara Municipal de Oeiras pagou para ter a Comic Con Portugal (depois de quatro anos em Matosinhos) no Passeio Marítimo de Algés, entre 6 e 9 de Setembro deste ano.

330 Mil Euros para um evento em que o público é infantilizado ao ponto máximo de ele próprio pagar um bilhete (bem caro!) para se ver a si  próprio. O público faz o próprio evento porque ora veste-se como “teenagers” em crise existencial (chama-se Cosplay) ora trintões que nunca foram à tropa fazem marchas fascistas (parada de militares da Guerra das Estrelas). De resto, tudo o mais é consumo: paga-se a celebridades para autografarem fotos ou tirarem “selfies”, há bancas de brinquedos ou BD (neste caso a BD também é de brincadeira), há adereços e k-lines com reproduções de ambientes de jogos de computador e de filmes de fantasia, conversas redundantes com “artistas” que nada têm para dizer, mesas de amadores, estagiários e empreendedores de BD e ilustração à procura de algo que não existe, etc… um programaço!

Oeiras seria capaz de gastar o mesmo valor num festival dedicado a John Cage? Vá, não vamos ser elitistas… um festival de cinema Queer? Ou trazer os Butthole Surfers que é quase Queer e é quase Cage? Uns 300 Euritos em livros de boa BD para as bibliotecas do concelho? Não nos parece. O que temos é uma autarquia empenhada em estupidificar a população. Talvez fosse bom o I.R.$. – outra notícia triste do mercado português de BD desta semana – fosse investigar sobre este “esquema” – it’s a “con”, right? A única boa notícia é que pelo menos, o Norte já se safou deste esterco! Devem estar felizes de não ter mais “nerds” a entupirem a IC1.

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Filed under acontecimentos, mercado

Quinta da Rambla

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É de longe uma revista espanhola de BD tão boa como a Madriz ou a Medios Revueltos mas Rambla chegou hoje, Quinta-Feira das Novidades da Bedeteca de Lisboa, e não é assim tão desinteressante. Tem coisas… Publicada nos anos oitenta no “boom” espanhol parece-nos menos arriscada que as outras anteriormente mencionadas. Um artigo completo sobre a revista pode ser encontrado no sítio Tebeosfera. A Bedeteca tem cerca de 20 números dos 35 que saíram. Nada mau, vale a pena ir lá dar um saltinho este Sábado para ler estas preciosidades…

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Não é feio ler diários de raparigas!?

Anne+Frank+-+Biografia_GráficaÉ muito feio! Especialmente quando é adaptado para uma BD como o álbum Anne Frank – Biografia Gráfica, de Sid Jacobson (d) e Érnie Colón (a) lançado em 2013 pela Devir. Lamentavelmente temos um livro com um registo gráfico pobre e com um trabalho narrativo estático, de quem trabalha de forma industrial e sem paixão ou arte.

Se já é feio andar a ler os diários de uma rapariga, mais feio é fazer uma BD tosca ainda com as boas intenções de relembrar os crimes da extrema-direita que nos últimos anos subiram a sua voz. É mesmo muito feio editar esta BD e promovê-la como se fosse um livro com algum interesse…

annefrankNo ano passado, a Porto Editora, lembrou-se que existe BD no mundo dos livros e lançou mais um álbum sobre Anne Frank, desta vez com a autoria dos mesmos autores do filme de animação Valsa com Bashir, Ari Folman (a) e David Polonsky (d). Já chegou à Bedeteca de Lisboa um exemplar e percebemos da boa qualidade da obra e da produção gráfica -exceptuando a legendagem horrível. Merecia mais do que as três estrelas (em cinco) que o Público deu no dia 15 de Setembro. Pelos vistos é preciso que os editores paguem viagens a Paris aos jornalistas para que haja espaço à escrita sobre BD nos jornais… Vivemos tempos trágicos, sem dúvida.

No final do ano passado, ainda no jornal Expresso o crítico (!?) José Mário Silva deu quatro estrelas à obra, bem merecidas, embora sabemos que este jornalista é facilmente impressionável e ignorante. Basta relembrar o que escreveu sobre a mediocridade Vampiros. Desta vez, pensando que está a ser reguila, invés de escrever “banda desenhada” no género da ficha técnica do livro criticado, colocou a designação de “diário gráfico”. Percebe-se que Silva queira distinguir as produções “Peter Pan” (99% do mercado da BD nacional e mundial) dos temas sérios – o mesmo aconteceu com este livro, cujos analistas recusaram usar o termo “banda desenhada” para as produções de Almada Negreiros – mas um diário gráfico é um caderno de apontamentos (em texto ou em desenho ou em BD) feitos pelo próprio autor e não um livro produzido com meios económicos por terceiros como é o caso de Folman & Polonsky. É muito feio inventar diários gráficos de raparigas…

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal – a edição da Porto Editora, claro, a da Devir poderá ir para a reciclagem de papel!

PS – Cremos que foi também no Expresso que quando saiu a primeira edição portuguesa do Maus também escreveram que o livro não era BD mas literatura… A História infelizmente repete-se.

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Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira

Monstrinha pronta para marcações

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Filed under cinema de animação, miúdos