Monthly Archives: Março 2018

Acção é no Porto!

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Lançamento da Smegma ComiXXX na Mundo Fantasma com apoio da Prego e nessa semana:

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+ info aqui

 

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Tigre Vilhena Zink

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Apesar desta semana fechar a Pó dos Livros, outras livrarias em Lisboa, em compensação, mostram-se com dinâmicas diferentes como a hiper-activa Tigre de Papel, que organiza uma conversa com Rui Zink sobre a obra de José Vilhena na HOJE, às 18h30.

José Alfredo de Vilhena Rodrigues foi um escritor, pintor, cartoonista e humorista português que marcou várias gerações e criou centenas de títulos emblemáticos. Até ao 25 de Abril redigiu cerca de 70 livros, muitos deles apreendidos pela PIDE (quer pelo conteúdo político quer, muitas vezes, pelo conteúdo erótico dos desenhos), tendo sido preso três vezes nos anos 1960. Já depois da Revolução cria a Gaiola Aberta, revista de textos e cartoons humorísticos, satirizando a sociedade e a política da época, o que também o levou a ser atacado e a responder várias vezes em tribunal. Mais tarde funda O Fala BaratoO Cavaco e ainda O Moralista

(…) Rui Zink, escritor e investigador académico, (…) tem estudado e reflectido sobre o humor e a BD, sendo profundo conhecedor da obra de Vilhena

Entrada livre.

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Quinta da bicharada

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Chegou à Bedeteca de Lisboa nesta Quinta-Feira das Novidades mais alguns volumes das série de BD Bone de Jeff Smith e Cerebus de Dave Sim.

O primeiro não se sabe que bicho é que é mas pouco importa porque serve para leitura de fim-de-semana com as crianças. Já o porquinho Cerebus é uma alucinação pseudo-intelectual de Sim, autor canadiano que tem tanto de pontos positivos (defensor do direitos de autor, contra o Copyright, paladino da auto-edição) como negativos (misógino e religioso). Cerebus são 6000 impressionantes páginas de BD muito aborrecida, um marco da BD dos anos 80 e 90 que merece pelo menos ser pegada das estantes.

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Ceci n’est pas un Maruo

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Não é uma imagem de Suehiro Maruo mas de Jeanette Hayes…

Interessante artigo no The Comics Journal, escrito por Austin English sobre a apropriação de imagens da BD pelas Belas Artes.

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Pocket Telephone

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BD de 1919 que prevê o uso imbecil de telemóveis. Ler AQUI.

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Carneiro Mal Morto

carneiromalmorto_n2_resizeEis que finalmente foi catalogado – 20 anos depois? – o único número possível de encontrar na Bedeteca de Lisboa do Carneiro Mal Morto, especialmente se tivermos em conta que esta publicação teve o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Criado e editado por Rafael Gouveia (que participou na colecção Lx Comics) e o misterioso Daniel Dias, este fanzine a dois inseria-se numa tendência de aceitação nada fácil nos anos 90 (e mesmo agora, o que dizer?) das ideias do autor norte-americano Ralph Woods (Comics: Structure and texture, Black Press, New York, 1996), no sentido da viabilização de uma BD de cariz experimental, “multifacetada e transdisciplinar” (…) liberta dos seus padrões clássicos (..) feita de delírios gráficos da “poesia desenhada”.

Entre várias BDs curtas destes autores (gémeos? os seus estilos gráficos são muito próximos) é excepcionalmente bela a BD “Lonely planet” de duas páginas, em que a sensação de solitude é exposta de uma forma desarmante e simples. Uma pérola a rever…

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Quinta dos Macacos II

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Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa com o chato chato chato O Rei Macaco de Silverio Pisu (a) e Milo Manara (a) numa excelente edição da Arte de Autor. Obra dos tempos do “maoismo europeu” que prometeu revolução para depois termos políticos neo-liberais ferozes e o Manara pornógrafo.

Como é bem analisado por Pedro Moura in Ler BD: O rei macaco é assim um objecto cheio de contradições internas. Por um lado, é um dos primeiros grandes trabalhos de Manara enquanto artista visual com uma atenção particular para o pormenor, os planos de conjunto e a composição, por outro uma obra ancorada na época em que se pensava a banda desenhada como possível veículo de uma discussão e popularização política através da fantasia de modos mais explícitos, mas por outro ainda um objecto de grandes fragilidades nessa mesma missão.

Morte aos macacos réis, viva o macaco do povo!

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