Monthly Archives: Abril 2018

BDesign

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Não é sobre BD mas Mário Moura, além de ter sido autor de BD e crítico no passado, neste livro não deixa de fazer referências e escrever de forma crítica sobre os trabalhos de Marco Mendes, Lyonel FeiningerChris Ware e… Paulo D’Cantos, como ainda de “photobooks” para crianças.

Um boa edição da Orfeu Negro, como sempre que diz: Especialista por excelência no fabrico de identidades, o design é uma disciplina fundamental do nosso quotidiano. No entanto, a reflexão crítica sobre a sua própria identidade não é abundante. Nos doze ensaios que compõem este livro, Mário Moura convoca a crítica do design para analisar os seus impensados e a cultura contemporânea, à semelhança da melhor tradição da crítica literária e da crítica de arte. Com várias incursões pela literatura, política, história, geografia e pelo cinema, o autor desmonta o património discursivo do design e demonstra como este é formado e reformado por conceitos de raça, classe, género, autoria e periferia, entre outros.

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Ops! A Ilustrarte 2018

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Esquecemos que isto existe… Talvez seja esse o problema da descentralização. Até 2 de Setembro a ver se vamos lá dar um saltinho.

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Lançamento furioso

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Pretende-se com esta antologia de textos e ilustrações, seleccionados entre os muitos mais que foram sendo produzidos ao longo de 16 anos no âmbito da Leitura Furiosa em Portugal, tornar mais alargadamente públicos os rastos de encontros singulares entre escritores e pessoas zangadas com a leitura e a sociedade.

A Leitura Furiosa nasceu na Association Cardan de Amiens (uma associação dedicada à luta contra a iliteracia) em 1992; chegou a Lisboa, à Associação Abril em Maio, pelas mãos de Luiz Rosas e Eduarda Dionísio no ano 2000 (actualmente realiza-se na Casa da Achada, Centro Mário Dionísio). Tem tido, desde 2007, edições anuais no Porto e vai acontecendo, menos regularmente, noutras cidades portuguesas (Beja, Guimarães). Na presente obra, reunimos os contributos de mais de 60 artistas que, com os seus textos e as suas ilustrações, prestam testemunho das sessões realizadas, entre 2000 e 2016.

Edição da Monde Diplomatique, nos vários participantes encontramos alguns nomes conhecidos como Bárbara Assis Pacheco, JAS (João Sequeira), José Smith Vargas, Manuela Bacelar, Miguel Carneiro, Nuno Saraiva, Nuno Sousa, Paulo Monteiro, Pierre Pratt, Susa Monteiro, Von Calhau,…

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25 Bares

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Luís Afonso das BLX

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Vida de “G”

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Acabou há um mês a colecção da Levoir com o jornal Público da xungaria Torpedo 1936 de Sánchez Abuli (a) e Jordi Bernet (d), cena “gangsta”, topam? Para saber mais ou tudo sobre a série há este “post”. E já começaram a aparecer livros desta colecção na Bedeteca de Lisboa, oferecidos por leitores (desiludidos?) – já lá se encontra o volume cinco

Com tanta coisa para editar no mundo, é preciso reeditar o que já foi publicado no triste mercado português? Esta não será a resposta: A colecção é composta por cinco volumes a preto e branco pelos espanhóis e um sexto volume a cores de seu nome Torpedo 1972 desenhado por Eduardo Risso – este também vai a todas! Também inclui também as 2 primeiras histórias desenhadas pelo Alex Toth e as histórias censuradas na edição americana da IDW. Ena! Obra seleccionada da Bedeteca Ideal

Entretanto já anda a sair a nova colecção Levoir / Público e só dá vontade chorar, quando um gajo que o mercado já estava entulhado de lixo franco-belga e super-heróis, eis que chega bullshit from Italy, e não se trata do Berlusconni…

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Homenagem a Artur Correia

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Amanhã, haverá em Moura uma sessão de homenagem a Artur Correia recentemente falecidoJá fazendo parte dessa homenagem, foi inaugurada a 15 de Abril uma exposição com pranchas originais e reproduções de obras de BD na edição do corrente ano de 2018 da Feira do Livro de Moura. Nessa exposição estão incluídas imagens inéditas de adaptações à banda desenhada dos poemas populares Donzela Que Vai à Guerra e A Nau Catrineta, que acabam de ser publicadas no nº10 do fanzine Cadernos Moura BD com distribuição marcada para o dia da homenagem, Sábado, pelas 16h30.

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O livro do ano!!!

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Foi preciso uma editora de poesia, a Douda Correria, para editar um livro de BD completamente fora do baralho e dos poucos autores que apareceram neste milénio a quebrar regras. Eis que saiu este fim-de-semana (na RaiaO Reino da dupla francesa Ruppert e Mulot.

Escreveu Pedro Moura sobre a edição original de L’ Association: Fisicamente falando, O Reino parece (ou é mesmo) um objecto convencional: um jornal que, aberto, tem um formato A1. Cada spread apresenta-se sub-dividido em composições. À primeira vista, convencionais, explorando toda a espécie de combinações entre o regular e o semi-regular, na tipologia de Chavanne. À medida que lemos, entendemos que estamos a acompanhar várias histórias, ou pelo menos situações narrativas distintas e que não parecem partilhar pontos em comum: uma família numa viagem de carro, um grupo de bailarinos a tentar levar a cabo uma nova coreografia, um homem a construir um muro, um mecânico especializado em achatar carros e outros objectos, pessoas que atravessam uma escadaria. Mas cada sequência pode estar distribuída de modos diferentes na página, e as direcções, protocolos e eixos de leitura são totalmente estocásticos e livres. Esta distribuição, aliada a outros aspectos da(s) “narrativa(s)” fazem pensar que os autores estudaram talvez, ou também formas de composição típicas de jornais ilustrados ou de banda desenhada, em que num mesmo plano poderiam estar presentes mais do uma história, sob a forma de tira ou trecho, e passatempos gráficos, etc., explorando essas relações em potencialidades narrativas não-normativas. De resto, estas estratégias são tão variadas que permitiria ler O Reino à luz de quase toda a história das narrativas gráficas e das escolhas de composição, desde Töpffer com as suas rápidas sucessões e iterações aos diagramas de Ware, passando pelos jogos da Oubapo, as pliages de Al Jafee, brinquedos de papel da mais variada proveniência, e outras experiências ainda mais radicais de formalismo e técnicas de impressão.

Parabéns à editora pelo gesto ousado e por publicarem dos autores mais relevantes deste milénio pela primeira vez em Portugal! Entretanto um exemplar deste livro já chegou à Bedeteca de Lisboa… é absolutamente lindo e GIGANTESCO!!!

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal

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