Monthly Archives: Agosto 2018

Marie Severin (1929-2018)

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Faleceu ontem Marie Severin, autora norte-americana de BD que trabalhava sobretudo aplicando cor nas “fábricas” dos “comics”, tendo feito uma enorme carreira desde os anos 50 na EC Comics até anos 90 na Marvel.

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Filed under obituário

Leve

 

No ano passado, no Festival de Beja, anunciamos que sairiam dois livros que poderiam ser interessantes mas que tínhamos bastantes dúvidas da sua qualidade. Em comum entre eles está o selo G.Floy, que pela primeira vez aposta em BD nacional com Cidades, em parceria com a ComicHeart. Trata-se de uma antologia de histórias de membros do The Lisbon Studio, um colectivo de criadores que partilham um espaço comum e agrega conhecidos autores nacionais. Os autores são Dileydi Florez, Filipe Andrade, Gonçalo Duarte, Joana Afonso, João Tércio, Marta Teives, Pedro Vieira de Moura e Ricardo Cabral. Ou seja autores que tanto roçam o trabalho artístico como o trabalho de encomenda, daí a dúvida da qualidade do conteúdo, e realmente os resultados são medíocres tirando a BD de Gonçalo Duarte mais dado à experimentação gráfica e experiência boémia urbana. O resto são um “powerpoint” de lugares-comuns em que ainda se safam Andrade e Cabral pela espectacularidade visual – mas para isso, como bem se sabe, há todos os anos em todas as cidades espectáculos de fogo-de-artifício de Ano Novo.

A Leoa: Um Retrato Gráfico de Karen Blixen é uma biografia ”reinterpretada” da célebre autora dinamarquesa do século XX que nos deixou obras como África Minha ou A Festa de Babete. A autoria da banda desenhada é de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg, os autores de O Astrágalo.

A vida (ou as vidas) da Baronesa Karen Blixen desfila à nossa frente neste álbum. Desde uma infância com um pai adorado mas muito ausente, um aventureiro nunca satisfeito, e com uma mãe encerrada na mentalidade conservadora da Dinamarca do final do século XIX, até uma aventura desesperada para escapar a um destino que lhe tinha sido traçado, burguês e aborrecido: aceita casar com o Barão Bror Blixen, e tomar as rédeas de uma plantação de café no Quénia… onde descobrirá uma paixão louca, o seu grande amor africano… até ao seu regresso à Dinamarca e à sua coroação como autora literária famosa.

Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg trabalham juntos há alguns anos, em adaptações à banda desenhada de livros vários, e em projectos próprios. Anne-Caroline Pandolfo é ilustradora e argumentista; um encontro fortuito com produtores de filmes leva-a a realizar duas curtas-metragens animadas para crianças, e isso vai encorajá-la a continuar esse trabalho criativo na banda desenhada. Terkel Risbjerg é um artista dinamarquês que estudou cinema e filosofia em Copenhaga, e acabou por se fixar em França, onde trabalhou alguns anos em animação, tendo trabalhado nomeadamente em O Gato do Rabino e na série Yakari. Juntos, assinaram já cinco romances gráficos: O Astrágalo (já editado pela G.Floy), bem como Mine: Une Vie de Chat, Le Roi des Scarabées, e mais recentemente Perceval, adaptação do Romance de Perceval e este A Leoa.

Pandolfo e Risbjerg, se ficamos em dúvida se seriam capazes de fazer algo de jeito (O Astrálago era uma boa BD pelo texto literário de Albertine Sarrazin ou se pelo talento e técnica dos autores?), percebemos que sabem o que fazem mas não tiveram nenhum risco artístico. É uma biografia que é um produto comercial para “todo público”, ou seja, “bedófilo”, simpático, institucional, assexuado e fácil de esquecer. Ainda assim mereceu entrar na selecção da Bedeteca Ideal.

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Superduperman

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Não sabemos porque ainda há super-heróis depois de Miracleman e Watchmen mas há ainda quem tente fazer séries de BD pós-Moore e que falham redondamente. Algumas conseguem ser divertidas como é o caso deste O Legado de Júpiter de Mark Millar (a) e Frank Quitely (d), cujo primeiro volume chegou à Bedeteca de Lisboa.

Neste caso, esta série conta sobre super-heróis de segunda geração: o que acontece num mundo em que existem super-poderes, quando a primeira geração de super-heróis, os idealistas, os que lutaram pela democracia, pela sua nação, os que acreditaram que com grandes poderes vem grande responsabilidade, cede o lugar aos descendentes, os cínicos, mimados e privilegiados, que se habituaram a ter tudo?

Vamos a la playa!!!

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Cruzescredo!

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Os comunas podem ter culpa de muita coisa (a última foi esta)  mas também não merecem um “comic-book” tão reles como The Red Iceberg, pura propaganda anti-comunista de autor desconhecido, publicada em 1960 por uma associação cristã norte-americana.

Chegou à Bedeteca de Lisboa um exemplar fac-símile, uma “mini-replica”, pela Pinko Joe, ou seja, Christopher Sperandio que andou por Cascais e Lisboa no mês de Julho. O comentário da edição, resume tudo: Can you believe this shit?!

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Amor de Verão

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A Bedeteca de Lisboa é uma caixinha de surpresas e eis que encontramos uma bela de uma raridade: Poignées D’ Amour de Willem, uma antologia de BDs escatológicas e anti-burguesas que são perfeitas para estes dias estendidos na piscina municipal. E claro, melhor isto que gastar dinheiro nas chachadas da Novela Gráfica, sempre acumula para jantar fora…

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Pulp Love

f6f78c61ac94403ca066400ddee5353eParece incrível mas é verdade, só agora é que a Bedeteca de Lisboa arranjou um livro do finlandês Marko Turunen, autor que foi recebido no Salão Lisboa 2005!

Pela franco-belga (mas não falamos de bedófilia, apenas que esta editora divide-se entre França e a Bélgica) Fremok eis L’amour au dernier regard um belo livro impresso alternadamente em azul e vermelho – duas páginas a vermelho, depois duas a azul e assim por adiante. Como é típico de Turunen, o pior do Pop é misturado com vivências pessoais, íntimas e poéticas.

E já agora, também topámos outro livro da Frémok (ainda Fréon, antes de se unir à francesa Amok), digno de nota: Modo Quid de Jean Christophe Long, que é de um humor nonsense de fazer corar o Vernon Sullivan com um desenho feito em linogravura e xilogravura.

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Férias de Verão: Malmö

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De regresso o Festival de BD mais à Esquerda no Norte da Europa! O Alt Com tem como tema este ano “como sobreviver à ditadura” e pelo que se diz por aí a Ana Biscaia e mais elementos do projecto Clube Mediterrâneo vão lá – como aliás sempre aconteceu, sempre houve participação portuguesa neste festival

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