Monthly Archives: Fevereiro 2019

Quinta da Tapeçaria

2675005143-a-tapecaria-a-historia-de-uma-obra-primaNesta Quinta-Feira de Novidades na Bedeteca de Lisboa, algo inesperado: A tapeçaria : a história de uma obra-prima de Carola Hicks. Publicado em 2009 pela Aletheia que pelos vistos quer-se despachar do stock

Sinopse: Uma história absorvente da tapeçaria de Bayeux, cuja origem remonta à batalha de Hastings no longínquo ano de 1066, e que é um dos maiores tesouros da Europa. Com um passado pleno de tragédia e aventura, esta obra de arte suscitou desde sempre a maior curiosidade. Nesta obra, que se lê como um romance, ficamos a saber quem a encomendou e o milagre da sua confecção, para lá dos acontecimentos posteriores desde o séc. XI aos dias de hoje. 

Ignorada no chão da Catedral de Bayeux até ser “redescoberta” no séc. XVIII, a tapeçaria transformou-se num símbolo de poder e de arte. Sobrevivente da Revolução Francesa, foi exibida por Napoleão, copiada pelos nazis, e a sua influência histórica-artística perdura até aos aos nossos dias.

Este livro magnífico, repleto de pequenas histórias, demonstra-nos como se “reconta” a história em cada época, e como uma grande obra de arte tem vida própria, bem como um papel tão importante no curso da História.

Este tesouro editorial foi seleccionado para a Bedeteca Ideal.

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Vida de “G”

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A Bedeteca de Lisboa recebeu a colecção da Levoir, que saiu com o jornal Público no ano passado, da xungaria Torpedo 1936 de Sánchez Abuli (a) e Jordi Bernet (d), cena “gangsta”, topam? Para saber mais ou tudo sobre a série há este “post”.

A colecção é composta por cinco volumes a preto e branco pelos espanhóis e um sexto volume a cores de seu nome Torpedo 1972 desenhado por Eduardo Risso – este também vai a todas! Inclui as 2 primeiras histórias desenhadas pelo Alex Toth e as histórias censuradas na edição americana da IDW.

Obra seleccionada da Bedeteca Ideal

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#lisbonisshit

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E adivinhem? Mais outra loja a ir à vida! Tal como a Sunrise até ao final deste mês, a Gateway City Comics vai sair de Alcântara. Aberta em 2017, parecia mais uma loja de brinquedos com personagens de BD que uma loja de BD (esperem, há diferença?) e já caiu vítima da especulação imobiliária lisboeta. Esperemos que reabram fisicamente um dia destes, até lá irá funcionar em linha.

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Neo-miúdos

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Esteve patente entre Março e Setembro do ano passado uma exposição no Museu do Neo-Realismo intitulada de Miúdos, a vida às mãos cheias – A infância do Neo-Realismo português, que se centrava nas expressões artísticas sobre a infância no neo-realismo. Na exposição encontravam-se algumas reproduções de revistas de BD do acervo da Bedeteca de Lisboa (Camarada, Diabrete, Lusitas, Mundo de Aventuras e Papagaio) e talvez seja por isso que o catálogo da exposição veio parar à Bedeteca.

Nas palavras das curadoras, Carina Infante do Carmo e Violante F. Magalhães, “O tópico da infância é uma das dimensões mais significativas da construção da contra-hegemonia cultural do Neo-Realismo à política salazarista. Para os neo-realistas, a criança é um dos ícones da esperança, da emancipação social e da potência transformadora de futuro. O recurso à infância nas figurações artísticas e literárias combina o ensejo de denúncia com uma dimensão pícara e, fundamentalmente, lírica.”

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#lisbonisshit

sunsrise

A Sunrise vai fechar até ao final deste mês, a explicação passa por um centro gentrificado e turistificado, de ricos e novos-ricos capazes de gastar 1000 Euros em roupa mas ignorantes incapazes de comprarem uma revista de 5 paus. Com isto, caiu o último lugar no centro de Lisboa que ainda nos fazia “descer à baixa”, para nós, o centro não serve para nenhum português ou lisboeta. As deslocações para outras partes da cidade são inevitáveis. Lancemos a campanha #lisbonisshit porque é isso mesmo o que a capital se tornou, uma bela merda.

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Caricaturas

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Chegou à Bedeteca de Lisboa, passados oito anos depois do lançamento e das comemorações oficiais, o álbum As Caricaturas da Primeira República, por Osvaldo Macedo de Sousa. Um livro fantástico (inversamente oposto em qualidade e pertinência às BDs que a Tinta da China publica) com a reprodução de BDs e Cartoons de Almada Negreiros, Alonso, Amarelhe, Celso Hermínio, Cristiano Cruz, Emérico Nunes, Jorge Barradas, Jorge Colaço, Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart Carvalhais entre outros grandes!

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Livro felino!

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Depois dos cães há é gatos! Saiu em Janeiro uma colectânea de BDs de críticas à música moderna portuguesa por Tiago da Bernarda através do seu avatar Gato Mariano. Já chegou à Bedeteca de Lisboa um exemplar, yes!

O Gato Mariano : Críticas Felinas (2014-2018)  é o volume 13 da Colecção Mercantologia, dedicada à recuperação de material perdido no mundo dos fanzines e afins (…)  publicada pela Associação Chili Com Carne, o presente volume apresenta uma selecção de várias BDs da série O Gato Mariano publicado originalmente em várias plataformas em linha, desde 2014, com o nome Críticas Felinas (…), no sítio Rimas e Batidas, nos zines O Gato Mariano Não Fez Listas em 2015O Gato Mariano não fez listas e confrontou um fã que disse não perceber as suas reviews em 2016 e O Gato Mariano não fez listas em 2017 e nos dois números do fanzine Mariano (2016-17).

Dizem na Chili Com CarnePeludo, porte médio, língua afiada. É assim que Tiago da Bernarda descreve o seu alter-ego, mais conhecido como Gato Mariano, o crítico felino que vagueia os confins da Internet. É nesse lugar amorfo e amoral que, desde 2014, tem vindo a discutir sobre os mais recentes projectos da música alternativa portuguesa. O que começou como webcomic vira agora uma antologia que reúne as melhores tiras dos últimos quatro anos, num intenso volume de  144 páginas, muitas delas a cores (18x25cm) e uma super-capa com cortante de gato assanhado!

Samuel Úria diz isto (é de ficar de boca aberta! Músicos e escritores não deveriam comentar artes visuais!): O Gato Mariano é uma das grandes criações da década (estimativa conservadora) em Portugal. Possivelmente nunca lhe será feita devida justiça, até porque um dos encantos que tem é a “subterraneidade”, o traço e as reflexões como nos grandes mestres de apelo clandestino na BD do final do século passado. Não é um Kochalka português, nem um Tony Millionaire português, nem um Mike Diana português; é um Tiago da Bernarda português. Nem boa música nem bom brouhaha mas de certeza um livro de alta fixeza, vamos confirmar!

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