Monthly Archives: Fevereiro 2019

Quinta da Tapeçaria

2675005143-a-tapecaria-a-historia-de-uma-obra-primaNesta Quinta-Feira de Novidades na Bedeteca de Lisboa, algo inesperado: A tapeçaria : a história de uma obra-prima de Carola Hicks. Publicado em 2009 pela Aletheia que pelos vistos quer-se despachar do stock

Sinopse: Uma história absorvente da tapeçaria de Bayeux, cuja origem remonta à batalha de Hastings no longínquo ano de 1066, e que é um dos maiores tesouros da Europa. Com um passado pleno de tragédia e aventura, esta obra de arte suscitou desde sempre a maior curiosidade. Nesta obra, que se lê como um romance, ficamos a saber quem a encomendou e o milagre da sua confecção, para lá dos acontecimentos posteriores desde o séc. XI aos dias de hoje. 

Ignorada no chão da Catedral de Bayeux até ser “redescoberta” no séc. XVIII, a tapeçaria transformou-se num símbolo de poder e de arte. Sobrevivente da Revolução Francesa, foi exibida por Napoleão, copiada pelos nazis, e a sua influência histórica-artística perdura até aos aos nossos dias.

Este livro magnífico, repleto de pequenas histórias, demonstra-nos como se “reconta” a história em cada época, e como uma grande obra de arte tem vida própria, bem como um papel tão importante no curso da História.

Este tesouro editorial foi seleccionado para a Bedeteca Ideal.

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Kids

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A Gradiva apresenta o primeiro volume de O Diário de Esther, uma edição inspirada em pessoas reais: todos vão querer conhecer a criança de 10 anos cheia de imaginação que esta obra retrata. O que pensa sobre a escola, os amigos, a família e os ídolos? E o que não diz ela aos seus pais? Vale seguramente a pena saber: a mente de uma criança é cheia de surpresas! E nada melhor do que um diário para conhecer tudo. Ao mesmo tempo que diverte, esta obra é um retrato sobre os jovens de hoje, espelhando a sociedade que temos.

Riad Sattouf, nasceu em Paris em 1978, é autor de banda desenhada e ainda cineasta. Passou a sua infância na Argélia, na Líbia e na Síria, onde recebeu uma educação muçulmana. Regressa a França com 12 anos de idade, prosseguindo os seus estudos primeiro em Cap Fréhel e mais tarde em Rennes, onde obtém formação em Belas-Artes. É actualmente um autor de BD de grande sucesso, tendo assinado, entre outras obras, O Árabe do Futuro, Retour au collège, Pascal Brutal ou La vie secrète des jeunes, que publicou semanalmente em “tiras”, entre 2004 e 2014, na revista Charlie Hebdo.

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Vida de “G”

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A Bedeteca de Lisboa recebeu a colecção da Levoir, que saiu com o jornal Público no ano passado, da xungaria Torpedo 1936 de Sánchez Abuli (a) e Jordi Bernet (d), cena “gangsta”, topam? Para saber mais ou tudo sobre a série há este “post”.

A colecção é composta por cinco volumes a preto e branco pelos espanhóis e um sexto volume a cores de seu nome Torpedo 1972 desenhado por Eduardo Risso – este também vai a todas! Inclui as 2 primeiras histórias desenhadas pelo Alex Toth e as histórias censuradas na edição americana da IDW.

Obra seleccionada da Bedeteca Ideal

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#lisbonisshit

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E adivinhem? Mais outra loja a ir à vida! Tal como a Sunrise até ao final deste mês, a Gateway City Comics vai sair de Alcântara. Aberta em 2017, parecia mais uma loja de brinquedos com personagens de BD que uma loja de BD (esperem, há diferença?) e já caiu vítima da especulação imobiliária lisboeta. Esperemos que reabram fisicamente um dia destes, até lá irá funcionar em linha.

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Neo-miúdos

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Esteve patente entre Março e Setembro do ano passado uma exposição no Museu do Neo-Realismo intitulada de Miúdos, a vida às mãos cheias – A infância do Neo-Realismo português, que se centrava nas expressões artísticas sobre a infância no neo-realismo. Na exposição encontravam-se algumas reproduções de revistas de BD do acervo da Bedeteca de Lisboa (Camarada, Diabrete, Lusitas, Mundo de Aventuras e Papagaio) e talvez seja por isso que o catálogo da exposição veio parar à Bedeteca.

Nas palavras das curadoras, Carina Infante do Carmo e Violante F. Magalhães, “O tópico da infância é uma das dimensões mais significativas da construção da contra-hegemonia cultural do Neo-Realismo à política salazarista. Para os neo-realistas, a criança é um dos ícones da esperança, da emancipação social e da potência transformadora de futuro. O recurso à infância nas figurações artísticas e literárias combina o ensejo de denúncia com uma dimensão pícara e, fundamentalmente, lírica.”

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#lisbonisshit

sunsrise

A Sunrise vai fechar até ao final deste mês, a explicação passa por um centro gentrificado e turistificado, de ricos e novos-ricos capazes de gastar 1000 Euros em roupa mas ignorantes incapazes de comprarem uma revista de 5 paus. Com isto, caiu o último lugar no centro de Lisboa que ainda nos fazia “descer à baixa”, para nós, o centro não serve para nenhum português ou lisboeta. As deslocações para outras partes da cidade são inevitáveis. Lancemos a campanha #lisbonisshit porque é isso mesmo o que a capital se tornou, uma bela merda.

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Caricaturas

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Chegou à Bedeteca de Lisboa, passados oito anos depois do lançamento e das comemorações oficiais, o álbum As Caricaturas da Primeira República, por Osvaldo Macedo de Sousa. Um livro fantástico (inversamente oposto em qualidade e pertinência às BDs que a Tinta da China publica) com a reprodução de BDs e Cartoons de Almada Negreiros, Alonso, Amarelhe, Celso Hermínio, Cristiano Cruz, Emérico Nunes, Jorge Barradas, Jorge Colaço, Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart Carvalhais entre outros grandes!

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