Monthly Archives: Maio 2019

Punks a darem-nos música!

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Os verdadeiros punks são mais rápidos: A Zerowork Records apoiou a edição do CD Music for Antropomorphics dos brasileiros Mechanics, trabalho sinérgico que acompanha o livro de BD Música para Antropomorfos, de Fábio Zimbres, obras de 2006 agora publicadas em Portugal pela Chili Com Carne.

Fábio Zimbres é um artista gráfico único no Brasil e mais outro pedaço do Mundo bem grande, editor omnisciente, foi ele o responsável pela revista ANIMAL : FEIO, FORTE, FORMAL – distribuida em Portugal permitindo aos portugueses ter um contacto com séries memoráveis como RanXerox, Love & Rockets, Tank Girl, Peter Pank e muitos mais, incluindo resenhas do João Gordo dos Ratos de Porão!!

O autor vai estar presente de 31 de Maio a 2 de Junho no Festival de BD de BejaAMANHàé dia oficial do lançamento com conversa com o autor às 15h30. Fostes avisado!

(…) podes comprar o livro, a 15 paus (…) sendo que o CD está limitado a 300 cópias.

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Quinta do Tabu

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Chegou à Bedeteca de Lisboa a colecção completa de Taboo, antologia de Horror dos 90s, editada pelos autores de BD John TotlebenSteve Bissette. Composta por nove números e um especial foi nestas páginas que Alan Moore começou o Do Inferno ou Lost Girls com Eddie Campbell e Melinda Gebbie respectivamente, ou foi dado a conhecer os “Olhos do Gato” ao público inglês. Mas nem tudo é bom, algum material definitivamente não sobreviveu ao teste do tempo. Destaque para a série Through the Habitrails de Jeff Nicholson, um passagem pelo inferno do mundo do trabalho…

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A BD na Feira do Livro

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Começa hoje a 89ª edição da Feira do Livro de Lisboa, como sempre no Parque Eduardo VII, sem dúvida o maior evento português livreiro e cultural da cidade.

Daquilo que nos interessa, a Banda Desenhada, é de destacar que este ano mantêm-se a mesma oferta e visibilidade do ano passado. Ou seja, pouca. Para além do normal “Lixo da Leya” (que mesmo a preços baixos, nunca mais despacham o stock da BD editada neste milénio), a Devir e a Europress mantêm os seus stands e a Chili Com Carne volta a dividir stand com outros dois projectos de edição independente – um deles a Serrote.

A Devir está com dois stands, devido ao crescimento do seu catálogo sobretudo na área “teenager” de Mangas – um dos stands deles é dedicado a jogos de tabuleiro. A Europress tem três stands unidos e é a maior distribuidora da BD do mercado português, ou seja, representa todas as outras editoras existentes: Arte do AutorChili Com Carne, El Pep, Escorpião Azul, G.Floy, Kingpin, Levoir, MMMNNNRRRG, Polvo e Quarto de Jade. Talvez por isso mesmo que a Chili Com Carne (e a MMMNNNRRRG) pela terceira vez desmarcam-se dessa “bedófilia” e ao que parece este ano, não vão estar na área cheia de “freaks” religiosos como a Zéfiro ou a Igreja da Cientologia – está na moda ser vizinho dessa grande má-onda, o que não impede a Europress de distribuir os seus livros da treta.

Deverá haver tristes sessões de autógrafos ao longo do evento e há uma intervenção de Marcos Farrajota sobre “LGBTI+ comix” no stand das BLX, dia 7 de Junho, às 21h. Esperemos que ele esteja atento a este blogue!

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Autarcas suspiram de alívio…

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Triste (última) notícia d’O Corvo.

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Festa da Ilustração

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Esta semana começa a Festa da Ilustração em Setúbal!

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Beja e a preguiça…

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Os cartazes coloridos do Festival de Beja continuam mas a programação continua cinzenta – como eram os cartazes anteriores à 13ª edição. A “bedófilia” reina – Michel Vaillant em 2019!? LOL! – apesar das presenças e exposições dos espanhóis António Altarriba, Kim e Miguel Martín Angel, do brasileiro Fábio Zimbres, do francês David Sala e as miúdas do Nódoa Negra.

Ainda assim não deixará de ser um simpático ir lá dar um saltinho este fim-de-semana à 15ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja que realiza-se entre os dias 31 de Maio e 16 de JunhoInaugura na Sexta-feira, às 21h, na Casa da Cultura, o núcleo principal. São 20, as exposições, com autores de muitas partes do Mundo: Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Inglaterra e Portugal.

O Festival oferece ainda aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada: apresentação de projectos, conversas à volta da BD, lançamento de livros, sessões de autógrafos, concertos desenhados, etc. Terá também à disposição de todos o Mercado do Livro, com mais de 70 editores presentes, venda de arte original, venda de merchandising, etc. (…) O primeiro fim-de-semana (31 de Maio a 2 de Junho) reunirá os autores representados nas exposições.

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Segunda Virgem

CAPA FINAL - A VIAGEM DA VIRGEM

Quem conseguir ler o título deste livro ganha prémio mas como somos umas sovinas estragamos já a surpresa, trata-se de A Viagem da Virgem que a Escorpião Azul está a reeditar em português – o trabalho é de 2006, originalmente intitulado The Virgin’s trip pela El Pep.

Obra colectiva cuja história e conceito é de Pepedelrey, que foi transformada na narrativa organizada por Nuno Duarte, depois desenhada por quatro desenhadores (Pepedelrey, Jorge Coelho, Rui Gamito e Lacas), tratando-se de uma história que se encaixa segura e facilmente na “ficção científica”, está mais próxima de um trabalho adulto que se encontraria nas histórias curtas Metal Hurlant francesa que qualquer outro tipo de produção. A utilização de todos os elementos que fazem reconhecer esse “género” é, porém, para levar de imediato para outras paragens: estamos perante a discussão de dois companheiros, entre a obsessão de um deles por uma mulher, a qual, como alguém já disse, reescreve o conceito de “mulher-objecto”, e a busca do seu comparsa em entender essa obsessão transformando-a sua e pervertendo-a, não sem antes se repor a ordem desequilibrada. É admirável como a utilização de três artistas, de traços diversos mas que ganham alguma osmose por conviverem num mesmo espaço, e seguindo técnicas e efeitos de cor idênticos, se plasma com a história que está a ser contada, com as etapas dessa história, provocando um sentimento de estranheza, ou até de desconfiança, como diz David Kino, à entrada do livro. O formato oblongo, a vinheta por página (fora certas excepções inventivas), o amarelo-torrado e ocres contrastando com as escalas de cinzentos e os pretos brilhantes, as relações dos textos com os silêncios, e dos mesmos com os desenho, fazem de Virgin’s Trip um gesto algo inusitado neste país, sem preconceitos nem presunções, mas conseguido e que pode servir de lição a quem sofre de inércia..

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