1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (Década de 50)

20190712_165236A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

Estamos nos anos 50, detecta-se uma sofisticação nas formas na produção de BD – veja-se o caso dos Mumins da finlandesa Tove Jansson (1914-2001) -, e especialmente no Japão onde vamos assistir ao nascimento do “Manga”[i] moderno com Astroboy de Osamu Tezuka (1926-89).

Destacamos as seguintes edições:

– a excelência de Peanuts : Obra Completa de Charles M. Schulz (1922-2000) pela Afrontamento e Lance de Warren Tufts (1925-82), pela Livros de Papel de Manuel Caldas.

– as edições que revisitam Dan Dare (pela VitaminaBD) e Miracleman (G.Floy), personagens míticas na Inglaterra, especialmente a última que deu azo a décadas de lutas legais pelos direitos de autor.

Mad about the Fifties (Mad Books) e Horror Comics of the 1950’s (Nostalgia Press – só pode ser consultado na Sala dos Reservados), dois marcos da BD nos EUA – este mês a revista Mad acabou após 67 anos de existência.

Sugestão nossa: A Cidade nos Ecos da Semana de Carlos Botelho (1899-1982), edição da Bedeteca de Lisboa. O ano de 1950 marca a desistência do autor em continuar as suas “BD-crónicas” (desde 1928), desgastado pela Censura.

[i] A palavra “Manga” aparece no Japão no final do século XVII e significa “desenhos irresponsáveis”, sendo transposto para significar BD. Ao contrário do que se afirma, não significa “BD japonesa”. O erro deve-se à industrialização de um género de uma BD popular que se afirmou comercialmente no Ocidente a partir dos anos 80 do século XX. Para uma “BD de autor” o termo correcto será “Gekiga” (desenhos dramáticos) que dará também os seus primeiros passos nos anos 50.

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Filed under acervo da bedeteca, referência

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