Monthly Archives: Outubro 2019

Quinta do Sake

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Chegou nesta Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa a antologia Sake Jock, editada pela Fantagraphics para dar a conhecer BD alternativa japonesa. E assim foi durante até aparecerem mais e melhores antologias… Do humor “non-sense” ao drama da intimidade, há uma riqueza de propostas que sobrevive as décadas que passaram desde a sua publicação – a antologia é de 1995 mas muitas das BDs são anteriores a essa data! Participam Imiri Sakabashira, Naoto Yamakawa, Kiriko Nananan, Nekojiru, Yasuji Tanioka, Yoshiharu Mitsumoto, Naoki e Shunichi Karasawa.

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Concurso Fumetto

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O Fumetto será em Abril de 2020 na cidade de Lucerna (Suiça) como é normal. É um caso raro na BD europeia, é o festival mais artístico e simultaneamente também tem o concurso de BD bastante bom. A data de entrega para o concurso será 4 de Janeiro de 2020 (ver a nossa secção de Concursos). Relembramos que no passado houve autores portugueses que ganharam alguns prémios neste concurso como a Maria João Worm

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Sírio

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Um livro que veio da terceira Raia prá Bedeteca de Lisboa: Sírio de Martin López Lam e que é o primeiro título da RUBI, uma nova colecção da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura “light” que tem inundado o mercado português nos últimos quatro anos.

Sírio foi originalmente publicado em Espanha, pela Fulgencio Pimentel em 2016 (…)  Foram impressos 500 exemplares deste livro, dos quais 100 exemplares oferecem um ex libris assinado pelo autor, se for adquirido directamente à Chili Com Carne. (…)

López Lam (Lima, 1981) acompanha um casal que passa uns dias perto do mar aproveitando a época turística baixa, numa casa de uma dessas urbanizações no meio do nada, um não-lugar em que o seu isolamento quase total submete as suas possibilidades de comunicação e as suas personalidades a uma espécie de prova de fogo em que o tédio e o mistério são os catalisadores das suas horas, distorcidos apenas pelos ruídos (grande representação onomatopeica da natureza!) e pelo crime sem grande explicação que acontece na casa do lado. – Felipe Hernández Cava

É como o hotel gerido por Ava Gardner em A noite da Iguana (1964) de John Houston. Transforma-nos numa personagem ativa dentro de um espaço passivo, em que acontecem as coisas e onde somos meros observadores, não por vontade própria, mas pela vontade do autor. – Miguel A. Pérez-Gómez

Martin López Lam [Lima, Peru; 1981] é duplamente Licenciado em Belas Artes, tanto no Peru como em Espanha, onde reside desde 2003. quando não está a brincar com susto, o seu cão, divide o seu tempo entre o desenho, impressão em serigrafia, auto-edição (as maravilhosas Ediciones Valientes são dele!!!), BD e eventos de edição independente (é um dos fundadores do Tenderete, em Valência). Tem recebido vários prémios, foi o importante “Premio Internacional de Novela Gráfica Fnac Salamandra Graphic” de 2018. Publicou em várias antologias internacionais: ARGH!, Qué Suerte! (Espanha), Puck Comic Party (Itália), Carboncito (Peru), Mesinha de Cabeceira (Portugal), Kus! (Letónia) e Kuti (Finlândia)… Apesar de ter participado em vários eventos de edição independente (Feira Laica e Feira Morta) ou ter divulgado imenso as artes gráficas portuguesas em publicações ou eventos (como o Tenderete), o seu trabalho só foi publicado em Portugal no livro colectivo Boring Europa (2011) e no número 23 do zine Mesinha de Cabeceira (2012), ambos pela Chili Com Carne. Faz-se agora justiça com este Sírio.

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Klub Zin

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Saiu o número 4 da antologia polaca Klub Zin em que participa o português Simão Simões. No número anterior tinha participado a Ema Gaspar. Temos de estar atentos!

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Cicatriz na Bedeteca

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Um dos livros mais bonitos que a Polvo editou nos últimos anos, Cicatriz, de Sofia Neto já chegou à Bedeteca de Lisboa.

Diz a sinopse: Galhos e agulhas de pinheiro a estalar debaixo dos pés. Uma brisa salgada que se move entre troncos esguios. O chiar de metal enferrujado. Bolsos carregados de pinhões e cogumelos selvagens. Um agitar súbito de folhas e sombras irrequietas. Sensações familiares num lugar a que não pertence. Uma mulher atravessa um território estranho, esquecido, numa procura pontuada por encontros com aqueles que o habitam. O som distante de violência marca o ritmo de um percurso que se vai construindo passo a passo, orientado por esperança, medo e descoberta.

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Vintage

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A Bedeteca de Lisboa está cheia de raridades… Descobrimos no outro dia Les Aventures de Cyber / Monsieur Cyber de Gérard Néry (1922-2010) e Jacques Poirier (1928-2002), um álbum luxuoso de 1969 editado pelo Eric Losfeld. Uma obra mais ilustrada que “banda desenhada”, onde aparecem em corpos femininos semi-despidos em surrealismo Pop tosco. O típico da altura e deste editor. Vintage curioso, a consultar!

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1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (Década de 70)

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A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

Há quem diga que foi a última década das grandes produções populares com toque autoral. Talvez seja verdade olhando para as novas séries como Alack Sinner, Adèle Blanc-Sec, Jeremiah, Ken Parker ou RanXerox. Ou a consagração de nomes como Moebius e Bilal.

Reaparece o velho formato “romance gráfico” graças a Will Eisner nos EUA e Tardi em França.

No Japão são publicadas obras maduras de Osamu Tezuka como Kirihito e a biografia do Buda, ou Gen de Keiji Nakazawa, sobre um sobrevivente de Hiroxima.

Aparecem obras conceptuais como La Cage de Martin Vaughan-James, um corpo sólido no género autobiográfico graças a Harvey Pekar enquanto que o corpo artístico desmancha-se todo com Zil Zelub de Guido Buzzelli ou as pinturas de Alex Barbier.

Curiosas as obras História do Universo de Larry Gonick ou a série Mämmiläa de Tarmo Koivisto, que regista as mudanças da sociedade finlandesa desde 1976 até hoje.

Sugestão nossa: Revisão: Banda Desenhadas dos anos 70, uma recolha de BDs portuguesas desta década que fez ruptura com o passado. Este livro impressionou Gravett, quem sabe numa próxima edição das “1001” esteja na lista!

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