1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (Década de 80)

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A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

É uma década de diversidade mas também criações barrocas (Cidades Obscuras) e excessos (a libertação sexual dos 60 transforma-se em pornografia, vide Manara).

Destaca-se a “invasão britânica” renovando a indústria dos super-heróis nos EUA graças aos argumentistas em que o “alfa e ómega” será Alan Moore levando os super-heróis para caminhos negros. Excepções: Zot! De Scott McCloud e Concrete de Paul Chadwick, as melhoras histórias de aventuras usando elementos extraordinários. Já agora, é impossível não referir Calvin & Hobbes de Bill Waterson! Ou A vida é um Inferno de Matt Groening (criador dos Simpsons)… Outra “invasão” será a japonesa com Akira de Katsuhiro Otomo à frente, escancarando as portas para um novo mercado que crescerá brutalmente nas próximas décadas.

Aparece a BD “alternativa”, adjectivo que faz todo o sentido nesta década para definir obras em contra-corrente com as formatadas indústrias de entretenimento, como Love & Rockets dos irmãos Hernandez ou Eightball de Daniel Clowes.

Destaque para Ben Katchor, Tardi (sempre!), Mattotti ou Kings in Disguise de James Vance e Dan Burr.

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Filed under acervo da bedeteca, referência

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