1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (Década de 90)

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A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

Há uma palavra para esta década: “independência”. A BD questiona as imposições industriais e sobretudo solta-se delas impondo o “romance gráfico” como o meio privilegiado de publicação. Editoras como a Fantagraphics Books e Drawn & Quarterly na América do Norte e a Amok e L’Association em França lutarão pelo direito de obras “pesadas” (não só pelo formato mas também pelos conteúdos) conviverem nas livrarias e encontrarem novos públicos.

Publicarão autores que passaram a ser incontornáveis como Jim Woodring, Julie Doucet, Yvan Alagbé, Anke Feuchtenberger, Chester Brown, David B, Chris Ware, Charles Burns, Daniel Clowes ou o recentemente falecido Howard Cruse (1944-2019) e que nos ofereceram profundas peças autobiográficas ou experiências formais – vejam a antologia Eiland, por exemplo.

Autores menos “radicais” aproveitarão a multiplicação de casas editoriais independentes para renovarem velhas fórmulas – Bone de Jeff Smith, Stray Bullets de David Lapham, por exemplo… Mas os maiores marcos serão Understanding Comics de Scott McCloud e Palestina de Joe Sacco, o primeiro por fazer ensaio em BD (e sobre BD) e o segundo por popularizar o jornalismo em formato de BD. Nada será igual!

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Filed under acervo da bedeteca, referência

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