Monthly Archives: Janeiro 2020

Orion

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Olha Samplerman no e-fanzine de Ficção Científica Orion! E Léo Quievreux e Maria João Worm… Ah! Quem edita é o injustamente esquecido autor de BD Renato Abreu – que era o Director da Coisa… ‘Tá tudo explicado! É leitura para o fim-de-semana já que não podemos ir a Angoulême.

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Quinta do Abe

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Voltamos à tipologia “Quinta d…” – dia da semana que chegam as novidades na Bedeteca de Lisboa. Abe : Wrong for all the right reasons do inglês Glenn Dakin é uma antologia de várias peças curtas de Dakin usando o seu alter-ego Abe para contar pequenos “slice-of-life” autobiográficos. Linha frágil, contos poéticos,…

Os leitores agradecem a oferta deste livro que vêm mesmo a tempo de se juntar à última mostra bibliográfica das “1001 BDs que tens de ler antes de quinar!

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Punk reciclado

A3 12x12Chegou à Bedeteca de Lisboa, o “Graphzine + CD” Punk Comix, lançado justamente no ano passado pela Chili Com Carne e a Zerowork Records.

Eis os restos mortais de um CD que acompanhava o livro-duplo Corta-E-Cola / Punk Comix (Chili Com Carne + Thisco; 2017) agora numa edição tipo “graphzine” em risografia como manda a regra no novo milénio.

Dizem: Se a Música sempre foi registada em objectos circulares, das primeiras máquinas mecânicas às rodas das k7s. A Reciclagem artística e a ecológica seguem o mesmo princípio geométrico. (…) Foram tirados 1000 exemplares do livro e 1000 cópias do disco, no entanto só 700 dos CDs é que entraram nos livros. Cerca de 300 exemplares do livro foram para as grandes cadeias livreiras… recusando trabalho de escravo para esses monstros ou satisfazermos consumidores preguiçosos, não foram enfiados discos nesses exemplares.

Esta sobra de discos inspirou-nos a criar um graphzine com 13 desenhadores a ilustrarem as músicas que por sua vez foram baseadas na BD da forma mais abrangente possível: sobre autores (Vilhena, Johnny Ryan), personagens (Mandrake, Corto Maltese), séries (O Filme da Minha Vida) ou livros (V de Vingança, Caminhando Com Samuel). Alguns temas são mais óbvios que outros mas o resultado é uma rica mistura de sons que vão desde o recital musicado ao Crust mais barulhento. (…) participam neste graphzine com BDs, desenhos e ilustrações vários autores “punkis” assim assim, que já foram ou ainda serão ou nem por isso Mauro Coelho, Ana Louro, Neno Costa, Ana Caspão, Nunsky, Rui Moura, José Smith Vargas, Xavier AlmeidaMarcos FarrajotaRudolfo, Vicente NunesAndré Coelho. E Jucifer na capa.

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47º Festival de BD de Angoulême

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Cartaz de Charles Burns

Acontece esta semana a 47ª edição do Festival de BD de Angoulême em que destacamos as exposições do japonês Yoshihanu Tsuge, dos franceses Calvo (1892-1957), Pierre Christin e Nicole Claveloux e ainda do norte-americano Wallace Wood (1927-81). De resto é bizness as usual

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Letargia

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Saiu um novo álbum de BD do galego Miguelanxo Prado, O Pacto da Letargia, pela Ala dos Livros, que é a primeira parte da Trilogia do Tríscelo, um projecto que o autor definiu como uma grande fábula sobre o bem, o mal e a culpabilidade. Recorde-se que o tríscelo é o símbolo identificativo de quatro regiões europeias, sendo uma delas a Galiza. O tríscelo desta região, com origem na cultura céltica, é formado por três meias luas a girar sobre o mesmo ponto.

Sinopse diz: Um jovem assistente universitário encontra por acaso algumas notas de um professor aposentado que parecem remeter para uma antiga ordem de anjos e demónios e para um tríscelo envolto em mistério. É este o ponto de partida para que Miguelanxo Prado construa uma história que nos faz questionar o frágil equilíbrio entre o homem e a natureza: uma fragilidade exagerada para o insaciável apetite da humanidade pelo poder e pela auto-satisfação. Uma viagem por um mundo de mistério e magia, enquanto antigos poderes ocultos procuram recuperar a harmonia na Terra. Mas, como em todos os equilíbrios de forças, existem factores que os podem alterar – especialmente quando a própria humanidade é vista como uma ameaça.

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A Máquina Hamlet

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Até 22 de Fevereiro está em cena nos Artistas Unidos a peça A Máquina Hamlet de Heiner Müller… Porquê a divulgação de tal coisa? Porque o autor de BD José Smith Vargas (à direita na foto) actua lá! Aliás, nada de novo se formos bem a ver

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Massacre!!

Massacre

Rumores dizem que o Clube do Inferno desapareceu (snif!) e que agora passou a chamar-se de Massacre – que horror!! Ao que parece os elementos deste grupo organizado são André Pereira, Hetamoé e Mao. Lançam-se com uma exposição – Loot Box – que inaugura HOJE, às 17h, na Biblioteca da FCT NOVA (Monte de Caparica). Fica patente até ao final de Fevereiro.

Entretanto eis mais informação que nos chegou: a exposição (…) transpõe a ideia de “narrativa gráfica” para meios como o desenho, vídeo e a instalação, em trabalhos concebidos especialmente para a Biblioteca FCT NOVA.

Na indústria dos videojogos, o termo “loot box” (“caixa de saque”) denomina sistemas de sorteio — aleatório, como uma saqueta de cromos — para obtenção de itens ou bónus de desempenho virtuais. São “tesouro” que se descobre ou com o qual se é recompensado após a conclusão de um objectivo, numa lógica que remonta aos roleplaying games como Dungeons & Dragons, promovendo o saque dos inimigos e profanação de cadáveres. Apesar da recontextualização do termo nos jogos online actuais, a causalidade “ao vencedor, os despojos” mantém-se na etimologia do nome. Recentemente, as loot boxes têm sido alvo de escrutínio pela forma como monetizam certos aspectos do jogo, criando sistemas de pay to win em que os jogadores dependem de um investimento financeiro real para progredir virtualmente.

A exposição expande o conceito de loot box enquanto modelo alargado que, além do seu conteúdo explícito e funcional, encerra formas de pensar inerentes às ideologias extractivistas responsáveis pela ruptura ambiental no Antropocénico. “Gamificada”, a economia descobre um novo mercado que, pelas suas características formais e estéticas, parece cumprir um sonho de crescimento interminável.

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