Monthly Archives: Setembro 2020

Quino (1932-2020)

A morte do cartunista argentino foi confirmada pelo seu editor, Daniel Divinsky, no Twitter. A causa da morte não foi anunciada.

Filho de espanhóis, nascido em 1932, Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, desenhou e publicou vários livros de desenho gráfico para um público mais adulto, nos quais predomina um humor corrosivo e negro sobre a realidade social e política.

Quino foi o criador de histórias em banda desenhada mais traduzido da língua espanhola. O seu nome ficará para sempre ligado à mais famosa das suas personagens: Mafalda, contestatária, refilona, pessimista, sempre com as suas metáforas sobre problemas políticos e sociais.

Face a graves problemas de saúde — foi sujeito a seis operações cirúrgicas em apenas 10 anos — deixou de desenhar, com regularidade, em 2006.

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Na mó de cima!

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Já lá vão dois anos desde Outro Mundo, Ultra Tumba de Rodolfo Mariano e eis que saiu, em Agosto, o quinto volume da sua série Rock Bottom. Publicado em formato A4 com várias BDs, este zine pretende ter seis números. A Bedeteca de Lisboa já tem disponível alguns do números anteriores!

Machados, copos de vinho, espadas, aranhas, cafés e violas falam entre elas como se a Humanidade se tivesse transformado no Krazy Kat – o que é verdade, pelo menos no mundo dos sonhos. Rock Bottom é das BDs mais bizarras e interessantes do momento, vale por cada traço de desenho!!!

Mas para além de Rock Bottom, saíram mais dois zines na mesma altura: M.A.L. e Ruínas. O último é um “livro” para colorir com ilustrações e banda desenhada, (…) dedicado aos lugares abandonados e silenciosos, no campo e na cidade. Lugares de ausências, lugares sem luz, lugares sem vida, lugares sem música. “Maldito Aquele Lugar” (…)  é uma série de banda desenhada publicada diariamente online (de Julho 2019 até Outubro 2019) (…) As restrições de tempo envolvidas num projecto de publicação diário exigem alguma economia quer no desenho quer na escrita, neste pequeno volume são apresentadas 19 pequenas histórias de uma página protagonizadas por diferentes personagens, algumas nascidas durante esta série. Os temas oscilam entre a autobiografia mito-poética à sátira sci-fi e comédia fantástica, em tons de ligeiro humor e algum absurdo. Inspirado na literatura, no cinema, na música erudita, no blues rock e heavy metal.

Exemplares na Bedeteca de Lisboa!!

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Para quando a edição portuguesa de Neon Genesis Evangelion?

Vai ser uma petição online! Vai haver caos na rua! Ainda por cima temos de ler em francês e só metade da saga porque é o que a Bedeteca de Lisboa tem!

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Radioso

No P3 está a sair uma BD sobre o confinamento/ Covid por Eduardo Côrte-Real.

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Hoje

Inaugura hoje a exposição Viveiro, com aguarelas que se foram dando durante a quarentena argentina de Júlia Barata. Foi uma conversa desenhada durante meses com os queridos curadores Rui Guerreiro e Sara Goulard, que se concretiza agora no [A] Space, em Lisboa, com inauguração das 16 às 20h, sob procedimentos cautelosos Covid19.

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O regresso da Geração Lx Comics

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Coincidência mercantil interessante que aconteceu o ano passado. Para além de Selva!!! de Filipe Abranches, na sua chancela Umbra, saiu também O Colecionador de Tijolos de Pedro Burgos. Não é um livro “novo” porque saiu originalmente em França em 2017 mas eis finalmente em português e na Bedeteca de Lisboa. Dois autores de peso, ligados pelo passado terem publicado na excelente revista Lx Comics. Editado pela Chili Com Carne na sua colecção de romances gráficos, Rubi, apostaram a divulgação com excertos de boas críticas:

(…) Trata-se de um conto, no qual se acompanham personagens, conflitos e peripécias numa só narrativa. Se a cidade, alterada pelos efeitos da crise financeira e da mercantilização (o desemprego, a gentrificação, a especulação imobiliária), é o lugar e o pano de fundo em que o conto se desenrola, a arquitectura, como metonímia da construção e da criação, permanece na origem da banda desenhada de Pedro Burgos.
Valério, homem que já ultrapassou a meia-idade, fica sem emprego após o fecho do ateliê de arquitectura onde trabalhava. Decide, então, reabilitar a casa herdada dos avós para descobrir, incrédulo e revoltado, que foi ocupada por homens e mulheres sem-abrigo. Reagirá com violência, antes de perder os sentidos. Começa aí a sua derrocada existencial e espiritual: acordará, salvo pelos médicos, mas para se afastar do mundo (a cidade, cujo nome Pedro Burgos só revelará no fim), tornando-se no coleccionador de tijolos que os vizinhos e família observarão com piedade, receio e incompreensão. (…) José Marmeleira in Público

podemos ler O coleccionador de tijolos também como um retrato da sociedade portuguesa durante os anos da crise financeira, cujas repercussões se fizeram sentir em aspectos bem mais profundos do que se poderia imaginar à partida. O livro é, assim, apesar da sua superfície narrativa, uma espécie de mapa concentrado dos traumas das transformações operadas na cidade. Pedro Moura in LerBD

Os portugueses, e os lisboetas em particular, passaram agora a andar ditosos com a procura turística. Não há cidade que aguente ou aeroporto que chegue para tanta oportunidade de fazer dinheiro. Pelo meio desta “avidez da ganhuça” – para citar o escritor anarquista Assis Esperança (1892-1975) –, haverá sempre tipos estranhos que recolhem tijolos, para desdém dos empreendedores e desgosto dos presumíveis herdeiros. (…) uma parábola dos tempos que correm.
A leitura lembrou-nos por vezes o Will Eisner de The Building (…); outras, a poética do franco-grego Fred, criador do maravilhoso Philémon. A edição é cuidada, com atenção aos pormenores (por exemplo, a analepse impressa em papel doutra cor). Mestria na composição, solidez de ponto de vista que não nos deixa indiferentes, humor e amor em doses comedidas – o que mais se pode querer de uma BD? Ricardo António Alves in I

De referir ainda que na colecção RUBI há sempre prendinhas, e este O Colecionador de Tijolos não será excepção. Assim, um mini-zine intitulado Slow Motion, impresso em risografia e limitado a 90 exemplares acompanha a quem adquira o seu exemplar na loja em linha.

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Rentrée (4)

Alguém que diga à Achada para aprenderem a fazer cartazes que não sejam horríveis… Credo!

Sobre a exposição: Além de professor e crítico, Mário Dionísio foi escritor, pintor e resistente. Quer datem de anos anteriores ou posteriores à revolução de Abril, os  textos que escreveu e as telas que pintou espelham, amplificando-as, as suas preocupações políticas e o seu desejo de participar no parto dum mundo menos infame, mas também as terríveis decepções de alguém que se recusa a asfixiar a esperança. Textos e telas são não menos rasto duma conversa ininterrupta com a literatura e a pintura. O fio condutor desta nova exposição da CA-CMD será o diálogo entre alguns pintores convidados e  poemas de Mário Dionísio em torno da temática da resistência, tendo estes últimos servido de ponto de partida para os quadros expostos, todos eles originais. Viajar na poesia de Mário Dionísio através do olhar de Adão Contreiras, Alberto Péssimo, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Mendonça, Frederico Mira George, Gonçalo Pena, Isabel Amaral, João Alves, José Smith Vargas, Margarida Alfacinha, Miguel Carneiro e Sofia Areal é a nossa afoita proposta.

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