Monthly Archives: Outubro 2020

Torre Alta

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Chegou à Bedeteca de Lisboa o fanzine Hightower desenhado por um “lobijovem” Gonçalo Duarte, autor que até 2015 ainda só tinha participado em antologias como Destruição, Futuro Primitivo e no divertido zine CVTHVUS. A história foi escrita pelo Bruno Martins que tal como Gonçalo fazem parte da banda Equations. A BD serve como complemento gráfico ao enredo do álbum Hightower  – que curiosamente a capa do disco é da autoria de João Maio Pinto.

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Ok Boomer! (2)

Chegou à Bedeteca de Lisboa O Último Faraó, mais uma produção que revitaliza personagens clássicos da BD franco-belga, neste caso o Blake & Mortimer. Escrito por Thomas Gunzig, Jaco Van Dormael e François Schuiten (sim um dos gajos das Cidades Obscuras), contou com os desenhos deste último. Trata-se de um hors série d’As Aventuras de Blake e Mortimer que parece um “mash-up” entre “B&M” com as “Cidades Obscuras”, sendo um fora-de-série permitiu que os autores revisitassem a mesma libertos das normas do argumento – a aventura não se passa nos anos 50, mas muito depois – e do grafismo – a BD não segue a linha clara. O álbum é uma “sequência” da estória O Mistério da Grande Pirâmide de Edgar P. Jacobs, com os heróis idosos. Quanto às cores, ficaram a cargo de Laurent Durieux.

Sinopse: Vinda das profundezas do Palácio da Justiça, em Bruxelas, uma energia de origem desconhecida ameaça a sobrevivência da humanidade. Ninguém parece capaz de conseguir contê-la… a não ser, talvez, Philip Mortimer. Mas, desde O Mistério da Grande Pirâmide, o tempo foi passando. Estará o professor preparado para enfrentar os mistérios do Egito que lhe regressam à memória?

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Banquete de Santo Augusto

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Chegou à Bedeteca de Lisboa Encantados e arruinados ante os restos do banquete, de José Feitor saído no ano passado pela Imprensa Canalha.

Dizem: Esta trilogia inclui Uma perna maior que a outra (2014) e Pimenta no cu dos outros para mim é refresco (2018). O terceiro volume intitula-se Ainda que fosses capaz, não o farias (Notas esparsas e incoerentes sobre aquilo que tem corrido mal) e é agora lançado num magnífico cartapácio de 140 páginas, que deve ocupar mais de 10 minutos de leitura!

Encadernado numa capa serigrafada a duas cores e duas tintagens, Encantados e arruinados ante os restos do banquete inclui os títulos anteriores e o projecto inédito. De adágios a condutos, admoestações e digestivos, a veia literária, virulenta e contundente, do autor, é acompanhada pelos acepipes das suas imagens tão icónicas quanto antagónicas a esse animal do humano.

Aproveitamos a deixa para divulgar também outro objecto editorial maravilhoso de outro artista gráfico excepcional, Miguel Carneiro. Trata-se de As Tentações de Santo Augusto, pela Oficina Arara, lançado na mesma altura. Nunca é demais fazê-lo! É uma narrativa ilustrada impresso em serigrafia envolto em mitomanias e fascinado por tropicalismos (…).

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Talvez porque o consumo de álcool aumentou…

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Chegou finalmente à Bedeteca de Lisboa o álbum Os Ignorantes – Relato de uma Iniciação Cruzada de Étienne Davodeau, no âmbito da Colecção Novela Gráfica 2017.

Diz a sinopse: O que têm em comum um produtor de vinho biológico e um autor de BD? Esta obra relata a experiência de dois amigos, Étienne Davodeau, um dos maiores autores de banda desenhada francesa actual, que não sabe nada de vinhos e Richard Leroy, viticultor que quase nunca leu BD. Juntos irão descobrir a ligação entre duas áreas aparentemente tão distintas.

O vinho e a BD vão servir de base a esta obra nomeada para a selecção oficial do Festival de Angoulême e mostrar que para a produção de vinhos e para a criação de um livro são necessárias dedicação, paixão e amor para que o trabalho seja bem realizado. Davodeau convida Leroy a partilhar a sua vida de viticultor em Anjou, França. Étienne foi trabalhar nas vinhas e na adega de Richard, durante mais de um ano, e este mergulhou no mundo do autor aprendendo como se produz um livro, como se promove nos Festivais, como é a relação com os fãs, com a editora e descobrindo que existem tantas maneiras de o fazer quantas as de produzir um vinho.

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Onze

Abriu ontem a exposição Editar! 11 anos de Oficina do Cego na Galeria da Sede da Junta de Freguesia de Arroios. Não houve inauguração nem croquete porque o Sr. Corona não deixa.

A Oficina do Cego é uma associação cultural fundada em 2009, em Lisboa, por um grupo eclético de artistas, profissionais das artes gráficas, docentes e entusiastas das artes múltiplas, da impressão ou do livro. Nesse sentido, dedica-se à criação, produção e divulgação de disciplinas gráficas, tais como serigrafia, tipografia, cianotipia, gravura, encadernação e artes do papel.

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OK boomer!

A Ala dos Livros acaba de lançar mais um pesado volume de Hugo Pratt: Os Escorpiões do Deserto. Era mesmo que o mercado livreiro precisava no seu reduzido espaço de venda de livros, mais uma BD que já teve edições portuguesas anteriores. E que tal o Guido Buzzelli para a próxima?

Entretanto chegou à Bedeteca de Lisboa a monografia Hugo Pratt, Os Caminhos do Sonho, um livro tão útil como um cachorro com cio no confinamento, num país em que a ignorância sobre a BD é geral. Ei! Ok boomer!

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Drawing Room

Começa hoje mais uma edição da Drawing Room na Sociedade Nacional de Belas Artes. O primeiro evento de artes pós-covid19-panic-etc… é preciso é reservar a visita! Algo que a “Feira Gráfica” e “BD Amadora” deviam ter pensado… se pensassem!

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