Monthly Archives: Novembro 2020

Saco do Carmo

A Oficina Homem do Saco mudou de instalações e abriu loja ao público, dizem até que subimos de classe, diria o outro. Deus não dorme, mas nós sim. Estamos agora no Largo do Carmo, n.23, no epicentro dos terramotos desta vida cabresta.

Relembramos que no catálogo desta oficina / atelier / associação / editora encontramos álbuns de BD de Diniz Conefrey.

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Migalhas de Portugal

Domingo chato? Nada disso, que tal ouvir o “especial” sobre “Music From Portugal” do programa John’s Old Time Radio Show? É que a música que se ouve é retirada da colecção de discos do sr. Robert Crumb

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Porrada de Meia Noite

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Novidades na Bedeteca de Lisboa:

  • Deadlky Awesome (imagem) é um relato em BD de um combate de artes marciais, é só porrada mas a forma como é feita a narração não deixa de impressionar. Era quando o Jeffrey Brown era “alternativo” e não um vendido para a ##%$% do Star Wars!
  • Vários volumes da série The Boys escrito por Garth Ennis, que é um verdadeiro guilty-pleasure para gozar com o mundo dos super-heróis. “Os rapazes” são uma espécie de CIA dos super-heróis e sendo Ennis a escrever o que não falta é depravação e humor de bar!

Ou seja, boas leituras para o Natal que se aproxima!

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Jornaleiras

Chegaram à Bedeteca de Lisboa os quatro volumes de Paper Girls de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang mais uma série juvenil, editada pela Devir, com muita piada, pinta e melhor em todos os aspectos que os super-heróis-trumps! Mesmo que seja estranho homens escreverem BDs para miúdas adolescentes, whatever…

A sinopse diz: Nas primeiras horas a seguir ao Halloween de 1988, quatro raparigas de 12 anos distribuidoras de jornais, descobrem a mais importante história de todos os tempos. Nesta série, de êxito estrondoso, sobre nostalgia, primeiros empregos e os últimos dias da infância, colidem o drama suburbano e os mistérios sobrenaturais.

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Amerika Perdida

Chegaram três obras à Bedeteca de Lisboa muito diferentes mas que nos dão uma impressão como a América é horrível: Minimum Wage de Bob Fingerman é uma série autobiográfica do ilustrador na luta pela vidinha em Nova Iorque. Sleeazy é o que se pode dizer…; Yo, Miss de Lisa Wilde, publicado pela Microcosm, é sobre alunos que tentam acabar o secundário na terrível educação norte-americana. Inspirador para estudantes e professores! Mas o melhor mesmo é isto:

Não se assustem com o mau-gosto da capa de Diário de um cucaracha, é um livro delicioso de Henfil – cartoonista brasileiro que influenciou todos os outros que conhecemos cá em Portugal como o Angeli e a Laerte, já para não falar que tem direito a uma Bedeteca, a Gibiteca Henfil.

No livro são recolhidas centenas de cartas de Henfil sobre as suas experiências nos EUA, entre 1972 e 1975, quando para lá tratar-se de hemofilia. Entre outros assuntos abordados Henfil trata de sua dificuldade em conseguir ser atendido pelo sistema de saúde do país; O choque cultural presente nas diferenças entre EUA e Brasil do inicio da década de 70, e as grandes dificuldades que teve por ser um estrangeiro nos EUA sem saber falar inglês dependendo de amigos e porto-riquenhos para se comunicar com os médicos. O livro é composto de uma série de cartas que trocara com seus amigos e familiares. Conta também da sua experiência profissional quando a hilariante série “Fradim” – baptizado como “The Mad Monks” – é publicado em alguns grandes jornais do país. Henfil, no entanto, enfrentou algumas dificuldades para publicar nos EUA já que a maioria das suas tiras eram reprovadas para publicação dado o conteúdo de caráter político forte das mesmas. As tiras eram descritas como “sick”. Henfil diz que “Você pode chamar alguém de imoral; pornográfico, escatológico, sádico e até fascista. Mas ‘sick’ é algo especial. É tudo isso junto.” 

A forte reação do público estadunidense enviando inúmeras cartas reclamando do conteúdo das tiras fez com que fosse cada vez mais difícil para Henfil publicar suas tiras até que ele finalmente desistira do mercado estadunidense.

Antes de ser publicado, Henfil encontra Sérgio Aragonês que lhe diz que para publicar nos EUA Henfil deve esquecer seu país, sua cultura e seu humor, ou jamais será aceito lá. Cinquenta anos depois, pouco ou nada mudou.

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Projecto exemplar

Novo projecto editorial francês / vídeo interessante sobre o mercado do livro

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Salazar polaco

A editora polaca de BD Timof tem publicado uma série de livros de BD portugueses, os mais recentes são Salazar, agora na hora da sua morte (imagem) de João Paulo Cotrim (a) e Miguel Rocha (d) e Kassumai de David Campos. Estranha escolha… Segunda a Chili Com Carne a edição polaca de Kassumai é melhor do que a original porque inclui um episódio posteriormente publicado na antologia Zona de Desconforto.

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