Monthly Archives: Dezembro 2020

Bom Ano Novo!

A Festa de Ano Novo 2020/21 é em casinha – a não ser que sejas um “fdp” de um rico sem medo de pandemias e com os teus 500 convidados numa quinta – por isso, aproveitando o facto de termos tropeçado no Bandcamp Viseu Demotapes, aconselhamos a bombar esta noite nas colunas os Major Alvega – e já agora esta faixa dedicada ao Espião Acácio.

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É fim de mundo (3)

E para fechar o belo ano de 2020: chegou à Bedeteca de Lisboa The Hidden do norte-americano Richard Sala, que nos abandonou este ano. Este livro é sobre o fim do mundo – apropriadíssimo! -, com um Sala menos críptico mas não menos bizarro. Mais não se conta para não spoilar!

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Luta de classes

A Planeta Tangerina volta à BD para “teenagers”, depois do arriscado Finalmente o Verão das Tamakis, eis Desvio de Ana Pessoa (a) e Bernardo Carvalho (d) e A Época das Rosas de Chloé Wary, obras cujos exemplares já chegaram à Bedeteca de Lisboa.

Dizem de Desvio: É verão. Os pais foram de férias. Os amigos também. A namorada pediu-lhe um tempo. Miguel tem a casa só para si. Vê televisão, joga computador, lê o livro de código. O mundo parece suspenso no meio do calor. “Tudo o que quero é que nada aconteça. Que tudo permaneça como está. O planeta muito quieto. Com a sua lei da gravidade, as suas regras de trânsito.” Onde irá dar este desvio? Pela primeira vez juntos numa novela gráfica, Ana Pessoa e Bernardo P. Carvalho não se desviam nem um centímetro da qualidade a que já nos habituaram. No entanto, depois de lermos atentamente esta o”bra, as conclusões possíveis é que temos um livro de BD para burgueses futuros realizadores de Cinema – só quem tem posses é que decide ser realizador, certo? – sobre um jovem que vai tirar a carta de condução (wtf!?) e que tem uma tia que culturalmente se ficou pelo Pulp fiction. O livro é nitidamente escrito por uma “boomer” (o apelido Pessoa não engana!) que deseja tratar de temas juvenis do sexo masculino do século XXI, uma situação tão grave como o oposto, resultando num desastre porque nenhum jovem pensa ou fala assim ou, mais grave, tem um póster do Eternus 9 no quarto invés de um do Allen Halloween. Os “smart-phones” e “redes sociais” aparecem aqui por engano, só para parecer que não estamos nos anos 80. Não bastava termos BDs melosas ou anacrónicas que são 99% da produção nacional como em 2020 passámos a ter BD de betinhos. Triste ano.

Em compensação, as “Rosas de Rosigny” são uma equipa de futebol feminino de um bairro dos subúrbios. As “Rosas” são unidas, cheias de garra e talento, e esta época pretendem qualificar-se para o campeonato nacional feminino. No entanto, um corte nos subsídios leva a directora a retirá-las da qualificação e a apostar tudo na equipa masculina. Abalada com a injustiça, Barbara, a capitã de equipa, decide agir. Mas nem tudo é simples e, para Barbara, são muitos os desafios em campo: a mãe, os estudos e, nas entrelinhas, o seu papel no clube, na cidade, no mundo. Para Barbara é este o momento de reconhecer prioridades e defender as suas convicções. É isso que está em jogo. Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal. E é aqui que se percebe a inspiração de Carvalho para o Desvio. O mesmo não acontece com a Pessoa, como é óbvio…

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É fim de mundo! (2)

Não é o fim da Kuš!!! Mas pelo menos “o fim” é o tema dos últimos dois números deste ano e que tem participações de três autores portugueses, a saber Cátia Serrão, Francisco Sousa Lobo e Mosi – os leitores anónimos agradecem a oferta deste exemplar (imagem) pela autora Mosi. Entretanto o novo volume – The very end – tem as participações de Ana Maça, André Lemos e Daniel Lima.

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Argumentos

Só agora descobrimos, um ano depois do seu terceiro (e mais recente) número, a revista Leonorana dirigida por Isabel Carvalho. Publicação que pretende apresentar formas de investigação levadas a cabo por artistas (e criativos em geral, no sentido em que usam a criatividade nas suas áreas de trabalho) que, na sua prática e pelo seu percurso, fortaleçam esta presença da investigação e assumam a expressão artística como uma forma de conhecimento específico. Neste sentido, é com alguma segurança que se poderá assumir esta revista como um espaço aberto, de debate, de confronto de ideias, práticas e estratégias, de ensino e de aprendizagem. Nela encontramos artigos de Ana Matilde Sousa sobre cultura Pop japonesa, desde o Tokyo Ghoul ao “Cool Japan”.

E antes que nos passe ao lado, eis que saiu no último número da revista Argumento uma entrevista ao autor de BD finlandês Tommi Musturi pela mão do realizador Edgar Pêra – entretanto também há este vídeo.

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Mundo Blab

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Em 2014 topámos que haviam vários números da Blab! na Bedeteca de Lisboa… Não é todos os dias que uma das antologias mais reconhecidas do mundo chega aos Olivais! Nomes dos seus colaboradores? Apenas os melhores: Blanquet, Spain Rodriguez, Peter Kuper, Matti Hagelberg,… Entretanto, chegou o primeiro (e único) da Blab World. Uma mudança de título mas o mesmo conteúdo de sempre: BD, ilustração, arte,… Sempre estimulante para qualquer artista gráfico!

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MuIto Junji

Livros do autor japonês especialista em Terror Junji Ito, foram durante anos roubados na Bedeteca de Lisboa. Esperemos que os dois novos livros dele que chegaram à Bedeteca não tenham esse triste destino! Falamos de Venus in the Blind Spot, uma colectânea de várias BDs de Ito incluindo algumas adaptações dos contos alucinados de Edogawa Ranpo e de No Longer Human um senhor tijolão que adapta o livro homónimo de Osamu Dazai. É preciso estômago forte para ler estes livros mas é uma bela forma de acabar o ano!

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