Ser Jovem na Bedeteca de Lisboa

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A Bedeteca de Lisboa já tem o quarto e novo volume de O Árabe do Futuro de Riad Sattouf, autor filho de pai sírio e mãe francesa que conta a sua infância e juventude no Médio Oriente. Lançado este ano pela Teorema, esta obra está selecionada para Bedeteca Ideal mas não deixamos de recordar este “post“.

Filho de pai sírio e mãe francesa, conta-nos a sua infância e juventude em pleno Médio Oriente. No primeiro volume, o pequeno Riad relata-nos a sua história no período 1978-1984, altura em que viveu entre a Líbia, a França e a Síria. O 2º volume, publicado em 2016, cobre o primeiro ano de escola na Síria (1984-1985), durante o qual o autor e protagonista aprende a ler e escrever em árabe, descobre a família do pai e se esforça por se tornar um verdadeiro sírio. No 3º volume, que abarca os anos 1985 a 1987, a mãe de Riad, depois de ter estado sempre ao lado do marido convivendo com os usos e costumes árabes, não consegue mais suportar o quotidiano da aldeia de Ter Maaleh e decide regressar a França, seu país natal.
Este 4.º volume da série mundialmente aclamada O Árabe do Futuro cobre os anos 1987-1992. Com 9 anos de idade no início da narrativa, neste tomo o pequeno Riad vai tornar-se adolescente. Uma adolescência tanto mais complicada quanto ele se sente completamente dividido entre as suas duas culturas – a francesa e a síria – e assiste à progressiva deterioração da relação entre os pais. O pai foi trabalhar sozinho para a Arábia Saudita e, após uma peregrinação a Meca, vira-se cada vez para a religião. A mãe, cansada de o seguir para todo o lado durante anos, não consegue suportar esta inclinação religiosa do marido e regressa a França com os filhos.
De origem franco-síria, Riad Sattouf nasceu em Paris em 1978. Passa a sua infância na Argélia, na Líbia e na Síria, onde recebe uma educação muçulmana. Regressa a França com 12 anos de idade, prosseguindo os seus estudos primeiro em Cap Fréhel e mais tarde em Rennes, onde cursa a Escola de Belas-Artes. É actualmente um autor de BD de grande sucesso, tendo assinado, entre outras obras, Retour au collège, Pascal Brutal ou La vie secrète des jeunes, que publicou semanalmente em “tiras”, entre 2004 e 2014, na revista Charlie HebdoÉ igualmente um conhecido cineasta, tendo realizado Les Beaux Gosses, galardoado com um César para o Melhor Primeiro Filme em 2010, e Jacky au Royaume des Filles, que estreou em França nos inícios de 2014.

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