Monthly Archives: Fevereiro 2021

Num ano os portugueses passaram seis meses em estado de emergência. De que serviu?

Portal Anarquista

Quando no dia 16 de Março se completar este 12º estado de emergência imposto por Marcelo e pelo Governo, os portugueses sofreram na pele 6 meses de confinamento rigoroso em nome de uma situação sanitária complexa que nas mãos dos politicos rapidamente se transformou numa “questão securitária” em que foram proibidos actos tão “perigosos” como a abertura do pequeno comércio de proximidade, o usufruto das centenas de quilómetros de praias ou de passeios à beira-mar de que o país dispõe, as mais simples deslocações e a arbitrariedade de um descontrolo policial, qual tropa de choque, usada para criar o medo entre os cidadãos e a trancá-los em casa.

Tratando-se de uma questão de saúde como tal devia ser tratada pelo Governo- e não deixando o SNS ir à ruptura, por falta de precisão e planeamento, como aconteceu a partir de Novembro até inícios de Fevereiro. Ao invés, as medidas que…

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Promete! E prometem

A ideia estava instalada, desde alguns anos atrás. No entanto, foram necessários vários segmentos temporais até se tornar mais claro qual seria o tom, a têmpera da qual as linhas escritas vão delinear uma forma, partindo da substância poética electiva. O terreiro desfiando a singularidade das pequenas narrativas, aparentemente circunscritas ao seu modo particular. Em simultâneo, poderia entender-se o alcance contido nesses fragmentos, no sentido da recriação permanente de um espectro no qual se insere todo um destino comum.

Uma extensão fictícia de tempo, contida por um sulco no qual se ligam sucedâneos de articulações incertas. Talvez um modo em que matéria e pensamento despoletem sensibilidades, segundo uma narrativa circunscrita a um encontro – uma memória que se insinua por fragmentos. Delta de linhas, rasto de sons, pequenos gestos vibrando, meticulosamente, as reminiscências ao ritmo das palavras diluindo-se, no interior do seu sentido visual.

Ainda assim, para além deste trabalho…

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Rádio às tiras

O Interruptor é uma revista multimédia independente que olha para o mundo pelas lentes da cultura, tentando que nunca fiquem embaciadas. Pelos vistos apeteceu-lhes fazer algo com a BD e eis uma reportagem de rádio em linha intitulado Tiras.

Dizem: A banda desenhada é a encruzilhada onde o desenho e a literatura se encontram. Tantas vezes escondida à sombra de outras, a nona arte parece difícil de alcançar. Sobretudo por quem está de fora. Ao longo de vários meses entrevistámos quem desenha, escreve, edita, consome e preserva banda desenhada em Portugal, numa tentativa de criar um retrato abrangente da cena nacional e encurtar a distância entre os que já a amam e os que mal a conhecem. Os episódios da série Tiras serão semanais e o primeiro já está acessível desde dia 3 de Fevereiro.

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Liberdade para Pablo Hasél

A monarquia inútil espanhola não se satisfaz em censurar a imprensa mas também meter na choldra poetas. Recordamos aqui a capa da revista humorística El Jueves de 2007 que foi confiscada e que os seus autores sofreram a hipótese de prisão.

Espanholitos: em Portugal tratamos da questão da monarquia, já lá vão 113 anos da melhor forma, que tal invés de imitarem os gringos imitassem os vossos irmãos vizinhos ‘tugas?

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Cursos de desenho em linha

Clube de Desenho

O Clube de Desenho abre pela primeira vez cursos online de curta duração. Com orientação e acompanhamento em tempo real tira-se o máximo partido das potencialidades do digital e da interação entre todos os participantes. Encontram-se abertas as inscrições para 4 cursos. Inscrevam-se!

1. CURSO DE AUTO-RETRATO(ONLINE)

De 1 a 29 de Março de 2021 – 12,5h – 5 sessões de 2h30h

HORÁRIO — Segunda-feira das 19h às 21h30h

Professor: Manuel Santos

2. CURSO DE BANDA DESENHADA (ONLINE)

De 2 de Março a 20 de Abril de 2021 – 20h – 8 sessões de 2h30h

HORÁRIO — Terça-feira das 19h às 21h30h

Professores: Marco Mendes e Sofia Neto

3. CURSO DE INTRODUÇÃO À COR COM AGUARELA (ONLINE)

De 4 a 25 de Março de 2021 – 10h – 4 sessões de 2h30h

HORÁRIO — Quinta-feira das 19h às 21h30

Professor: Daniel Costa

4. CURSO DE FIGURA HUMANA – Estudo…

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Reli ao Presi

Podem ler aqui o comunicado inteiro ao Presidente da República pela Reli. Só num país que gosta de promover a ignorância que mantêm as livrarias e bibliotecas fechadas.

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There’s all this talk about Santa Claus, but see love will rule reign supreme

Ana-Margarida-Matos-1

Outkast dixit. O concurso interno “Toma lá 500 paus e faz uma BD!” da Associação Chili Com Carne já tem vencedor – sempre anunciado naquele dia meloso do S. Valentim, são mesmo foleiros! – e é o livro, a sair este ano (?), será Undoing Home Repairs (título provisório)  de Ana Margarida Matos.

Segundo dizem: é um projeto autobiográfico que acompanha o período de 16/01 a meados de Setembro de 2021, em que me apercebi que estava fechada em casa há quase um ano devido à presente pandemia. Não tendo rotinas dei conta que tinha disponibilidade mental para fazer tudo o que me apetecesse. Senti-me completamente assoberbada, pela positiva, e sem me aperceber passou um ano. Um ano em que não parei para pensar duas vezes, um ano de projetos acabados, um ano onde o que faltou foi mais tempo. Deparada com o aumento dos números e com um novo confinamento decidi começar a escrever, no mínimo cinco linhas por dia, para não voltar a perder a noção do tempo. Cada página deste projeto corresponde a um dia onde procuro explorar os limites da identidade pessoal, ou a falta deles, através das rotinas domésticas num contexto de confinamento, das recorrentes crises existenciais, do que se passa na sociedade, e de tudo aquilo que eu acho que me torna quem sou. Tudo aquilo que me move. Para além destas cinco linhas o que compõem as páginas não são representações do que aconteceu durante o dia, pois desta forma todas as páginas seriam similares senão iguais. São antes representações de coisas simples como o desmontar de uma máquina fotográfica, lembranças e/ou memórias, conversas do passado ou emoções do presente. A realidade é apenas uma ilusão, muito persistente. Anteriormente via-me nos outros e nos sítios onde nos cruzávamos, nas rotinas que partilhávamos e nas coisas que dizia não serem minhas. Mas passado um ano em casa, com o mínimo de interação com o mundo exterior, quem sou eu?

Foram entregues dezasseis propostas e foi este o projecto seleccionado sendo, apesar do trabalho ainda estar para ser resolvido parece-nos uma excelente reflexão da letargia, da impotência que vivemos nestes últimos 10 meses de crise pandémica global.

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