Pandan

O logotipo da colecção de BD da Gradiva é tão horrível que só podemos dizer que ao menos as cores bateram certo com a capa deste novo lançamento: Gus de Christophe Blain – o mesmo autor de Isaac o Pirata, lembram-se? Aquela série que a Polvo deixou incompleta.

Dizem: (…) Blain conduz o leitor numa viagem pelo faroeste profundo assistindo às suas lutas, frequentando os seus saloons, ouvindo os tiros dos revólveres, acompanhando os seus xerifes, mas fazendo-o ao jeito de um filme de Bacri-Jaoui ou de Woody Allen. Através de histórias quotidianas, Chistophe Blain retrata em cada volume todo este ambiente tendo como fio condutor as peripécias amorosas de Gus. Pequenos mal-entendidos e o dia-a-dia de um cowboy contados com um humor irresistível (…) Blain realiza, assim, com Gus um dos seus grandes sonhos – imaginar um faroeste à sua maneira.

“Sonho” é o prefácio do livro por Sérgio Sousa Pinto que diz: «Com esta publicação de Gus, de Christophe Blain, a Gradiva retoma, destacando-se da actual enchente de publicações comerciais e menores, [sublinhado nosso] uma ligação contemporânea com o melhor que a BD franco-belga tem para oferecer ao nosso público mais exigente. Verdadeiro sucessor do in­comparável Lucky Luke, Gus constitui a melhor homenagem possível ao génio gráfico de Morris. Sarcasmo, humor negro e poesia, em desenho de inexcedível elegância, recriado no respeito pela identidade, pela originalidade e pela herança criativa do grande mestre. Gus terá lugar cativo em qualquer colecção criteriosa de banda desenhada, agora na nossa língua. Retomamos, com a sua publicação, a nossa relação antiga, culta e exigente com as mais refinadas expressões da banda desenhada europeia. Obrigado, Gradiva.»

Pinto esquece-se que parte do lixo comercial e pobre que por aí anda é também da responsabilidade da Gradiva. Deve ser mais um “Ok Boomer” que leu demasiado Tintin e obviamente terá algum problema intelectual para escrever o que escreveu. Um exemplar do álbum chegou à Bedeteca de Lisboa e percebermos que se fosse uma produção em imagem real não passaria de uma mera série de engates para tótós da SIC Radical nos primórdios dos anos 2000. É de admirar como Gus em muito menos tempo de criação e existência consegue ser ainda mais datado que o velho Lucky Luke criado há mais de 70 anos. Incrível, Mike!

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Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira, silly season

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