Category Archives: acervo da bedeteca

Quinta do Congresso

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Que Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa inesperada! Um livro do Frank, desculpem, do Jim Woodring. Sem palavras! Sem palavras o nosso espanto e sem palavras a BD que é “muda”!

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Júlia Douda Barata Correria

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A editora de poesia Douda Correria que editou o livro do ano de 2018 volta à BD desta vez com um livrinho com BDs autobiográficas de Júlia Barata. Lançado na passada Sexta-Feira na Lua da Bika – A Vizinha, já se encontra um exemplar na Bedeteca de Lisboa.

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Filhos da Puta

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Eis mais uma ofensa aos povos explorados das ex-colónias portuguesas e aos ex-combatentes da guerra colonial, desta vez com o apoio do Plano Nacional de Leitura. Dizemos apenas que o argumentista Luís Zhang deveria ler o Frantz Fanon invés do triste Filipe Melo e que o desenhador Fábio Veras deveria ir trabalhar para os EUA o mais rápido possível para não passar mais vergonhas.

Ah! Entretanto descobrimos que o PNL não é só constituído por “senhoras” mas inclui o sr. João Miguel Lameiras, que trabalha entre várias actividades no mercado da BD como “jornalista”, lojista, argumentista de BD e tradutor, como também colabora intensamente com um dos editores deste livro – a mesma dupla do “Bunda Desenhada”. Talvez as escolhas do PNL comecem a fazer sentido, excepto naquilo o que o próprio alega: As obras recomendadas pelo PNL2027 são apreciadas por uma equipa de especialistas independentes [sublinhado nosso], de reconhecido mérito e qualificação nas diferentes áreas do saber.

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Quinta das Destemidas

Capa_7_NOVELAS_GRAFICAS_2018Eis que chegou um inesperada surpresa nesta regressada Quinta-Feira das Novidades da Bedeteca de Lisboa. Apesar da capa ser a mais falhada de sempre – até parece auto-sabotagem! – é um guia de recursos e inspiração para qualquer humano de qualquer género! Destemidas : Mulheres que só fazem o que querem de Pénélope Bagieu passou-nos despercebido no meio de tanta mediocridade que foi a colecção do ano passado da Novela Gráfica Levoir / Público.

Sinopse Cientistas, actrizes ou activistas, estas mulheres são destemidas, ousadas, decididas, e lutaram pelos seus sonhos. Este livro apresenta a biografia de 15 mulheres excepcionais que triunfaram perante a adversidade. Pénélope Bagieu mostra-nos aqui mulheres de ideais, épocas, idades e mundos muito distintos, que foram capazes de ir para além das convenções e preconceitos sociais. Wu Zeitan, imperatriz chinesa que foi precursora do direito laboral; Agnodice, médica ginecologista grega que arriscou a vida para que as mulheres pudessem exercer a medicina no seu país; ou Leymah Gbowee, que lutou pela paz na Libéria e foi Prémio Nobel da Paz em 2011, entre muitas outras. Elas desejaram ser independentes, viajar, ser úteis, estudar, trabalhar, chegar ao poder de um país, ou simplesmente… “salvar” um farol!

Claro que a edição está cheia de hipocrisia. Não é por ter uma mulher, Silvia Reig, como “boss” da Levoir  que por causa disso haja mais livros de “BDs no feminino”. Não é por ter um prefácio de Joana Fernandes a levantar a lebre da falta de representatividade das mulheres no mundo da BD que isso tenha algum efeito na colecção, vejamos, estas Destemidas foi apenas o segundo título de uma AUTORA em quatro anos de colecção Novela Gráfica – considerando uma média de 13 livros por colecção, é realmente pouco! (este ano é que foi editado mais um título de outra mulher). Pergunta imediata, porque não lançaram o segundo volume das Destemidas na colecção deste ano?

Por fim, tudo que é questão de género foi apagada na nota de imprensa, já lá vamos. Embora o trabalho gráfico Bagieu seja genérico e a sua narração virada prá simplicidade dos “webcomics”, a sua selecção de mulheres biografadas “que só fazem o que lhes dá na gana” é preciosa e nada óbvia! Leiam o livro que vale a pena e para comprovar o que afirmamos. Deixemos dois exemplos: a finlandesa Tove Jansson (1914-2001) que tanto admiramos e que poderia ser a “quarta” autora desta colecção – sim, porque se há clássico esquecido da BD, ele chama-se Mumins – e se a autora já é exceptional pelo seu trabalho artístico, é de referir que era uma mulher homossexual e que repartiu até ao final da sua vida com a artista Tuulikki Pietilä – ela própria transformada numa personagem de BD. Outro exemplo higienizado pela nota de imprensa: Christine Jorgensen (1926-1989), homem transgénero que se submeteu a cirurgias nos anos 50 até se tornar numa mulher, foi uma celebridade nos EUA e defensora da causa… Mas nada disto é referido na sinopse, curiosamente, estamos em 2019, ainda há medo dos Queers? Ou medo de leitores homofóbicos? Medo de não vender por causa dos barbudos do Tintin? Ainda assim, parabéns à Levoir, só falta é o segundo volume!

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

PS – hoje sai um dos títulos que recomendamos na colecção deste ano:  O Número: 73304-23-4153-6-96-8  do suíço Thomas Ott.

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1984-2018

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Chegou à Bedeteca de Lisboa um livro de Pepedelrey lançado o ano passado pela Escorpião Azul, trata-se de Antologia Gráfica 1984 – 2018 de 208 páginas que reúne produção artística composta por bandas desenhadas, ilustrações, cartoons, relatos e apontamentos. Arrumados em caixas e gavetas ou simplesmente esquecidos em blocos e cadernos. Esta edição recupera trabalhos publicados em fanzines e acrescenta os inéditos, sem uma imposição narrativa. Existe uma coerência espontânea e a orientação editorial foi cedendo às deliberações cinéticas do artista.

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Anormais na Bedeteca

Chegou o CD dos Anormais à Bedeteca de Lisboa… recuperamos o “post” de 2012: O autor de BD David Soares é uma caixinha de surpresas negras e maldosas! Além de ser um dos escritores de Fantástico mais excitantes nos dias que correm (embora atravesse vários géneros ao mesmo tempo), agora dedica-se, também, ao “spoken-word” – agora!? não é verdade, quem se lembra do seu CD Lisboa de 2002?

10 anos depois eis a sua nova produção: Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, um spoken word com textos e voz de David Soares e música de Charles Sangnoir. Uma obra erudita e negra, sobre os indivíduos deformados e excêntricos que viveram em Lisboa, na qual se une o rigor da História à poesia do Mito. Ao longo dos seus quatro capítulos (Terra Incógnita, O Plutão da Pena, A Lua do Loreto e Sol Invicto), é-se conduzido através dos volutabros imaginais de Lisboa: lugares simultaneamente trágicos e luminosos, habitados por personagens como o Anão dos Assobios e a Estanqueira do Loreto. Uma viagem inesquecível, mágica e transformadora. Uma edição conjunta da Necrosymphonic Entertainment e da Raging Planet, que terá um lançamento em Setembro a divulgar no blogue de Soares. Estejam atentos!!!

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Variações-mania

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La Chavalita

O filme sobre o cantor Pop António Variações está a ser um sucesso de bilheteira e assim sendo aproveitamos para relembrar que Variações foi das primeiras figuras desse universo a aparecer em Banda Desenhada portuguesa. E como foi indicado pelo recente artigo “LGBTI+ comix” (in Pentângulo #2): será das primeiras representações não-heteronormativas (…) há um “cameo” de António Variações no primeiro livro da série Pitanga, La Chavalita (Caminho; 1985), de Arlindo Fagundes. Variações aparece porque partilha a mesma profissão de Pitanga, ou seja, ambos são barbeiros. A figura deste cantor Pop seria mais tarde revisitada por Daniel Lima na Colecção Pop / Rock Português (Tugaland) em 2011 (…)

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