Category Archives: acervo da bedeteca

Quinta do Panda

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Quinta-Feira de Novidades na Bedeteca de Lisboa e chegaram montes de “panda papers”!!! João Sobral tem uma editora chamada O Panda Gordo, nome que muita gente confunde com o seu editor que não tem nada de panda nem de gordo. Chegou a versão brasileira, pela Bebel Books, de Money Worries #1 (imagem) de Sobral, edição muito mais catita e funcional que a original portuguesa. E as novidades do a no propriamente ditas da editora, a saber:

  • No Mouth’s the Hum de Gore Krouta promissora estreia do misterioso autor Gore Krout, acerca das aventuras de um intrépido explorador conhecido por No Mouth;
  • Spare me de Disa Wallander, uma BD que mostra uma corrida existencial com interessante uso de fotografia e desenho;
  • Living room de Chris Kohler, sobre que psicopatologias o Capitalismo pode criar nos seres humanos!!!
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Tchiiii! O Che!

levoir_vida_che_capaChegou à Bedeteca de Lisboa a mítica obra A vida de Che, editada o ano passado pela Levoir com o jornal Público, coincidindo com o 50º aniversário da morte de Ernesto “Che” Guevara (…) a biografia do ícone da Revolução Cubana, escrita por Héctor Germán Oesterheld e ilustrada por Alberto e Enrique Breccia.

O revolucionário Ernesto “Che” Guevara, foi fonte de inspiração de muitas biografias, mas esta causou o maior impacto. A obra foi publicada na Argentina em 1968, três meses após a morte de Che, sendo uma das que mais ajudou a consolidação da imagem de Guevara como um herói latino-americano. A editora foi invadida e os materiais e originais foram confiscados e destruídos. Em 1973 a obra foi proibida e ficou indisponível até aos anos 80, quando foi reeditada em Espanha.

Na Bedeteca há muito tempo que estão no seu acervo as edições italiana e brasileira. Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Berliac é bom!

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Chegou à Bedeteca de Lisboa o “chapbook” Lembras-te do Yang Yang? do Berliac, que visitou Lisboa, esta semana, na Valsa, graças à iniciativa PEQUENO é bom!

Como escrevemos há dias: A Associação Chili Com Carne tem pequenos (!) episódios de hipocrisia mas do mal o menos. O regresso aos “encontros sobre edição independente” PEQUENO é bom! em nova fórmula já foi tentada o ano passado com a conversa com o havaiano / norte-americano Aaron $hunga no Bar Irreal, e repetem a fórmula trazendo o argentino Berliac. Para o trazerem fizeram um “crowdfunding” sem o usarem o termo, que engraçadinhos!

Copy/ Paste da Chili: Diz um antigo provérbio grego que as coisas boas vêm em doses pequenas. Foi com tal sabedoria em mente que a Chili Com Carne promoveu os encontros mensais PEQUENO é BOM! em tempos idos de 2010. O objectivo era divulgar a edição independente junto do público português – essas “coisas pequenas” que circulam por aí, longe do olho público: zines, CD-R’s, k7’s, vinil, graphzines, livros de autor, etc… Agora, queremos retomar o PEQUENO é bom! para uma segunda temporada. Achamos que é saudável que artistas e público se encontrem num ambiente relaxado, fora dos grandes festivais e eventos não propícios a um tipo de conversa mais intimista. A nossa primeira escolha é o Berliac-sensei (Playground, SADBØI, Seinen Crap), autor argentino, residente em Cracóvia, de neo-gekiga que todos os miúdos fixes querem conhecer.

MAS… mas… mas… (…) Não há almoços grátis nem BDs à pala! Então para pagar os custos da viagem e estadia deste autor será publicado um zine que compila três pequenas histórias em Português, publicadas na revista Vice, intitulado Lembras-te do Yang Yang?Com tradução da Hetamoé, a tiragem será limitada a 30 exemplares. Serão assinados, numerados e personalizados pelo artista.

Curiosamente este exemplar na Bedeteca não está assinado. Sobras da tiragem? Um bootleg?

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Quinta da Canicola

canicola9_cover1O Andrea Bruno e a Anna Deflorian devem ter vindo à Bedeteca de Lisboa na sua visita à BD Amadora de 2014 e deixaram o número nove da revista Canicola, dedicada a “Itália” que finalmente foram catalogadas e vieram nesta Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca. Esta publicação homónima do seu colectivo de Bolonha foi nos últimos 10 anos de existência uma das excepções refrescantes (apesar do nome) da BD europeia. No acervo da Bedeteca ainda se encontra um número especial dedicado à nova BD chinesa, o livro Il Viaggio do impressionante japonês Yuichi Yokoyama (leitura obrigatória!) e ainda Roghi de Deflorian.

Este último é um álbum gigante (A3) impresso a cores gigante, uma excepção à “regra Canicola” (a maior parte dos seus livros são a preto e branco) com umas matrafonas “hipsters” com ar “fake vintage” – Ops! redundância pura: os “hipsters” têm sempre ar de “fake vintage”, certo? A capa ilustra bem o interior:

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Quinta do Esboço

349351199443426d8d3d9a257147d074Depois de nos queixarmos que os livros de referência na Bedeteca de Lisboa escasseiam, eis que nesta Quinta-Feira das Novidades apareceram uma série de livros de esboços de autores de BD.

Nem tudo é bom, claro, mas é interessante consultar alguns livros de velhos mestres da BD norte-americanos como Wally Wood ou Al Williamson, ou autores mais “novos” como John Totleben (imagem) ou Paul Mavrides.

Especialmente os livros da editora Vanguard tem mais interesse porque inclui entrevistas aos autores. Podia ser melhor para esta biblioteca que fez 22 anos há seis meses atrás…

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Todos querem ser Maus

trilhosacaso1_dMaus, com ou sem defeitos sobre a representação do Holocausto Judaico – situação questionada ainda recentemente pela antologia š! no número 23 / Redrawing Stories from the Past – não deixou de ser um “template” para centenas de obras que se seguiram, sobretudo na forma de intercalar episódios do passado (das memórias de sobreviventes) e momentos do presente (com interacção entre o narrador e o autor da BD). Isto tanto serve para autores amadores como Soviet Daughter : A Graphic Revolution (lol) de Julia Alekseyeva (existe um exemplar na Bedeteca de Lisboa), ou o profissional-tão-profissional-que-até-mete-uma-cena-de-sexo-da-praxe Paco Roca nos dois volumes de Os Trilhos do Acaso – pertencentes ao pior ano da colecção Novela Gráfica.

E claro, todos quem fazer o próximo Maus. Ainda há alguns anos soubemos de um autor de BD português que caiu no ridículo de perguntar ao pai sobre a guerra do Ultramar à espera que dali saísse qualquer coisa. Debalde… Desilusão, o pai não foi prá guerra! Oh… Roca, um autor espanhol aborrecido, pelo menos não fez esse papel triste e safou-se outra vez – se se safou já duas vezes, isso não faz dele um bom autor afinal? Sabemos lá responder a isso! É verdade é que este título revela-se ser, como sempre, um bom profissional nos termos mais técnicos, e mostra que fez um trabalho sério de investigação para esta emocionante história de um grupo de soldados, na sua maioria espanhóis republicanos exilados em França, que se alistaram na Legião Estrangeira do Exército Francês e que partiram para o Norte de África onde França mantinha ainda algumas colónias, e onde foram incorporados na 2.ª Divisão Blindada do general Philippe Leclerc. Por se tratar na sua maioria de soldados espanhóis rapidamente foi apelidada de La Nueve. A história destes soldados começa com a derrota republicana e o começo do exílio, quando centenas de milhares de espanhóis, muitos deles combatentes republicanos, fogem através dos Pirenéus ou de barco a partir do porto de Alicante. Paco Roca reconstrói a história destes soldados que lutaram com todas as suas forças contra o fascismo na Europa ajudando os franceses na libertação de Paris durante a II Guerra Mundial, através das memórias de Miguel Ruiz, republicano exilado em França. Com prefácio de Pedro Bouça, é uma história apaixonante que retracta as ilusões perdidas de toda uma geração que lutou, dando a vida, por um mundo melhor.

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Antílope

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Chegou à Bedeteca de Lisboa o número dois da revista brasileira de BD Antílope mostrando que para aqueles lados também há BD artística com uma forte lista de colaboradores como Amanda Baeza, Dash Shaw, Jason, Nik Neves ou Simon Hanselmann,… Destaque para os artigos teóricos e a entrevista muito interessante ao Chester Brown.

metropoles_taiskoshino_ZIP_04-209x300E Ainda ontem é mais exemplo dessa nova produção brasileira, de autoria de Taís Koshino – já publicada em Portugal no Lisboa é very very typical -, que foi a obra vencedora do concurso promovida pela Des.Gráfica.

(…) Feito de grandes painéis que trabalham texturas e grafismos, o livro explora diferentes tipos de delicadezas, com uma poética cheia de estranhamentos, reminiscências e intimidades. Novamente a sexualidade feminina vem à frente, assim como uma bem lacônica história de amor entre duas garotas. (…)

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