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O Futuro pós-covid

Está tudo aqui:

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Um livro a requisitar agora que a Bedeteca de Lisboa reabriu para devoluções e empréstimos… Sim, já podemos saber o futuro fascista que nos reserva.

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Super-guilty-pleasure

Umbrella03-capaPara quem lhe apetecer ler BDs de Super-heróis just for fun mas que já não percebe patavina dos universos Marvel e DC e não pretende apoiar de nenhuma forma estas duas empresas mega-xungas, a Devir parece que lhe arranjou a solução com a série Umbrella AcademyEditada originalmente pela Dark Horse, a série é escrita por Gerard Way (o vocalista da banda mais xoninhas de sempre, os My Chemical Romance, iiiirck!) e é desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá – autor que já esteve presente numa edição do Festival de Beja. O terceiro volume vêm aí com o Covid-19 ao lado, Hotel Oblivion.

Eis um “mash-up” de sinopses: Durante um acontecimento inexplicável, quarenta e três crianças foram geradas espontaneamente por mulheres que não apresentavam sinais de gravidez. Sete dessas crianças foram adoptadas por Sir Reginald Hargreeves e formaram a Umbrella Academy, uma família disfuncional de super-heróis com poderes bizarros (…) A braços com um número crescente de superpoderosos lunáticos que anseiam combater a sua prodigiosa prole, Sir Reginald Hargreeves engendra a solução definitiva… Mas o passado regressa para assombrá-lo… Gulp!

Obra seleccionada para Bedeteca Ideal.

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Adivinha quem voltou?

Ted Jouflas Unusual1

Faleceu o Sala mas o outro grande “american comix weirdo” Ted Jouflas voltou à BD! Está a pré-publicar no blogue I Am An Unusual Thing. A melhor notícia deste ano!

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ROM

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Seguindo o apelo da Palavra de Viajante adquirimos um livro que não conhecíamos: Des Nouvelles D’Alain (Les Arènes + XXI; 2011) que junta o trabalho fotográfico de Alain Keler junto das comunidades (excluídas) ciganas espalhadas pela Europa, com BD por Emmanuel Guibert e Fréderic Lemercier – no mesmo formato com que criaram o celebrado Le Photographe, curiosamente unidos (também) pelo facto de Alain ser amigo de Didier Lefèvre (1957-2007).

Quando a Bedeteca de Lisboa reabrir, podem contar com a oferta nossa deste álbum, o tema é importante e o livro é de referência, incluindo pelo facto de oferecer uma bibliografia de BD sobre os ciganos na BD –  e onde vamos encontrar As Jóias de Castafiore (talvez o único bom álbum do Tintin), O Feiticeiro de Champignac de Franquin, Le Petit Cirque de Fred, Klezmer de Sfar,…

Entretanto:

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Um Horizonte!!

A Tinta nos Nervos reabre HOJE após os meses de confinamento cumprindo todas as recomendações emitidas pela Direcção-Geral de Saúde, a livraria estará em funcionamento com algumas regras, que se tornaram normais nestes tempos, para assegurar o mínimo de risco. O horário de “calamidade” será entre Quarta-Feira e Domingo, das 11h às 18h. Por isso mantêm encerradas a galeria, cafeteria e a esplanada. Reabrindo estes espaços de uma forma faseada. Ou seja, ainda não é tão cedo que veremos esta exposição cancelada por causa do pandemia:

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A próxima exposição comissariada e apresentada pela Tinta nos Nervos mostrará um conjunto de desenhos de Edmond Baudoin (Nice, 1942), grande mestre da banda desenhada contemporânea francesa e precursor da emergência da autobiografia nesta disciplina no final dos anos 1980.

La ligne, un horizon; le corps, une riviére (“A linha, um horizonte; o corpo, um rio») apresenta trabalhos originais, realizados a tinta-da-China sobre papel, provenientes de três projectos recentes: Le Corps Collectif, um longo ensaio-caderno de observação nascido do convívio com a companhia de dança contemporânea Le Corps Collectif, fundada em 2009 pela coreógrafa Nadia Vadori Gauthier; Humains, la Roya est un fleuve, fruto da colaboração com o artista Jean-Marc Troub’s, iniciada em 2011, de visitas a zonas de crise humanitária, auscultando migrantes económicos e refugiados em busca de uma vida melhor, perguntando-lhes os nomes e os sonhos; e La Traverse, co-assinado por Mariette Nodet, esquiadora de competição, alpinista e trekker, em torno de uma viagem de luto aos Himalaias.

Estes três livros, como a demais obra do autor, mostram encontros com o outro, e procura nesses «outros» o que eles reflectem de nós mesmos e, como esse encontro, nos tornam a todos mais humanos.

Baudoin é, incontestavelmente, um dos grandes mestres da banda desenhada contemporânea francesa, sendo mesmo uma força precursora da emergência da autobiografia nesta disciplina no final dos anos 1980, assim como da “literary turn” que presidiria a uma nova circulação social dos “romances gráficos”, não apenas em França, como noutros países. Ele é, por exemplo, um dos pilares recuperados pelos autores-fundadores da editora L’Association, que assim criavam a sua própria tradição, reforçada pela nova geração.

O artista, todavia, não abdica de forma alguma da qualidade pictural e a urgência gestual dos seus desenhos, bem pelo contrário essas características têm-se tornado mais apuradas na sua obra, a qual se traduz em mais de oito dezenas de livros. É difícil reduzi-lo a uma mão-cheia de temas, mas existem preocupações recorrentes e revisitações de certos assuntos que não apenas agregam cada título diferente – mesmo que sejam adaptações de obras de literatura, cadernos de viagem, obras de ficção, mesmo de género, colaborações, ou ensaios –, como a tornam uma “obra contínua”, passível de ser relida de tal maneira que os elementos se movem, tão vivos como a vida vivida.

(…) O autor teve apenas publicado no nosso país uma história curta, na revista Quadrado (n.º 2 da 3.ª série, Setembro de 2000; Bedeteca de Lisboa), e um livro, A Viagem, pela Levoir, em 2015. Esteve presente em Portugal em duas ocasiões: a primeira, no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, na exposição central, colectiva, de Autobiografia e Banda Desenhada, comissariada por Pedro Moura (membro da Tinta nos Nervos) em 2012; e no XII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em 2016, no qual o autor marcou presença e teve direito a uma exposição.

La ligne, un horizon; le corps, une rivière é a oportunidade para um largo público ter acesso ao seu trabalho mais recente, reunido numa grande mostra da beleza poética, mestria no desenho e invenção gráfica deste fundamental mestre francês. Estes três livros, como a demais obra do autor, mostram, de modos distintos, encontros com o outro, com os outros, e procura nesses outros o que eles reflectem de nós mesmos e como nesse encontro nos tornam a todos mais humanos. Paisagens urbanas e rurais, montanhosas e pelágicas, ondas criadas por corpos em fuga ou na dança, corpos cansados da viagem, e outros cansados de dançar, rostos interrogativos e rostos conquistadores, todos unindo-se no contínuo rio provocado pelo traço negro de Edmond Baudoin, tudo desejando um voo admirável e eterno e, acima de tudo, humano.

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Amazon

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Na Revue Dessinée.

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O crime não compensa

9788365938947Já se encontra disponível o terceiro volume de Criminal, a multi-premiada série de Ed Brubaker (a) e Sean Phillips (d), editado pela G. Floy.

Dizem: Mesmo que não escolhamos ser maus voluntariamente, não deixamos por isso de ser responsáveis… Criminal regressa no seu terceiro volume, com mais duas histórias que tratam do eterno regresso da violência e da queda, numa espiral negra sem fim e da qual não há fuga possível! Em Os Pecadores, reencontramos Tracy Lawless, o veterano da guerra transformado em assassino a soldo da máfia. Encarregado de investigar uma série de misteriosos homicídios que atingiram mafiosos leais ao seu chefe, Lawless vai ver o seu inusitado código de honra meter-se no caminho da resolução do mistério, numa história com o final trágico à altura daquilo que está em jogo. Em O Último dos Inocentes, Riley Richards, que sempre teve tudo o que queria – a miúda mais sexy do liceu, os amigos e o dinheiro – é confrontado com a solidão da sua vida na cidade, e a incapacidade de esquecer a vida pacata que teve em Brookview na infância… será por isso que decidiu assassinar a sua mulher?

Dúvida: deve-se substituir este na Bedeteca Ideal?

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