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Quinta do Congresso

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Que Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa inesperada! Um livro do Frank, desculpem, do Jim Woodring. Sem palavras! Sem palavras o nosso espanto e sem palavras a BD que é “muda”!

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Segundo volume de Comanche a caminho prás livrarias, é um bom old school que ainda merece ser obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Quinta das Destemidas

Capa_7_NOVELAS_GRAFICAS_2018Eis que chegou um inesperada surpresa nesta regressada Quinta-Feira das Novidades da Bedeteca de Lisboa. Apesar da capa ser a mais falhada de sempre – até parece auto-sabotagem! – é um guia de recursos e inspiração para qualquer humano de qualquer género! Destemidas : Mulheres que só fazem o que querem de Pénélope Bagieu passou-nos despercebido no meio de tanta mediocridade que foi a colecção do ano passado da Novela Gráfica Levoir / Público.

Sinopse Cientistas, actrizes ou activistas, estas mulheres são destemidas, ousadas, decididas, e lutaram pelos seus sonhos. Este livro apresenta a biografia de 15 mulheres excepcionais que triunfaram perante a adversidade. Pénélope Bagieu mostra-nos aqui mulheres de ideais, épocas, idades e mundos muito distintos, que foram capazes de ir para além das convenções e preconceitos sociais. Wu Zeitan, imperatriz chinesa que foi precursora do direito laboral; Agnodice, médica ginecologista grega que arriscou a vida para que as mulheres pudessem exercer a medicina no seu país; ou Leymah Gbowee, que lutou pela paz na Libéria e foi Prémio Nobel da Paz em 2011, entre muitas outras. Elas desejaram ser independentes, viajar, ser úteis, estudar, trabalhar, chegar ao poder de um país, ou simplesmente… “salvar” um farol!

Claro que a edição está cheia de hipocrisia. Não é por ter uma mulher, Silvia Reig, como “boss” da Levoir  que por causa disso haja mais livros de “BDs no feminino”. Não é por ter um prefácio de Joana Fernandes a levantar a lebre da falta de representatividade das mulheres no mundo da BD que isso tenha algum efeito na colecção, vejamos, estas Destemidas foi apenas o segundo título de uma AUTORA em quatro anos de colecção Novela Gráfica – considerando uma média de 13 livros por colecção, é realmente pouco! (este ano é que foi editado mais um título de outra mulher). Pergunta imediata, porque não lançaram o segundo volume das Destemidas na colecção deste ano?

Por fim, tudo que é questão de género foi apagada na nota de imprensa, já lá vamos. Embora o trabalho gráfico Bagieu seja genérico e a sua narração virada prá simplicidade dos “webcomics”, a sua selecção de mulheres biografadas “que só fazem o que lhes dá na gana” é preciosa e nada óbvia! Leiam o livro que vale a pena e para comprovar o que afirmamos. Deixemos dois exemplos: a finlandesa Tove Jansson (1914-2001) que tanto admiramos e que poderia ser a “quarta” autora desta colecção – sim, porque se há clássico esquecido da BD, ele chama-se Mumins – e se a autora já é exceptional pelo seu trabalho artístico, é de referir que era uma mulher homossexual e que repartiu até ao final da sua vida com a artista Tuulikki Pietilä – ela própria transformada numa personagem de BD. Outro exemplo higienizado pela nota de imprensa: Christine Jorgensen (1926-1989), homem transgénero que se submeteu a cirurgias nos anos 50 até se tornar numa mulher, foi uma celebridade nos EUA e defensora da causa… Mas nada disto é referido na sinopse, curiosamente, estamos em 2019, ainda há medo dos Queers? Ou medo de leitores homofóbicos? Medo de não vender por causa dos barbudos do Tintin? Ainda assim, parabéns à Levoir, só falta é o segundo volume!

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

PS – hoje sai um dos títulos que recomendamos na colecção deste ano:  O Número: 73304-23-4153-6-96-8  do suíço Thomas Ott.

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Rentrée (i)

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Férias kaput! E recomeçam as actividades culturais, eis a dinâmica Tinta nos Nervos a começar as hostilidades com o lançamento de Vampire Bat, brochura de banda desenhada, pastiche de super-heróis e justiceiros mascarados dos anos 1940, num discurso anti-capitalista. Por Christopher Sperandio, mestre do “détournement”. O autor ainda terá serigrafias associadas ao projecto, em edições limitadas.

Isto acontece na Sexta-feira, 6 de Setembro de 2019, às 18h.

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Killing an error (2)

oprimeirohomemcapaJacques Ferrandez é o especialista em temas argelinos na BD franco-belga. Apesar de todo o seu dom naturalista não se escapa a fazer uma obra chata, cheia de tiques de telenovela e claro maminhas para todos, como é típico da indústria de BD europeia – essa indústria em negação, que se quer ver como não como indústria mas como artista.

A Porto claro que lançou isto porque é uma adaptação de Albert Camus, senão tanto lhe fazia existir ou não. Apesar dos pontos negativos apontados até agora, esta obra foi parar à Bedeteca Ideal porque não é má de todo para putos que não saibam nada de colonialismo – e até serve de ponte para o caso português e as ex-colónias…

Sinopse: Publicada pela primeira vez mais de trinta anos depois da morte de Albert Camus, O Primeiro Homem rapidamente se tornou um bestseller mundial, sendo considerada a mais autobiográfica obra do autor. (…) Na sua origem fragmentado e inacabado, o manuscrito de Camus ganha uma nova leitura através das imagens de Ferrandez, que preenchem com delicadeza espaços que haviam ficado vazios.
(…) A adaptação gráfica do manuscrito inacabado de Camus conta a história de Jacques Cormery, um menino que teve uma vida semelhante à de Camus. Esta edição (…) convoca o panorama, os sons e as texturas de uma infância circunscrita pela pobreza e pela morte de um pai, mas redimida pela beleza austera de Argel, pelo amor que Jacques tem à mãe e à avó, e por um professor que transformará a sua visão do mundo.

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Angola Janga

angola_jangaChegou à Bedeteca de Lisboa o Angola Janga de Marcelo D’Salete, lançado no ano passado pela Polvo na sua dúbia colecção de Romance Gráfico Brasileiro.

Sinopse: Angola Janga, “pequena Angola” ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. E, apesar do nome, não era tão pequeno como isso: Macaco, a capital, tinha uma população equivalente à das maiores cidades brasileiras da época. Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. O seu maior líder, Zumbi, tornou-se uma lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra. Com 432 páginas é, provavelmente, o maior romance em banda desenhada já publicado por um brasileiro. 

Ignorando a publicidade à Guinness é de ler a crítica de Pedro Moura na Buala à edição original / brasileira. Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal.

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Deuses & Neuras

 

 

 

Duas novidades que destacámos em Dezembro do ano passado que achámos interessantes:

  • Neuro Habitat de Miguel Ángel Martín, pela Escorpião Azul, em que o autor conta-nos história de um rapaz sem nome que nos vai acompanhando num quotidiano de isolamento radical, fechado no seu apartamento tendo como única companhia uma anaconda e um cão robotizado. O bisturi de Martín fala com extrema precisão na paranóia contemporânea. No começo parece não fazer mal, mas aos poucos vamos sorrindo com a sua ironia cruel, deixando a sua marca. A história deste livro não é real nem fantástica, é a história do vosso vizinho, ou talvez a sua.
  • Deuses Americanos de Neil Gaiman (a), P. Craig Russel e Scott Hampton (d) pela Saída de Emergência que assim publica a adaptação como novela gráfica do romance multi-premiado (…). Diz a sinopse: Shadow Moon sai da prisão e descobre que a sua mulher morreu. Derrotado, falido e sem saber para onde ir, conhece o misterioso Sr. Wednesday, que o emprega como guarda-costas, empurrando Shadow para um mundo mortífero onde fantasmas do passado regressam da morte e onde uma guerra entre deuses está iminente. 

Esta última obra já chegou à Bedeteca de Lisboa e foi seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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