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É bom é…

Não sabemos como a Bedeteca de Lisboa tem a C’est Bon, uma revista sueca que ao contrário de outras deste país que se encontram no acervo da Bedeteca está redigida completamente em inglês!

Criada em 2004 por um colectivo que fazia parte parte Mattias Elftorp (que já visitou Lisboa duas vezes), a primeira série tem 6 números em que desde o inicio mostrava que é uma revista que “dá para os dois lados”, ora para BDs mais experimentais com as da alemã Anke Feuchtenberger como para mais convencionais com as do croata Daniel Zezelj.

Daí que estando a série actual já passaram autores tão diferentes como Tommi Musturi, Knut Larsson, Igor Hofbauer, Martin tom Dieck, o “nosso” Pedro Nora, Marko Turunen, Dash Shaw, entre muitos outros… E nos últimos anos uma série de autores portugueses como António José LopesRui Moura, Margo, Francisco Sousa Lobo (duas vezes) e num número mais recente a Ana Biscaia. A Bedeteca de Lisboa recebeu estes números com as participações nacionais, fazendo da Bedeteca de Lisboa, pelo menos, a biblioteca especializada de BD com “toda” a BD portuguesa editada no estrangeiro! C’est bon!!!

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Trio acordeão

Chegaram à Bedeteca de Lisboa três títulos dos anos 70 da editora francesa La Pliade que são umas BDs experimentais que se espalham em acordeão. Os autores são Marc Caro – sim o co-realizador de Delicatessen -, Mako e Bruno Richard, que é um dos grandes influentes artistas gráficos franceses do século XX e co-editor de Elles sont de sorties. Incrível como isto acontece! Melhor Bedeteca de sempre!

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Future is now

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A Bedeteca de Lisboa recebeu os sete primeiros “comic-books” de Future, novo projecto do autor de BD Tommi Musturi. Série de Ficção Científica Bizarra que este finlandês promete desenvolver em dez números, em que explora vários estilos gráficos em várias BDs das publicações. Promete ser grandioso, como costuma ser sempre com Musturi! Aliás está a ser grandioso…

De resto, o autor regressará a Portugal para uma exposição na Tinta nos Nervos a 6 de Novembro. Há futuro nas exposições de BD em Portugal!

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Panorama do Inferno

Boa notícia neste infernal 2021, eis que apareceu uma nova editora de BD (ok!) mas de BD japonesa (ok ok!) e cujo o primeiro lançamento é Panorama do Inferno de Hideshi Hino (VIVA!!!). Numa rede social da Sendai até há alguém que diz: Continuem a apostar em manga mais underground please. São também os nossos votos!

Dizem: Panorama do Inferno (…) é um manga de terror de tomo único, publicado originalmente no Japão em 1984. As confissões de um pintor anónimo! Obcecado pela cor e cheiro de sangue, este pintor mistura o desespero e a loucura para retratar os infernos nas suas obras. De quadro a quadro, vamos penetrando no seu mundo perturbado, até conhecermos a sua obra-prima, que será…

Hideshi Hino, realizador, argumentista e autor de mangás, nasceu a 19 de abril de 1946, em Tsitsihar, na Manchúria. O seu pai era funcionário da ferrovia e por isso a família permaneceu na região por vários meses após o final da II Guerra. Em 1967, Hideshi Hino estreia-se na revista COM, com uma história de comédia de samurais chamada Suor Frio. Em 1968 lança, na famosa revista Garo, Boneco de Barro, uma história de suspense, e começa então a trilhar o caminho das histórias de terror. As principais obras de Hideshi Hino são: A Estranha Doença de Zôroku, A Serpente Vermelha, O Garoto Verme e Panorama do Inferno. Os seus mangas já foram reeditados várias vezes e publicados em diversos países.

Obra selecionada para a Bedeteca Ideal.

E já chegou um exemplar à Bedeteca de Lisboa!!

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+BD pedagógica

Ora se publica adaptações literárias ora BD pedagógica (para crianças? jovens? adultos?). Eis o que as editoras generalistas propõe para o seu público (infantil? jovem? adulto?). Isto porque os seus “editores” sabem tanto de BD como de sapatos.

Já saiu o segundo volume da adaptação do “bestseller” (o “bestseller” justifica a edição, claro) Sapiens : História Breve da Humanidade pela Elsinore, editora do grupo 20|20 – mais um grupo capitalista como a Porto ou a Leya.

Sinopse do primeiro volume: Há cem mil anos, caminhavam pela Terra pelo menos seis espécies diferentes de humanos. Nos dias de hoje, existe apenas uma: o Homo sapiens. O que aconteceu aos outros? E o que nos acontecerá a nós? Neste primeiro volume (de um total de quatro) da adaptação do Sapiens: História Breve da Humanidade (já na 24.ª edição em Portugal) para novela gráfica, feita em parceria com o escritor David Vandermeulen e o ilustrador Daniel CasanaveYuval Noah Harariconsiderado um dos mais influentes intelectuais da actualidade, conta-nos a história de um simples símio que acabaria por se tornar o rei do planeta Terra, capaz de dividir o átomo, voar até à Lua e manipular o código genético da vida. (…) Este é o livro perfeito para alargar o diálogo iniciado em Sapiens: História Breve da Humanidade, e para apresentar o universo e as ideias de Yuval Noah Harari a novos leitores (jovens e adultos), curiosos pelo que tem sido a longa e agitada história do ser humano.

O primeiro álbum que já lemos na Bedeteca de Lisboa (ou melhor, tivemos de levar para casa porque a Biblioteca dos Olivais é a única biblioteca ainda fechada na rede BLX) é desequilibrado, ora redundante na adaptação do texto original ora com metáforas bem montadas (em especial o último capítulo, Assassinos em série Intercontinentais), esta BD vale obviamente pelas ideias de Harari, sendo o trabalho de adaptação competente segundo uma qualidade média de BD caricatural à francesa – não tem o fôlego desta série – mas aprende-se imenso.

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Magma Bruta

Um casal de portugueses tiveram de emigrar para a Alemanha – pouca coisa mudou desde a Troika, portanto – e criaram em Hamburgo uma editora “small press” bem fixe, a Magma Bruta.

Já vão no segundo livro, o primeiro já tivemos oportunidade de espreitar e é aquela onda fronteiriça da BD e ilustração, de autoria de Chloé Bertron (imagem), e o segundo que promete mais BD “bruta” de Antoine Eckart. Pelo belo aspecto dos dois atrevemo-nos a declarar que é preciso estar no estrangeiro para se fazerem belos livros de artista em risografia – ao contrário de algumas produções bem-portuguesinhas recentes que temos visto.

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Vomitar os ricos

Foi a melhor coisa de 2020 mas parece que afinal era mentira, o regresso de Ted Jouflas… Entretanto chegou à Bedeteca de Lisboa um livro de BD, Filthy, que é uma loucura gráfica. Mais parecido com isto só mesmo o “nosso” André Lemos.

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