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Valérian

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O jornal Público e a Asa / Leya a partir de 26 de Julho começam a colecção Valérian e Laureline da autoria de Pierre Christin (a) e Jean-Claude Mézières (d), composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados destes intrépidos agentes espaço-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galáctico Terrestre no séc. XXVIII.

Esta série é também uma obra-prima da ficção científica, tendo influenciado todas as criações posteriores nesse domínio, na literatura e não só.

No âmbito da produção cinematográfica, serviu de inspiração a vários realizadores, entre os quais George Lucas e Luc Besson. Este último, admirador confesso da série e dos seus autores, assina a longa-metragem Valérian e a Cidade dos Mil Planetas, com estreia nas salas portuguesas dia 27 de Julho.

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Ignorantes

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Saiu hoje com o jornal Público o álbum Os Ignorantes – Relato de uma Iniciação Cruzada de Étienne Davodeau, no âmbito da Colecção Novela Gráfica 2017.

Diz a sinopse: O que têm em comum um produtor de vinho biológico e um autor de BD? Esta obra relata a experiência de dois amigos, Étienne Davodeau, um dos maiores autores de banda desenhada francesa actual, que não sabe nada de vinhos e Richard Leroy, viticultor que quase nunca leu BD. Juntos irão descobrir a ligação entre duas áreas aparentemente tão distintas.

O vinho e a BD vão servir de base a esta obra nomeada para a selecção oficial do Festival de Angoulême e mostrar que para a produção de vinhos e para a criação de um livro são necessárias dedicação, paixão e amor para que o trabalho seja bem realizado. Davodeau convida Leroy a partilhar a sua vida de viticultor em Anjou, França. Étienne foi trabalhar nas vinhas e na adega de Richard, durante mais de um ano, e este mergulhou no mundo do autor aprendendo como se produz um livro, como se promove nos Festivais, como é a relação com os fãs, com a editora e descobrindo que existem tantas maneiras de o fazer quantas as de produzir um vinho.

 

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Quinta da Bazooka

product_9782737652011_195x320Mais uma pérola da Bedeteca de Lisboa que chegou na Quinta-Feira das Novidades. Já é bem velhinha mas só agora é que apareceu catalogada no sistema das BLX tal é o passo de caracol que é dado à BD. E logo este livro, o único no acervo da Bedeteca com trabalhos do colectivo punk francês Bazooka, tão importantes que hoje não haveria Le Dernier Cri, por exemplo…

Entre 1974 e 1978, Christian Chapiron (Kiki Picasso), Jean-Louis Dupré (Loulou Picasso), Olivia Clavel (Electric Clito), Lulu Larsen, Bernard Vidal (Bananar) e Jean Rouzaud, depois de participarem a solo na Actuel começam a editar fanzines que deram nas vistas ao ponto de até ilustrarem capas de discos para Elvis Costello. Conhecidos pelo suplemento Un Regard Moderne (que deu nome à livraria de Paris) no jornal Libération em 1978, rapidamente o escândalo deu-se graças a uma imagem “pedopornográfica”, acabando a experiência em seis números. Um pedaço de história na Bedeteca…

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Nimona

nimonaJá chegou à Bedeteca de Lisboa – e melhor ainda, já lemos – o livro Nimona de Noelle Stevenson lançado pela Saída de Emergência e comprova o que escrevemos aqui há algumas semanas: que a melhor BD comercial actualmente é feita para teenagers e/ou miúdas / mulheres – e por mulheres! Há várias teorias para tal, por exemplo, ou porque a entrada das mulheres na indústria da BD trouxe ar fresco batendo os clichés do clube de rapazes “bedófilos” ou porque os web-comics trouxeram estruturas narrativas mais descomplexadas (Nimona originalmente foi feito para a ‘net)… ou ainda pelo facto dos criadores serem mais livres na ‘net ou em editoras “indies” (versus as marcas registadas das duas bestas editoriais DC e Marvel) podendo contar histórias menos tipificadas que manipulam os estereótipos (como bem analisa Pedro Moura no seu Ler BD)… ou ainda talvez pela influência do Manga comercial que sempre jogou com os sistemas binários bem/ mal, rapaz/ rapariga, etc… ou… tanto faz, o século XXI será nosso! Das mulheres!

Diz a sinopse: Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objectivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heróicos e nobres como todos julgam. Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

Curiosamente meses antes a Devir editou uma outra obra de Stevesson, as Lumberjanes… Quem sabe? Se calhar também é fixe para “teens”? Como vamos saber?

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Mundo real, dizem eles…

alice_capaChegou à Bedeteca de Lisboa mais um álbum de BD dedicado ao cancro da mama que mais uma vez é retratado com humor. Será tão revoltante como o Cancer Vixen?

Saiu em no ano passado com o jornal Público assinalando o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, em que o Facebook da editora Levoir afirmava que esta obra obteve muito sucesso em Espanha e em outros Países… Também teve sucesso o Cancer Vixen e ainda está para vir o dia que sucesso seja sinónimo de qualidade ou de conteúdo (eis um vídeo earworm para ilustrar a questão do sucesso).

É uma novela gráfica sobre uma experiência de vida pela qual muitas mulheres passam e que afecta quem as rodeia, o cancro de mama. Com um humor inteligente, alguma ousadia e perspicácia, esta obra relata o dia-a-dia de uma história cada vez mais comum actualmente. É uma lufada de optimismo e valentia perante um tema delicado e doloroso. E  se isto já não mete qualquer um de pé atrás, ainda rematam com o paternalismo “bedófilo”: O que dizem alguns homens que leram a obra: “… considero que Alice num mundo real é uma obra que todo amante do bom comic deveria ler, uma obra que deveria ser oferecida ou emprestada a aquelas mulheres que tem dificuldade em entrar no mundo da bd…uma história simples que transpira naturalidade em cada uma das suas vinhetas e diálogos, uma história cheia de simpatia e cumplicidade com a protagonista desde a sua primeira aparição, com ela rimos, com ela partilhamos o seu sofrimento pelas situações que passa e até há momentos onde a abanaríamos para acordá-la e faze-la reagir e ver a vida como ela é, um presente a cada amanhecer ” Raúl López no blog Zona Negativa.

Pensávamos que essas “pobres” mulheres que tem “dificuldades em entrarem no mundo da BD” iriam preferir ler O Diário de Jules Renard ou o Maus ou o Fun Home… Estamos perante a formalização da “Teoria da Novela Gráfica” em que é mostrada como literatura ligeira, bestseller e eternamente “cómica” mesmo para assuntos sérios como a doença. É o novo paradigma da produção e edição contemporânea. Cá em Portugal chegou-nos com o tal outro livro do cancro da mama, vemos aqui um padrão?

– Hum…

– É grave, doutor?

– Receio bem que sim…

Ainda assim, apesar dos vários defeitos desta BD também ela tem algumas virtudes, nomeadamente como a sexualidade é tratada com alguma normalidade, sem o puritanismo “gringo” de Cancer Vixen. Merece ser incluída na Bedeteca Ideal até ao dia que se publique em Portugal o Our Cancer Year

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Mensur

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Entretanto saiu pela Polvo o romance gráfico Mensur de Rafael Coutinhoum dos artistas mais talentosos da Banda Desenhada brasileira (…) Em Mensur, Coutinho conta a história de Gringo, um andarilho que percorre cidades brasileiras em busca de trabalhos pontuais. É um dos últimos praticantes de mensur, uma luta de espadas surgida entre estudantes universitários na Alemanha do século XV. Enquanto lida com os seus próprios fantasmas e obsessões, um caso amoroso pode colocá-lo em rota de conflito com o seu passado e com segredos que jamais deveriam vir à tona.

Um dos mais originais e impressionantes trabalhos da BD brasileira, Mensur é uma saga pessoal e um épico íntimo da busca por um lugar e, sobretudo, por algum tipo de paz.

Rafael Coutinho apresenta-se como autor de Banda Desenhada, artista plástico e editor. Nascido em São Paulo em 1980, formou-se em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (Unesp) (…) é conhecido pelo romance gráfico Cachalote (Quadrinhos na Cia., 2010), O Beijo Adolescente (Cachalote, 2011-15) e As Aventuras do Barão de Munchausen (Cosac Naify, 2014).

Esperamos que este livro não demore três anos a chegar à Bedeteca de Lisboa como o Cachalote

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Branea na Bedeteca de Lisabona HOJE

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Apontem na agenda! O romeno Matei Branea (Bucareste; 1977) visita a Bedeteca de Lisboa HOJE, dia 8 de Julho, às 16h.

Artista gráfico que produz cinema de animação, BD e ilustração, percorre vários circuitos, alguns mais underground que outros – sobretudo na BD – e outros comerciais como as suas passagens pela TV e publicidade. O seu trabalho mais conhecido na BD e animação é a personagem Omulan e a imagem de comunicação do festival de cinema Next. O seu trabalho foi publicado em toda a parte, de Tóquio a Nova Iorque, Berlim a Paris, Londres a… Bucareste! E Ljubjana na revista Stripburger que editou a colectânea Greetings from Cartoonia, onde participou também o português Filipe Abranches através da Chili Com Carne. Esteve à frente dos projectos editoriais Hardcomics (uma antologia com 15 volumes publicados até à data) e o jornal Aooleu (6 números).

Branea é professor de animação na UNATC / Escola de cinema de Bucareste. Em 2015 lançou a sua fresca mas picante animação de 15m Omulan!, uma história cósmica sobre o sentido da vida que iremos ver nesse Sábado.

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