Category Archives: bd portuguesa

Apesar de não estar, estou muito

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Inaugura 2 de Junho na Galeria Municipal do Porto a exposição Apesar de não estar, estou muito de Rudolfo, que há mais de uma década (…) produz desenhos, textos, banda desenhada e música  (…) edita e publica fanzines e música em edições de autor desde os 16 anos; desde então já criou mais de 40 publicações independentes e participou em diferentes antologias de banda desenhada, tanto em Portugal como noutros países; paralelamente, tem colaborado com diversos artistas, músicos e escritores.

Com curadoria de João Ribas (ex-director do Museu de Serralves e curador do Pavilhão de Portugal na 58ª Bienal de Veneza, 2019), a exposição reúne as obsessões autobiográficas do artista e a sua distinta perspectiva da cultura popular; nos seus desenhos e bandas desenhadas, o seu elenco de pessoas, mutantes, alienígenas e tudo o que se encontra pelo meio proporciona um incessante comentário sobre questões como a criatividade, o género e a masculinidade, e as condições de produção de arte, simultaneamente desafiando os limites do livro de banda desenhada.

Apesar de não estar, estou muito apresenta desenhos, objectos, vídeos e textos de uma miríade de projectos e publicações do artista a partir de 2007, desde as suas primeiras bandas desenhadas underground independentes até aos seus mais recentes projectos como DJ Nobita e Gekiga Warlord, sempre atravessados tanto pelo seu sarcástico humor como por uma dilacerante honestidade.

Exposição patente até 16 de Agosto.

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Tequila

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Como já anunciamos, desde o ano passado que o jornal Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa publica dois em dois meses uma BD de autores portugueses segunda este desafio: Será a caneta mais poderosa do que a espada? 

Na edição deste mês há uma BD de Tiago da Bernarda, mais conhecido pelo seu Gato Mariano, que aqui abandona o bicho e prefere juntar o Frank de Jim Woodring com o rapper Travis Scott. Como é possível? Só lendo a dita cuja!

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Heta Estrela

 

Enquanto a betalhada sofre por falta de lixo cultural, os “indies” vão sempre mais à frente. Não há covid-19 que pare a editora letã Kuš! de editar os seus livrinhos Mini Kuš! e com autoras portuguesas ainda por cima!! Eis que para 26 de Maio saem oficialmente os livros Violent Delights de Hetamoé e Eglė and the Snake de Joana Estrela.

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Forceps

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No sítio Bandas Desenhadas publica-se uma série intitulada de Forceps de Ricardo Paião Oliveira. Muito interessante! A seguir!!

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Autocolantes da Biblioteca Silva

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O Almanaque, em rigoroso confinamento algures nas Terras de Idanha, associa-se às comemorações domésticas do 25 de Abril, revelando mais um pedaço da riquíssima coleção de autocolantes de Vânia Sampaio que agora pertence à Biblioteca Silva. Dado o contexto desta coleção, já contado em post anterior, as três coleções situam-se na esfera política do Partido Comunista Português. As segunda e terceira séries estão numeradas, apontando ao colecionismo e à angariação de fundos.

A primeira série, de oito autocolantes, constitui uma sequência desenhada dos acontecimentos, antes, durante e após o 25 de Abril, numa narrativa simples e doutrinária. Editada pelo Centro de Trabalho do PCP de Ramalde, freguesia do concelho do Porto, em data incerta, tem um registo aparentemente naif, mas revela um excelente qualidade de composição. O verde cadavérico para opressores e o laranja saudável para oprimidos e libertadores, dão o tom á caraterização paródica das personagens e tipos…

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Pentângulo #3 lançado virtualmente

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Apareceu o corona vírus e cancelou-se o lançamento físico do terceiro número da Pentângulo, uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne. Previsto para ser lançado no dia 21 de Março na Tinta nos Nervos, a loja deu a volta e esta semana foi lançado virtualmente no Youtube, sob a batuta de Pedro Moura e intervenções de Daniel Lima, Cecília Silveira, Rosa Francisco, Ana Dias, Francisco Sousa Lobo e Tiago Baptista.

A publicação tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/ BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne – e a sua “irmã” MMMNNNRRRG – foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as palavras, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional. 

Neste número colaboram Ana Dias, Anna Bouza, Beatriz Alves, Catarina Ramos, Cecília Silveira, Cláudia Pinhão, David Pulido, Diogo Candeias, Francisco Monteiro, Francisco Sousa Lobo, Inês Cóias, João Ernesto, Luis Sequeira, Marcos Farrajota (com o Relatório sobre Fanzines e Edição Independente de 2019), Mariana Vale, Rebeca Reis, Rodolfo Mariano, Rosa Francisco, Sara Baptista, Sara Boiça, Sara Tanganho, Tiago Albuquerque, Tiago Baptista e Vasco Ruivo.

A revista está disponível numa série de livrarias, a saber: BdManiaKingpin BooksLinha de Sombra, Matéria Prima, Mundo FantasmaSnobTasca Mastai, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos (claro) e Utopia.

Projecto seleccionado para a Bedeteca Ideal.

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Cápsulas para o Apocalipse

Os tempos não são alegres e dispensamos as leviandades populares. Deixamos aqui obras que tratam dos temas apocalípticos que se vivem, pouca coisa, afinal de contas a infantilização na BD portuguesa sempre foi endérmica, e claro, reflecte-se nas parcas ofertas do mercado.

PESTE

Jorge Nesbitt - O Sétimo Selo, page 2

Uma “re/visão” de Jorge Nesbitt sobre O Sétimo Selo de Ingmar Bergman (1918-2007) para a colecção O Filme da Minha Vida. Crítica sobre este pequeno livro no Ler BD. Entrevista ao autor aqui.

FOME

8483122[Malitska] de Francisco Oliveira (a) e Miguel Rocha (d), editada pela Polvo quando esta ainda tinha arrojo editorial, em 2001. Diz a sinopse: Em cada um de nós há uma Rute. Vivemos cada acontecimento numa dupla relação: umas vezes como algo que dominamos, outras como algo que nos ultrapassa, que não suportamos. A diferença está, no entanto, no modo como lidamos com ela. Uns, iludidos e rendidos ao terror cinzento do mundo do trabalho, nunca chegam a vê-la. Outros, preferem sonhá-la, logo que a censura diurna afrouxa e adormece. Outros ainda, preferem fazer amor com ela, e acordam de manhã com os joelhos todos fodidos num canto de uma rua qualquer. Enfim, é sempre bela, mas só de dia. A sinopse esconde o facto de se tratar de uma personagem seropositiva e o seu desamparo social.

GUERRA

capa-poemamorre

O Poema Morre de David Soares (a) e Sónia Oliveira (d), pela Kingpin Books. Sinopse: Uma observação sobre o fenómeno da guerra, aqui visto por um poeta, cuja vida atravessa vários conflitos e regimes diversificados, e cuja obra se confunde com a natureza do belicismo e da própria política. Um livro tão singular quanto subversivo.

MORTE

cancer

Cancer da Tilda Markström (1923–2012) é tido como uma obra de “uma artista sueca” que participou em várias exposições de Pintura, Fotografia, livros ilustrados e que foi uma escritora. Quem perder algum tempo descobrirá que afinal é uma obra de um artista português. Publicado pela MMMNNNRRRG, em 2018, o livro foi extremamente bem recebido pela crítica nos jornais portugueses e noutros meios especializados, não sendo banda desenhada tout court, será mais um álbum de desenho conceptual mas não deixa de fazer sentido estar aqui neste “post”.

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