Category Archives: bd portuguesa

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EM MEMÓRIA DE FRANS MASEREEL

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Nos próximos dias 14, 15 e 16 de Setembro o Festival de Banda Desenhada de Bruxelas acolherá a exposição “Bande Dessinée Portugaise – 22 Auteurs Contemporains”, organizada pela Embaixada de Portugal em Bruxelas, pelo Instituto Camões de Bruxelas e pelo Município de Beja/Bedeteca de Beja.

Estaremos incluidos nesta apresentação, que é uma visão necessariamente estreita, já que representa uma pequena parte do movimento artístico português nesta área (pranchas de 22 dos mais de 200 autores de banda desenhada a trabalhar regularmente no nosso país).

Também estarão presentes várias editoras portuguesas, como a Quarto de Jade ou a Pianola Editores. Deixamos aqui o nosso contínuo agradecimento ao Paulo Monteiro e o link do Festival:www.fetedelabd.be.

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Auto-ajuda

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O festival Alt Com na Suécia é capaz de ser o único evento europeu de BD assumidamente político e libertário. Desde sempre que compila um livro com várias BDs com o tema do festival – nesta edição: How to Survive a Dictatorship – vindas de vários pontos da Europa como Portugal – este ano com António José Lopes (autor que participou em várias antologias como esta do 25 de Abril ou Mutate & Survive).

A maior parte do material é algo amador, no sentido que há abertura para autores que não pretendem fazer Arte mas denunciar situações que (sobre)viveram. Destaques para as BDs da dinamarquesa Line Høj Høstrup sobre o fascismo do P.C. (com uma jornalista, uma Barbie, um caracol, um bebé e um camaleão) e de Sharad Sharma denunciando os fascistas indianos e as vacas sagradas… Poucas respostas são dadas a como sobreviver a Ditadura e um exemplar já chegou à Bedeteca de Lisboa para fazer companhia a outros do festival.

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É o livro de BD humorística mais deprimente de sempre, evite-o para não estragar o resto das férias!

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Conversas com os putos de Álvaro é uma compilação de supostos diálogos entre um explicador de geometria descritiva e os seus alunos, que traça um retrato ao mesmo tempo divertido e assustador da falta de cultura e desinteresse de muitos alunos. Retrato da nossa época que, felizmente, não cai muito num discurso reaccionário – só é lamentável que o autor ache que não saber que o Astérix saiu primeiro em livros antes do cinema seja uma calamidade cultural… Álvaro merece os prémios de humor que ganha, não é previsível como a envelhecida dupla Geral & Derradé. Sabe escrever diálogos dinâmicos e naturais e merecia ter um tira diária num jornal invés de dar explicações a estes putos ranhosos!

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Férias de Verão: Berlim

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Francisco Sousa Lobo irá falar sobre o seu trabalho em Berlim, no Festival Literário da cidade, num dia do evento dedicado à “Graphic Novel”, ou seja, dia 9 de Setembro, às 12h. Se estiverem por lá perto… E já agora, é de referir também a presença de Eric Lambé

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Pita’s minikuš!

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Day Tour de Mariana Pita (autora de Lá fora com os fofinhos) é o novo número da colecção mini kuš! em que publica mais uma vez artistas portugueses – verdadeiro creme de la creme nacional: Amanda Baeza, Daniel Lima, Câtia Serrão e Francisco Sousa Lobo. Estamos loucos para ler este livrinho! Quando aparecerá na Bedeteca de Lisboa? Quando?

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Leve

 

No ano passado, no Festival de Beja, anunciamos que sairiam dois livros que poderiam ser interessantes mas que tínhamos bastantes dúvidas da sua qualidade. Em comum entre eles está o selo G.Floy, que pela primeira vez aposta em BD nacional com Cidades, em parceria com a ComicHeart. Trata-se de uma antologia de histórias de membros do The Lisbon Studio, um colectivo de criadores que partilham um espaço comum e agrega conhecidos autores nacionais. Os autores são Dileydi Florez, Filipe Andrade, Gonçalo Duarte, Joana Afonso, João Tércio, Marta Teives, Pedro Vieira de Moura e Ricardo Cabral. Ou seja autores que tanto roçam o trabalho artístico como o trabalho de encomenda, daí a dúvida da qualidade do conteúdo, e realmente os resultados são medíocres tirando a BD de Gonçalo Duarte mais dado à experimentação gráfica e experiência boémia urbana. O resto são um “powerpoint” de lugares-comuns em que ainda se safam Andrade e Cabral pela espectacularidade visual – mas para isso, como bem se sabe, há todos os anos em todas as cidades espectáculos de fogo-de-artifício de Ano Novo.

A Leoa: Um Retrato Gráfico de Karen Blixen é uma biografia ”reinterpretada” da célebre autora dinamarquesa do século XX que nos deixou obras como África Minha ou A Festa de Babete. A autoria da banda desenhada é de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg, os autores de O Astrágalo.

A vida (ou as vidas) da Baronesa Karen Blixen desfila à nossa frente neste álbum. Desde uma infância com um pai adorado mas muito ausente, um aventureiro nunca satisfeito, e com uma mãe encerrada na mentalidade conservadora da Dinamarca do final do século XIX, até uma aventura desesperada para escapar a um destino que lhe tinha sido traçado, burguês e aborrecido: aceita casar com o Barão Bror Blixen, e tomar as rédeas de uma plantação de café no Quénia… onde descobrirá uma paixão louca, o seu grande amor africano… até ao seu regresso à Dinamarca e à sua coroação como autora literária famosa.

Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg trabalham juntos há alguns anos, em adaptações à banda desenhada de livros vários, e em projectos próprios. Anne-Caroline Pandolfo é ilustradora e argumentista; um encontro fortuito com produtores de filmes leva-a a realizar duas curtas-metragens animadas para crianças, e isso vai encorajá-la a continuar esse trabalho criativo na banda desenhada. Terkel Risbjerg é um artista dinamarquês que estudou cinema e filosofia em Copenhaga, e acabou por se fixar em França, onde trabalhou alguns anos em animação, tendo trabalhado nomeadamente em O Gato do Rabino e na série Yakari. Juntos, assinaram já cinco romances gráficos: O Astrágalo (já editado pela G.Floy), bem como Mine: Une Vie de Chat, Le Roi des Scarabées, e mais recentemente Perceval, adaptação do Romance de Perceval e este A Leoa.

Pandolfo e Risbjerg, se ficamos em dúvida se seriam capazes de fazer algo de jeito (O Astrálago era uma boa BD pelo texto literário de Albertine Sarrazin ou se pelo talento e técnica dos autores?), percebemos que sabem o que fazem mas não tiveram nenhum risco artístico. É uma biografia que é um produto comercial para “todo público”, ou seja, “bedófilo”, simpático, institucional, assexuado e fácil de esquecer. Ainda assim mereceu entrar na selecção da Bedeteca Ideal.

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