Category Archives: cinema de animação

Your Black Friend

Claro, que a Bedeteca de Lisboa não tem nada de Ben Passmore… E porque ontem mais de 10000 pessoas foram ouvidas – ao contrário da metade do número que os jornais burgueses do costume afirmam.

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Torpor

Ilustração de Gonçalo Duarte

Ao contrário do Bestiário que é extremamente físico, eis uma nova revista cultural Torpor toda virtual, editada pela Abysmo. E o que isto interessa aqui? Muito: BD, desenho, ilustração, cartoon, cinema de animação nas mãos de artistas tão diversos como André Carrilho, André Ruivo, António Jorge Gonçalves, Carlos Guerreiro, Cristina Sampaio, David Soares, Edgar Pêra, Francisco Vidal, João Fazenda, Luís Afonso, Luís Manuel Gaspar, Mantraste, Mimi Tavares, Pedro Proença, Pierre Pratt, Rui Vitorino Santos, Tiago Albuquerque, Tiago Manuel entre outros…

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Gene Deitch (1924-2020)

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Faleceu no passado dia 17 o desenhador norte-americano Gene Deitch que trabalhou no cinema de animação – as séries Popeye ou Tom & Jerry serão as mais conhecidas.

Ler artigo na The Comics Journal.

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Parabéns Regina!

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No meio de tanta desgraça, uma boa notícia: Regina Pessoa venceu o Prémio de Excelência na competição de curtas-metragens do Festival de Cinema de Animação de Tóquio, com o seu Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias.

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Stoned na Bedeteca

Stoned de Nuno Amorim.

Eis que chegou à Bedeteca de Lisboa o livro Stoned de Nuno Amorim, publicado pela Mundo Fantasma em 2018 no âmbito da exposição do autor, Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa na galeria da loja.

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Escreveram o seguinte sobre o autor: Daniel Clowes num suplemento do Eightball #18 (Mar’97) intitulado “Modern Cartoonist” ironizava – penso eu, com os gringos nunca se sabe! – num texto sobre BD que de 15 em 15 anos há um novo fôlego na cena. Basicamente, é preciso que apareça uma nova geração que apreenda e aplique as revoluções realizadas pela geração anterior. Não haveria a “BD Alternativa” dos anos 90 se 15 anos antes não houvesse a “underground comix” e estes não existiriam sem a EC Comics e a revista Mad dos anos 50. Tudo bem, parece justo.

Na edição de 31 de Janeiro de 1973 do jornal &etcNuno Amorim (com uns 21 anitos), já trabalhava para o mundo editorial mais sofisticado em Portugal – as Edições Afrodite e a &etc – e num artigo sobre a sua pessoa admite a admiração por Moscoso. Mais tarde, numa situação tão rara como a de 1973 – ou seja, dar tempo de antena a um ilustrador – é entrevistado no livro Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite (Montag; 2016) e assume mais uma vez as suas influências dos anos 70 – Moebius e Caza, são os autores referidos.

Seja em 1973 seja 2016, os nomes dos autores que ele refere pouco importarão para o público. O estatuto marginal da BD permanece inalterado ao longo destas décadas todas e Amorim, como muitos outros artistas da sua geração e posteriores, “brincou” à BD. Publicou alguns trabalhos, principalmente na seminal revista Visão (1975-76) mas também alguns fanzines e nas publicações das míticas editoras acima já referidas. Como nunca houve uma estrutura económica de subsistência na BD em Portugal, ele parou de fazer BD e foi para outros poisos. Arquitecto de formação, foi director de arte em varias agências de publicidade internacionais em Lisboa, e posteriormente integrou os quadros da RTP, onde foi designer gráfico, realizador e responsável pelo departamento gráfico. Em 1991 foi co-fundador da produtora de cinema de animação Animais, onde é realizador e produtor de curtas metragens e séries de animação. Trabalhou e continua a trabalhar em imagem, área criativa pouco apreciada em Portugal. Um trabalho sujo mas que alguém tem de o fazer! 

A sua criação de BD ficou fechada na década de 70 com os pesos telúricos das influências da altura. Amorim e a malta da Visão tiveram quase todos o mesmo destino. Partiram para outra e foram esquecidos. Um caso ou outro voltou à BD, um ou outro ainda fizeram alguma obra em BD. Como profetizava Clowes, 15 anos depois aparecia uma nova geração de autores a baralhar as cartas – ligados aos zines e às revistas Lx Comics e Quadrado. Mas ao contrário que dizia Clowes, não parece que essa nova geração e as futuras tenham apreendido algo da anterior ou a tomado por base.

A verdade é que em Portugal apesar das suas inúmeras Bedetecas ou livros de História, os autores de BD não ligam ao passado. Empanturrados de hiper-realidade com tons de néon, mutações afrofuturistas, glitches cyberpunks, erotismo digital, risografia a brilhar pós-fluorescência, rocócós bling bling basta reeditar as BDs dos anos 70 como fiz com a antologia Revisão : Bandas Desenhadas dos anos 70 (Chili Com Carne; 2016) que lhes cai tudo em cima! Pá! Afinal os cotas já tinham feito cenas mamadas, meu! 

Se esta, tão apropriada, exposição na Mundo Fantasma se realizar com o título Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa, a Fita de Moebius completa-se. Se a Mundo Fantasma editar a BD inédita “Stoned” nas suas exemplares publicações impressas em Risografia então a Fita de Moebius, ironicamente, estreita-se. – Marcos Farrajota

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Filminhos em Fevereiro

A Zero em Comportamento continua a passar as suas sessões de cinema da crianças intituladas Filminhos Infantis à Solta pelo País pela Biblioteca dos Olivais. A próxima sessão está programada para 8 de Fevereiro, às 15h, proporcionando deste modo uma oferta diferente não só à população local, mas também a todos de fora que pretendam usufruir deste maravilhoso espaço.

Entrada: 3€ por pessoa.

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VAST/O

Vasto cartaz finalv4

VAST/O explicado (ou talvez não) aqui. Este Sábado há formação de João Carola, às 15h…

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