Category Archives: cinema de animação

Satrapi em Espinho

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Marjane Satrapi, autora de BD e realizadora, estará presente no FEST a ter lugar entre 24 de Junho e 1 de Julho em Espinho. Quando ela estará lá é que não se consegue perceber… Se alguém topar no Programa que nos avise, sff.

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Filed under acontecimentos, bd estrangeira, cinema de animação

Narrativa Gráfica Autobiográfica

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Júlia Barata vai estar em dois eventos na Tigre de Papel:

  • Cinegrafias – Terça-feira, HOJE, às 21h30 | entrada gratuita Projecção de animação gráfica e acompanhamento musical de Berlau (Fernando Ramalho). Desenhos de Júlia Barata sobre cinta de papel, projectada em Cinegraf (projector antigo argentino). Leitura simultânea de balões de texto por Carmo e Condado. >18 anos.
  • Workshop de narrativa gráfica autobiográfica – Sábado, 22 de Junho, às 16h Julia Barata, a autora da novela gráfica Gravidez, editada pela Tigre de Papel, estará na livraria para um workshop de “narrativa gráfica autobiográfica” e para transmitir a sua experiência em torno deste tipo de trabalhos. Além dos seus próprios projectos mostrará trabalhos de outras artistas, latino-americanas, cuja obra conhece particularmente bem, abordando diversas técnicas de composição, graus de exposição, etc. Finalmente, será realizado um exercício individual em que é esperado que cada participante realize a sua própria fanzine. O material será fornecido pela organização do evento. A inscrição/ contribuição são 25 euros e todas as perguntas deverão ser feitas para o e-mail juliatours @ gmail . com. Júlia Barata vive em Buenos Aires. É arquitecta e ilustradora. Tem muita e diversificada obra, como livros, fanzines, cartazes, ilustrações e exposições, realizada na Argentina, Portugal, Espanha e Moçambique, países onde já viveu.

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Filminhos em Junho

A Zero em Comportamento continua a passar as suas sessões de cinema da crianças intituladas Filminhos Infantis à Solta pelo País pela Biblioteca dos Olivais. A próxima sessão está programada para AMANHÂ, às 15h30, proporcionando deste modo uma oferta diferente não só à população local, mas também a todos de fora que pretendam usufruir deste maravilhoso espaço.

Entrada: 3€ por pessoa.

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Video beats

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A banda Pop/Rock Rollana Beat (que inclui André Ruivo) convidou treze realizadores para fazerem vídeos para treze gravações suas dos dois discos Big Sneeze (2000) e Murdering the Classics (disco inédito até ser lançado virtualmente em 2014) como também de compilações e maquetas, compilados numa sessão que vai acontecer no dia 3 de Maio, na Sala 3 do Cinema São Jorge às 19h15 integrado no festival IndieLisboa.

Os realizadores são Inês Oliveira, Gonçalo Duarte, Dedo Mau, Vasco Reis Ruivo, Xavier Almeida, Renata Sancho, Aya Koretzky, Ostraliana, Edgar PêraBruno Borges, Luis Lázaro, Isabel Aboim Inglez e Leonor Noivo.

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Stoned na Bedeteca

Stoned de Nuno Amorim.

Eis que chegou à Bedeteca de Lisboa o livro Stoned de Nuno Amorim, publicado pela Mundo Fantasma o ano passado no âmbito da exposição do autor, Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa na galeria da loja, inaugurada a 8 de Setembro.

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Escreveram o seguinte sobre o autor: Daniel Clowes num suplemento do Eightball #18 (Mar’97) intitulado “Modern Cartoonist” ironizava – penso eu, com os gringos nunca se sabe! – num texto sobre BD que de 15 em 15 anos há um novo fôlego na cena. Basicamente, é preciso que apareça uma nova geração que apreenda e aplique as revoluções realizadas pela geração anterior. Não haveria a “BD Alternativa” dos anos 90 se 15 anos antes não houvesse a “underground comix” e estes não existiriam sem a EC Comics e a revista Mad dos anos 50. Tudo bem, parece justo.

Na edição de 31 de Janeiro de 1973 do jornal &etcNuno Amorim (com uns 21 anitos), já trabalhava para o mundo editorial mais sofisticado em Portugal – as Edições Afrodite e a &etc – e num artigo sobre a sua pessoa admite a admiração por Moscoso. Mais tarde, numa situação tão rara como a de 1973 – ou seja, dar tempo de antena a um ilustrador – é entrevistado no livro Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite (Montag; 2016) e assume mais uma vez as suas influências dos anos 70 – Moebius e Caza, são os autores referidos.

Seja em 1973 seja 2016, os nomes dos autores que ele refere pouco importarão para o público. O estatuto marginal da BD permanece inalterado ao longo destas décadas todas e Amorim, como muitos outros artistas da sua geração e posteriores, “brincou” à BD. Publicou alguns trabalhos, principalmente na seminal revista Visão (1975-76) mas também alguns fanzines e nas publicações das míticas editoras acima já referidas. Como nunca houve uma estrutura económica de subsistência na BD em Portugal, ele parou de fazer BD e foi para outros poisos. Arquitecto de formação, foi director de arte em varias agências de publicidade internacionais em Lisboa, e posteriormente integrou os quadros da RTP, onde foi designer gráfico, realizador e responsável pelo departamento gráfico. Em 1991 foi co-fundador da produtora de cinema de animação Animais, onde é realizador e produtor de curtas metragens e séries de animação. Trabalhou e continua a trabalhar em imagem, área criativa pouco apreciada em Portugal. Um trabalho sujo mas que alguém tem de o fazer! 

A sua criação de BD ficou fechada na década de 70 com os pesos telúricos das influências da altura. Amorim e a malta da Visão tiveram quase todos o mesmo destino. Partiram para outra e foram esquecidos. Um caso ou outro voltou à BD, um ou outro ainda fizeram alguma obra em BD. Como profetizava Clowes, 15 anos depois aparecia uma nova geração de autores a baralhar as cartas – ligados aos zines e às revistas Lx Comics e Quadrado. Mas ao contrário que dizia Clowes, não parece que essa nova geração e as futuras tenham apreendido algo da anterior ou a tomado por base.

A verdade é que em Portugal apesar das suas inúmeras Bedetecas ou livros de História, os autores de BD não ligam ao passado. Empanturrados de hiper-realidade com tons de néon, mutações afrofuturistas, glitches cyberpunks, erotismo digital, risografia a brilhar pós-fluorescência, rocócós bling bling basta reeditar as BDs dos anos 70 como fiz com a antologia Revisão : Bandas Desenhadas dos anos 70 (Chili Com Carne; 2016) que lhes cai tudo em cima! Pá! Afinal os cotas já tinham feito cenas mamadas, meu! 

Se esta, tão apropriada, exposição na Mundo Fantasma se realizar com o título Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa, a Fita de Moebius completa-se. Se a Mundo Fantasma editar a BD inédita “Stoned” nas suas exemplares publicações impressas em Risografia então a Fita de Moebius, ironicamente, estreita-se. – Marcos Farrajota

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Monstra 2019

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Os olhos lisboetas não terão descanso durante 11 dias enquanto a Monstra, festival de cinema de animação, exibir centenas de filmes para todos os públicos possíveis…

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