Category Archives: cinema de animação

Ideia

Há poucos meses dizia o crítico Domingos Isabelinho que o maior artista de BD belga era Frans Masereel (1889-1972) – e não o Hergé adorado pelos pobres-diabos dos “bedófilos”. Masereel além de ter sido o criador naquilo que agora se chamam de “Romances Gráficos”, foi dos primeiros autores de BD artística. Por mais que traduzam o Tintin, felizmente a História repõe as verdades e ficamos a saber da iniciativa de reeditar e analisar o trabalho de Maserrel pela editora Martin de Halleux.

Sem querer também descobrirmos que o livro Idée (1920) de Maserrel foi adaptado para cinema de animação por Berthold Bartosch (1893-1968), cujo o filme homónimo, saído em 1933, é considerado o primeiro filme de animação artístico e que usa também pela primeira vez sons  electrónicos (as ondas Martenot) como banda sonora. É nestas alturas que se percebe bem o que é um Artista e o que é um homem de negócios, distinção impossível de fazer no meio da Bêdê…

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Filed under bd estrangeira, cinema de animação, referência

Filminhos em Novembro

A Zero em Comportamento continua a passar as suas sessões de cinema da crianças intituladas Filminhos Infantis à Solta pelo País pela Biblioteca dos Olivais. A próxima sessão está programada para HOJE, às 15h30, proporcionando deste modo uma oferta diferente não só à população local, mas também a todos de fora que pretendam usufruir deste maravilhoso espaço.

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Festa Mundial da Animação

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Em Portalegre, não sabiam?

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Ghost in the Shell – cartaz

Na quarta-feira dia 24, às 21h, na Biblioteca Orlando Ribeiro (Telheiras), terá lugar a quarta sessão do cicloFuturos do Passado”. Vamos passar uma obra-prima da animação japonesa: Ghost in the Shell (1995), de Mamoru Oshii. Thriller político, filme de acção e exploração sobre os limites da identidade, trata-se de um grande clássico da ficção científica cyberpunk sobre um futuro em que os humanos estão cada vez mais mecânicos e as máquinas cada vez mais humanas.

Como sempre, a sessão é gratuita e inclui uma apresentação no início e uma conversa com o público no final.

Apareçam e divulguem!

Ghost in the Shell

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Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa

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AMANHÃ, às 17h inaugura na galeria da Mundo Fantasma, uma exposição de Nuno Amorim. Mais tarde é mostrado no Passos Manuel uma sessão de exibição dos filmes de animação do autor.

Escreveram o seguinte sobre o autor: Daniel Clowes num suplemento do Eightball #18 (Mar’97) intitulado “Modern Cartoonist” ironizava – penso eu, com os gringos nunca se sabe! – num texto sobre BD que de 15 em 15 anos há um novo fôlego na cena. Basicamente, é preciso que apareça uma nova geração que apreenda e aplique as revoluções realizadas pela geração anterior. Não haveria a “BD Alternativa” dos anos 90 se 15 anos antes não houvesse a “underground comix” e estes não existiriam sem a EC Comics e a revista Mad dos anos 50. Tudo bem, parece justo.

Na edição de 31 de Janeiro de 1973 do jornal &etcNuno Amorim (com uns 21 anitos), já trabalhava para o mundo editorial mais sofisticado em Portugal – as Edições Afrodite e a &etc – e num artigo sobre a sua pessoa admite a admiração por Moscoso. Mais tarde, numa situação tão rara como a de 1973 – ou seja, dar tempo de antena a um ilustrador – é entrevistado no livro Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite (Montag; 2016) e assume mais uma vez as suas influências dos anos 70 – Moebius e Caza, são os autores referidos.

Seja em 1973 seja 2016, os nomes dos autores que ele refere pouco importarão para o público. O estatuto marginal da BD permanece inalterado ao longo destas décadas todas e Amorim, como muitos outros artistas da sua geração e posteriores, “brincou” à BD. Publicou alguns trabalhos, principalmente na seminal revista Visão (1975-76) mas também alguns fanzines e nas publicações das míticas editoras acima já referidas. Como nunca houve uma estrutura económica de subsistência na BD em Portugal, ele parou de fazer BD e foi para outros poisos. Arquitecto de formação, foi director de arte em varias agências de publicidade internacionais em Lisboa, e posteriormente integrou os quadros da RTP, onde foi designer gráfico, realizador e responsável pelo departamento gráfico. Em 1991 foi co-fundador da produtora de cinema de animação Animais, onde é realizador e produtor de curtas metragens e séries de animação. Trabalhou e continua a trabalhar em imagem, área criativa pouco apreciada em Portugal. Um trabalho sujo mas que alguém tem de o fazer! 

A sua criação de BD ficou fechada na década de 70 com os pesos telúricos das influências da altura. Amorim e a malta da Visão tiveram quase todos o mesmo destino. Partiram para outra e foram esquecidos. Um caso ou outro voltou à BD, um ou outro ainda fizeram alguma obra em BD. Como profetizava Clowes, 15 anos depois aparecia uma nova geração de autores a baralhar as cartas – ligados aos zines e às revistas Lx Comics e Quadrado. Mas ao contrário que dizia Clowes, não parece que essa nova geração e as futuras tenham apreendido algo da anterior ou a tomado por base.

A verdade é que em Portugal apesar das suas inúmeras Bedetecas ou livros de História, os autores de BD não ligam ao passado. Empanturrados de hiper-realidade com tons de néon, mutações afrofuturistas, glitches cyberpunks, erotismo digital, risografia a brilhar pós-fluorescência, rocócós bling bling basta reeditar as BDs dos anos 70 como fiz com a antologia Revisão : Bandas Desenhadas dos anos 70 (Chili Com Carne; 2016) que lhes cai tudo em cima! Pá! Afinal os cotas já tinham feito cenas mamadas, meu! 

Se esta, tão apropriada, exposição na Mundo Fantasma se realizar com o títuloDos anos 70 à actualidade e Vice-Versa, a Fita de Moebius completa-se. Se a Mundo Fantasma editar a BD inédita “Stoned” nas suas exemplares publicações impressas em Risografia então a Fita de Moebius, ironicamente, estreita-se. – Marcos Farrajota

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Homenagem a Artur Correia

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Amanhã, haverá em Moura uma sessão de homenagem a Artur Correia recentemente falecidoJá fazendo parte dessa homenagem, foi inaugurada a 15 de Abril uma exposição com pranchas originais e reproduções de obras de BD na edição do corrente ano de 2018 da Feira do Livro de Moura. Nessa exposição estão incluídas imagens inéditas de adaptações à banda desenhada dos poemas populares Donzela Que Vai à Guerra e A Nau Catrineta, que acabam de ser publicadas no nº10 do fanzine Cadernos Moura BD com distribuição marcada para o dia da homenagem, Sábado, pelas 16h30.

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Monstrinha pronta para marcações

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+ infos aqui

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