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Retratos no 25 de Abril

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Sai oficialmente no 25 de Abril na It’s a Book o livro Retratos de André Ruivo, co-editado pela MMMNNNRRRG e The Inspector Cheese Adventures que é uma publicação A3, sem informação na capa quanto ao título ou ao autor, que promete criar incómodo entre os livreiros menos dados a formatos não normalizados. Sem ironia, o formato cumpre aquele que parece ser o desígnio principal deste livro, o de colocar o leitor frente a frente com uma galeria de personagens que perscrutam e se deixam perscrutar, uma espécie de janela para os rostos de outros que acaba por transformar-se em espelho da nossa vontade de conhecer quem nos vê e, nesse gesto, de nos conhecermos um pouco a nós. Se todos somos muitos e diferentes eus ao longo da vida (ao longo de um dia?), estes Retratos são um desfile de rostos que tanto podem ser galeria como reflexos múltiplos de uma só identidade.

Há 300 exemplares apenas, muitos já foram à vida! Esperemos que venha parar um à Bedeteca de Lisboa!

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Caleidoscópio + Dedo

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Exposição de João Fazenda na Abysmo.

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E Dedo Mau na Mundo Fantasma que não pára!

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Pão e Rosas

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Chegou à Bedeteca de Lisboa o primeiro número (existe um número zero!) de Bread and Roses, jornal gráfico de intervenção social dirigido pela Silent Army da Austrália. Ou seja, deve ter chegado pelas mãos do autor Michael Fikaris… Com mais textos do que ilustrações (verdadeiros cartazes políticos!) do que o número anterior, é uma publicação que tem sumo (natural) que os jornais Mapa ou Batalha poderiam seguir…

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22º Prémio Nacional de Ilustração

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O concurso para o Prémio Nacional de Ilustração está aberto até 30 de Abril.

O ano passado o prémio foi atribuído a Fátima Afonso com o livro Sonho com asas (imagem), editado em 2016 pela KalandrakaAs duas menções especiais foram atribuídas a Catarina Sobral, pela ilustração da obra Tão, tão grande, com texto da própria, dada à estampa pela Orfeu Negro, e a Tiago Albuquerque e Nádia Albuquerque, pelo trabalho realizado em Sou o lince ibérico, que tem texto de Maria João Freitas e foi editado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda.

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Senhora na Bedeteca

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Bem sabemos que estamos a usar um “gif” animado do lançamento que já ocorreu no passado mês de Fevereiro de Monotipias, livro de Martina Manyà… Só que gostamos do efeito! Isto para indicar que as Edições Senhora do Monte devem ter passado pela Bedeteca de Lisboa e deixaram este belo livro. O Monotipias é uma história de gestos e variações que se reproduzem e se transformam. Pode também ser a história altamente colorida de umas manchas (…). Também devem ter deixado Paisagens, o livro de desenhos de Xavier Almeida, lançado em Dezembro de 2015, que revela um universo pouco conhecido do trabalho do Xavier. Durante cerca de meio ano, explorou um tema maior da história de arte: a paisagem, fazendo uso das ferramentas básicas do desenho, o lápis, a tinta de china, a caneta. Numa aproximação livre, um tanto mais abstracta que figurativa, usou o pretexto da paisagem para desenhar, só desenhar. A sequência é muda e convida-nos à contemplação.

284E mais importante, deixaram um documento fotocopiado de Scottsboro, Alabama: A Story in Linoleum Cuts, de Lin Shi Khan e Tony Perez. Trata-se de mais um exemplo de como a BD norte-americana podia ter tomado outro rumo artístico caso não fosse inundada pelo lixo dos super-heróis. Produzido em 1935 no esforço de libertação de nove rapazes negros, falsamente culpados de violarem duas mulheres (brancas) e colocados no “Corredor da Morte”. BD dividida em três partes, uma sobre condição dos negros na América do Norte, outra sobre o caso Scottsboro e a última é uma chamada revolucionária – a publicação é apoiada pelo Partido Comunista dos EUA.

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Os Sonhos de Helena

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Inaugura amanhã às 18h, no Museu da Farmáciaexposição Os Sonhos de Helena, que apresenta um conjunto de ilustrações baseadas nos textos do livro do escritor uruguaio Eduardo Galeano e ainda alguns objetos figurativos – esculturas de resina e madeira – também da autoria de Isidro Ferrer.

Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Ilustrarte e a Área Cultural da Associação Nacional das Farmácias. A curadoria é de Eduardo Filipe e Ju Godinho (Ilustrarte) e o projecto expositivo dos arquitectos Pedro Cabrito e Isabel Diniz.

Isidro Ferrer, ilustrador e designer, é considerado um dos mais geniais e influentes ilustradores contemporâneos. Algumas das criações de maior visibilidade deste madrileno nascido em 1963 incluem ilustrações para o diário El País, separadores de continuidade para o Canal Plus, a imagem gráfica do centenário de Luis Buñuel ou o anúncio televisivo para o New Beetle da Volkswagen. Cabe-lhe também a concepção da imagem gráfica desta exposição. 

Às 19h acontece a conferência Al pan, pan, y al vino, pan por Isidro Ferrer. Entrada livre para todas as actividades – as farmácias devem-nos isso, pelo menos…

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Comic Cala-te

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Geraldes Lino disseca o fanzine Comic Cala-te aqui. Mais do que pensar sobre a qualidade dos conteúdos, o que interessa é o modus operandi da edição, ou como é que se organizava um fanzine colectivo nos anos 90.

Infelizmente a Bedeteca de Lisboa não tem este título no seu acervo mas recebeu o primeiro número da Zine Opiarte, datado de Outubro de 2917, feito por alunos das Belas Artes de Lisboa, que poderiam aprender muita coisa com os da Associação de Estudantes da Secundária que fizeram o Comic Cala-te.

É impossível não achar que de 1990 para 2017, o mundo se transformou em “Peter Pan”. Não que o “CC” não seja juvenil e amador, claro que é isso tudo, mas topamos-lhe mais energia e subversão nas suas páginas enquanto que esta Opiarte vindo do meio universitário, com mais participantes, melhores recursos materiais e em teoria com mais informação e conhecimento (será?) no máximo diz isto: Não nos queriam a fazer bonecos, por isso fizemos esta zine [sic]. É amador, preguiçoso e insipiente. É inexplicável até porque nos cursos das Belas Artes encontramos referências a BD ou pelo menos a Ilustração. Então o que se passa aqui? Curso mal escolhido por parte dos alunos? Mesmo assim, o que interessa o que uma escola reprime ou estimule nos seus alunos!? Existe muito mais antes e depois das portas de qualquer Universidade.

Há uma ilustração no zine, uma bruxa “sexy” a fumar um cigarro [ao lado está um “pin-up” de um “Conan”], que diz Eu só gosto de mim, sabes? Talvez isto explique esta geração de alunos ou de uma cultura vigente.

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