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Bio

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Ala dos Livros é a nova editora no mercado português, esperemos que não dê tangas como esta (a edição do GITS pareceu-nos um bocado fraca para tanto alarido, enfim…).

Dizem: Santiago Garcia e David Rubin uniram os seus talentos para recriar o mito de Beowulf, o qual, inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos e se tornou um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores de J.R.R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras Beowulf, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e Rubín nos propõem, segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos seus versos através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

A edição é lançada no não-evento Comic Con com a presença de Rubin.

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Re-Falo-Barato

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Inesperada a reedição de Zé Inocêncio : As aventuras extra ordinárias dum Falo Barato de Nuno Saraiva. Álbum editado originalmente em 1997 pela BaleiAzul e Bedeteca de Lisboa, na colecção Bedeteca – uma colecção dedicada à recuperação de BD portuguesa publicada em periódicos, tendo publicado várias obras importantes como as de Relvas, Cottinelli Telmo, Ana Cortesão, Fernando Bento, Sérgio Luís e Luís Félix.

Uma reedição em Portugal é raro, estando esta iniciativa a cargo da Procyon uma jovem e ilustrada editora dedicada aos jovens e aos nem tanto jovens! Seja lá o que isso quer dizer… Chegou um exemplar à Bedeteca deste álbum lançado em Dezembro do ano passado na Tasca Mastai.

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Bruta No More (actualização)

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MMMNNNRRRG vai acabar… em 2020! Parece uma piada de mau gosto mas sendo uma editora tão fora-do-baralho – já agora, lançaram mais um objecto d’AcontorcionistA, um Baralho de cartas (imagem) – é normal que também goze com as falências e finais das editoras. Dizem que estão fartos que ninguém consiga pronunciar o nome da editora (LOL), que o mundo vai acabar (!) e que estão enojados com o mercado de BD (mais do que nós!?) por isso fazem fade out até 2020 prometendo até lá editar mais umas k7s, livros de BD finlandesa e um Subsídios

Fundada por Marcos Farrajota em 2000 e dirigida com Joana Pires desde 2010, a MMMNNNRRRG publica “Art Brut Comix” de artistas de BD “outsider” de toda a parte do planeta: Portugal, EUA, Reino Unido, Croácia, Finlândia, Sérvia, Roménia, Holanda, África do Sul, Bélgica, Grécia, Rússia e Suécia. Tendo a primazia o livro em offset tal não impediu de inaugurar o boom dos “graphzines” em serigrafia em Portugal e experimentado outros formatos menos convencionais. Desde 2015 que lança k7’s de “música inesperada” – Black Taiga, Melanie is Demented, Traumático Desmame, BLEID – com as embalagens mais saudáveis do planeta. Trabalharam com algumas instituições como a Escola Ar.Co. (num projecto que incluía Ana Hatherly, António Poppe,…) ou o Cinanima, receberam o prémio TITAN em 2010 com Já não há maçãs no Paraíso de Max Tilmann; no 10º aniversário fez uma grande festa de dois dias nos Maus Hábitos com bandas ao vivo como Claiana e Ghuna X, entre outros, em 2011, cinco dos autores que publicaram (Janus, André Lemos, Pepedelrey, João Maio Pinto e Tiago Manuel) tinham trabalhos expostos na exposição Tinta nos Nervos no Museu-Colecção Berardo; Caminhando Com Samuel de Tommi Musturi foi seleccionado para o livro de referência 1001 Comics You Must Read Before You Die de Paul Gravett; em 2014 W.C. de Marriette Tosel foi seleccionado para um concurso da Society of Illustrators de Nova Iorque; em 2016, Anton Kannemeyer participou na polémica conferência da Fundação Gulbenkian Foundation e ganhou o Prémio Nacional de Melhor Álbum de autor Estrangeiro com Papá em África na Amadora BD.

PS – Entretanto chegou à Bedeteca de Lisboa o dito Baralho que é bem bonito, e pró menino e prá menina, e o que estiver entre ou fora…

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Máquinas

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No Sábado, às 16h, é lançado na loja da Kingpin Books o livro The Ghost In The Shell de Shirow Masamune. O evento irá contar com a presença do editor Júlio Moreno e do tradutor André Oliveira.

A JBC, editora especializada em manga no Brasil, chega agora a Portugal. Acumulando uma experiência de 25 anos no mercado da cultura japonesa, a Editora JBC faz parte do JBGroup, um grupo de comunicação que nasceu no Japão em 1992 e, desde 2001, publica manga no Brasil. Actualmente, a JBC imprime no Brasil  dez novos títulos de banda desenhada japonesa por mês, atingindo o número de 1 milhão de exemplares por ano. A partir de agora, inicia-se uma nova produção idealizada especialmente para Portugal, com mangas produzidos e adaptados 100% em território português.

The Ghost in the Shell, da autoria de de Masamune Shirow, é o primeiro título da JBC Portugal, (…) Inédita em Portugal, a nova versão tem acabamento de luxo, seguindo o mesmo padrão da versão brasileira, a primeira no mundo a usar os ficheiros remasterizados pelo próprio autor. O mesmo material foi utilizado para esta versão portuguesa. A sobrecapa foi impressa com duas cores extras, usando no total seis cores na sua composição. Tem ainda um formato especial (17x24cm – bastante maior que o manga tradicional japonês), além do papel Lux Cream nas páginas internas. São 352 páginas, sendo que destas 62 são coloridas, tratando-se, portanto, de uma verdadeira edição de coleccionador.

(…) Publicada originalmente no Japão entre 1989 e 1991, The Ghost in the Shell é uma das obras mais com mais impacto entre os mangas de ficção científica, tendo influenciado directamente muitas obras posteriores, inclusivamente o filme norte-americano Matrix. O manga aborda, quase “filosoficamente”, a Inteligência Artificial, tema absolutamente actual.

Em 1995, o renomado [sic] realizador japonês Mamoru Oshii transportou para os ecrãs de cinema o universo idealizado por Masamune Shirow para a banda desenhada, tornando-se o anime um dos maiores fenómenos de culto de todos os tempos. (…) No ano passado, foi adaptado em Hollywood, com a actriz Scarlett Johansson (…) na pele da Major Kusanagi.

Apesar de ser uma obra única, no começo dos anos 2000, Masamune Shirow regressou ao universo da Major Kusanagi nos mangas. Foi publicado The Ghost in the Shell 2.0 e, posteriormente, a versão 1.5 da sua obra original de 1989. Estas duas bandas desenhadas estão nos planos da JBC Portugal para serem publicadas no nosso país.

Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980, como o manga Akira e o filme Blade Runner – Perigo Iminente, o cenário escolhido por Masamune Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, em que a alta tecnologia se mescla com uma sociedade decadente e desigual. É neste universo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi é a principal agente da Secção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko é uma ciborgue altamente treinada, que tem como missão desvendar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches. Durante a caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere no argumento questões existencialistas, ponderando inclusivamente se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de facto, um ser vivo. E foi exactamente essa mistura de ficção científica, acção e temas filosóficos que fizeram do manga The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória. Ao ponto de que talvez vá para a Bedeteca Ideal?

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Edit Mex Micro-Cuentos

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A Bedeteca de Lisboa irá colaborar com a edição deste ano da Edit – Feira de Edições de Lisboa trazendo um autor e investigador norte-americano de BD. Seguindo a linha de visitas anuais, inesperadas a Lisboa, do sérvio Vladimir Palibrik, o colombiano Daniel Jiménez Quiroz e o romeno Matei Branea, desta vez a Bedeteca sai das suas portas para apresentar o norte-americano Christopher Sperandiona Galeria Monumental, dia 7 de Julho, às 16h.

Sperandio é professor de Arte na Universidade de Rice em Houston (Texas, EUA) e o seu trabalho colaborativo mapeia várias margens entre a cultura de massas e de museu, tomando várias formas como BD (publicou pela Fantagraphics), jogos, esculturas temporárias, instalações pintadas, TV ou medias digitais.

Na Edit, irá dar uma pequena conferência sobre uma exposição itinerante, organizada por si, intitulada Between Love and Madness: Mexican Comic Art from the 1970s / Entre o Amor e a Loucura: BD Mexicana dos anos 70.

Sobre este tema: Antes da homogeneização da Aldeia Global, a cultura popular tinha uma variedade de formas em cada país. No principio dos anos 60 até meados dos anos 70, a BD no México era particularmente idiossincrática. Os “Micro-cuentos”, eram livrinhos de bolso, que publicavam histórias de géneros populares mas também continham críticas políticas subtis. Há uma estimativa que cada mês eram impressas 56 milhões de revistas e que a população do México era de 65 milhões de pessoas!

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It’s only Rock’n’Roll but I like it…

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Gato Mariano e o seu criador Tiago da Bernarda

Este fim-de-semana é bom para quem é do Sul! Sábado para quem está em Setúbal pode apanhar com uma conversa sobre BD e Rock com dois autores portugueses que se dedicam a estes temas: Marcos Farrajota e Tiago da Bernarda. Será na Casa da Cultura de Setúbal que irão apresentar os seus livros Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology e O Gato Mariano: Críticas Felinas (2014-2018), respectivamente – embora o do Gato Mariano ainda não esteja pronto.

Domingo, dia de depressão e tédio, eis uma nova edição da Feira Morta desta vez na Escola Ar.co. Sempre é melhor do que ir à igreja ou à praia!

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Oh não, a Novela Gráfica…

guardioes_louvre_capaAquilo poderia ser uma motivo de alegria, actualmente é apenas desconfiança pura. Começa hoje a quarta série da Colecção Novela Gráfica da Levoir, distribuída nos próximos meses no jornal Público.

Se a primeira série foi motivo de alegria para um mercado nacional estagnado e que durante décadas não queria saber de Romances Gráficos, dada às escolhas manhosas das últimas séries, o que se espera desta nova?

Começa bem? Sim, com o Jiro Taniguchi, um autor japonês que poderá ser intocável no que diz respeito a Qualidade mas é preciso ver que Os Guardiões do Louvre (imagem) é um trabalho de encomenda do museu francês, logo suspeitamos que poderá ser um trabalho menos pessoal deste autor. Há também um Tardi. O resto são “espanholadas” (portugueses nada e ainda bem, sabe-se lá que foleirada os editores poderiam escolher!) e muitos dos livros são adaptações literárias – I wonder why? Pelo menos não há desta vez “Batman Dogs”…

Como o orçamento não dá para tudo, vamos esperar um ano até que apareçam os livros na Bedeteca de Lisboa, afinal de contas, temos de meter os miúdos na Universidade…

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