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Mutantes

akira1-jbcAkira de Katsuhiro Otomo vai ser reeditada em Portugal pela empresa brasileira JBC Portugal – a mesma que este ano editou The Ghost in the Shell. Esta edição irá respeitar a leitura oriental e será a preto e branco – ao contrário da edição da Meribérica/Liber.

Obra fundamental da banda desenhada japonesa (Manga) criada por Katsuhiro Otomo (1958, Japão) e que impulsionou a curiosidade, o culto e por fim a popularização da bd japonesa em todo mundo.
Akira desenrola-se num cenário de destruição pós apocalíptico em Neo Tóquio no ano de 2030, após a III Guerra Mundial, em que gangues violentos compostos por adolescentes enfrentam a polícia, os quais tentam por sua vez manter em segredo diversas experiências governamentais com crianças possuidoras de poderes divinos ou sobrenaturais.

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal

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Raia 3 ESTE fim-de-semana

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Escusado dizer que é o maior evento de edição independente. Haverão novidades editoriais entre elas destacamos Sírio (Chili Com Carne) de Martín López Lam (autor peruano residente em Espanha, vencedor do importante Prémio Salamandra deste ano, que já visitou Lisboa em várias ocasiões e estará cá para o lançamento), Mucomorphia #4 de Filipe FelizardoSTRATEGIES AGAINST DEMOCRATIC DESIGN do italiano Alessio Sabatini (também presente) e Reconstrução dos Despojos (Edições do Tédio) de Ruca Bourbon,… Be there or be square!

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Deuses & Neuras

 

 

Duas novidades com interesse:

  • Neuro Habitat de Miguel Ángel Martín, pela Escorpião Azul, em que o autor conta-nos história de um rapaz sem nome que nos vai acompanhando num quotidiano de isolamento radical, fechado no seu apartamento tendo como única companhia uma anaconda e um cão robotizado. O bisturi de Martín fala com extrema precisão na paranóia contemporânea. No começo parece não fazer mal, mas aos poucos vamos sorrindo com a sua ironia cruel, deixando a sua marca. A história deste livro não é real nem fantástica, é a história do vosso vizinho, ou talvez a sua.
  • Deuses Americanos de Neil Gaiman (a), P. Craig Russel e Scott Hampton (d) pela Saída de Emergência que assim publica a adaptação como novela gráfica do romance multi-premiado (…). Diz a sinopse: Shadow Moon sai da prisão e descobre que a sua mulher morreu. Derrotado, falido e sem saber para onde ir, conhece o misterioso Sr. Wednesday, que o emprega como guarda-costas, empurrando Shadow para um mundo mortífero onde fantasmas do passado regressam da morte e onde uma guerra entre deuses está iminente. 

Esta última obra foi seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Feira Gráfica

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Vai acontecer a primeira edição da Feira Gráfica – Lisboa / Mercado de edições entre 27 e 28 de Outubro, no Mercado de Santa Clara, à Feira da Ladra, entre as 12h e as 20h.

Com organização de Emanuel Cameira (Postas de Pescada), Filipa Valladares (STET – livros & fotografias), Gonçalo Duarte (Oficina Loba) e Xavier Almeida (Estrela Decadente), trata-se de um evento que procura juntar no espaço do Mercado de Santa Clara, em Lisboa, várias iniciativas micro-editoriais, de diferentes pontos do país, ligadas ao livro (de literatura, ilustração, fotografia) mas também a outros universos de criatividade contemporânea constituídos por revistas/jornais culturais e/ ou publicações de autor como as fanzines ou impressões de diverso tipo (em serigrafia, gravura, risografia, etc.). Além da venda propriamente dita de publicações, a Feira contará também com um programa de lançamentos e conversas (em torno de temas ligados à prática da edição, na actualidade), incluindo ainda dois concertos.

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Quinta da Adaptação

 

 

O mercado de BD em Portugal não pára. São inúmeros os lançamentos que aparecem sobretudo quando há os dois principais festivais de BD – Beja e Amadora. Talvez as editoras o façam nestes momentos porque o público fica tão excitado que compra tudo sem perceber das tretas, como as medíocres antologias do The Lisbon Studio ou o nostálgico Espião Acácio. Não havendo crítica em Portugal, ou melhor, a pouca que há (no Jornal de Letras, Expresso ou no blogue Ler BD) é sempre conivente e simpática com a miséria editorial, torna-se extremamente difícil perceber o que vale a pena gastar dinheiro e, ainda mais valioso, tempo para ler os livros que vão saindo. Não queremos dizer que estes dois livros sejam perda de “dinheiro = tempo” mas quer a Devir quer a G.Floy não deram provas absolutas de coerência editorial que façam delas uma referência para adquirir os seus livros de olhos fechados.

A primeira talvez mereça realmente mais respeito porque só se enterrou uma vez mesmo a sério com um péssimo Diário de Anne Frank – de resto tem publicado “novos clássicos” ocidentais como o Do Inferno como os mestres japoneses na colecção Tsuru. Sabemos que o italiano Manuele Fior sofre de boa reputação mas isso não quer dizer nada nos dias da web.2? E os prémios? Esqueçam, basta lembrar a pobreza dos premiados da última colecção Novela Gráfica, por exemplo. Realmente Cinco Mil Quilómetros por Segundo parece delicioso graficamente. Diz a sinopse: Uma história sobre três jovens, Piero, Lucia e Nicola, ilustrada com tons quentes e frios, cores quer vibrantes quer sombrias, cuja alternância traduz as distâncias entre os personagens que habitam este livro: os 5000 Quilómetros que os separam, num espaço e tempo de fugas e reencontros, apenas sugerido. Somos surpreendidos com toda esta luz que nos inunda o olhar e se reflecte no prazer de seguir uma narrativa expressionista, ou apenas contemplar as belas aguarelas…

O catálogo da G.Floy há BDs para “mini-trumps”, muitos fantasminhas e naves espaciais. O Astrágalo foi uma excepção. Era bem escrito, claro! O texto original era de Albertine Sarrazin! Será o caso de Afirma Pereira, a adaptação de Pierre-Henry Gomont do romance de Antonio Tabucchi? Diz a sinopse: Obra emblemática sobre a resistência contra o totalitarismo e a censura, Afirma Pereira conta a progressiva tomada de consciência de um homem dos anos 1930 contra a ditadura que se vai erguendo no seu país, aqui contada numa adaptação gráfica profunda, imbuída de uma notável expressividade e dinamismo no seu desenho. (…) Afirma Pereira, de Antonio Tabucchi, é um dos mais belos romances do escritor italiano, que era quase um português por adopção e por paixão pelo nosso país. E é também um dos mais interessantes e complexos romances para adaptar a banda desenhada: o artista francês Pierre-Henry Gomont aceitou o desafio lançado pela sua editora, a Sarbacane, e produziu um dos mais belos e mais premiados livros de BD de 2016 (…)

Não parece haver razões para grandes pressas mas curiosamente já houve ofertas anónimas de ambos livros, que chegaram hoje – a famosa Quinta-Feira das Novidades da Bedeteca de Lisboa – e a resposta é “nim” para os dois. O Afirma está bem escrito e tem soluções gráficas interessantes mas não gostamos o facto de ter feito Lisboa (mais uma vez) um postal turístico ignorando as misérias da cidade. Depois resta a questão de que são poucos os autores de BD que escrevem um bom texto – o que dá que pensar que o livro original será sempre melhor que uma adaptação – como é o caso do “5 mil”, cheio de beleza gráfica mas com personagens que tem a espessura de uma folha de papel (100 gramas?) e um enredo que não passa de mais uma história pueril de Amor para deixar burgueses emocionados, mai’nada!

O Afirma foi seleccionado prá Bedeteca Ideal.

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A Laica já é caso de estudo…

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Necromancia no Milhões

necro2018

Cartaz de Ana Caspão

Mais uma vez a Chili Com Carne organiza um mercado de edição independente no Milhões de Festa, o festival de Rock de Verão mais “cool” do/a _________ (preencher, sff) nos dias 6 a 9 de Setembro. Desta vez vai acompanhada pela Lovers & Lollypops, MMMNNNRRRG, revista Prego (Brasil), Sarna (uma nova associação) e os artistas Rui MouraXavier Almeida – criador de zines de BD dedicados ao evento.

Parece que a MMMNNNRRRG lançará no evento os seus novos livros de BD finlandesa… Um do Tommi Musturi (ui! o que virá praí) e outro de Benjamin Bergman!

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