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Filminhos em Setembro

A Zero em Comportamento continua a passar as suas sessões de cinema da crianças intituladas Filminhos Infantis à Solta pelo País pela Biblioteca dos Olivais. A quinta sessão está programada para 22 de Setembro, Sábado, às 14h45, proporcionando deste modo uma oferta diferente não só à população local, mas também a todos de fora que pretendam usufruir deste maravilhoso espaço.

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Qual a diferença entre um bófia e um cão?

4d887438662c4e7bb19b5a122d1414a9Nenhuma!

Ambos são sujos, obedientes e guardam a propriedade de outros. Esta BD mostra isso muito bem quando um polícia e um cão tornam-se num só corpo. Chegou à Bedeteca de Lisboa a nova série de BD infantil de Dav Pilkey (o criador do Capitão Cuecas!): o Homem-Cãoherói que é metade cão, metade homem, que tem um grande faro para o crime! Livro bem fixe para putos sub-10 anos, além de ser divertido é lúdico e afasta a criançada do Capitalismo Disney. Chegou inclusive o segundo volume, ena!

Infelizmente, esta série faz parte da “Cultura do Bófia” que Hakim Bey nos avisou dos seus malefícios – ignorado pelo palhaço do Nuno Markl. E pior ainda, os gatos nesta BD são os vilões! Buuu!

A Bedeteca Ideal fica-se pelo Bonk & Cronk, do mesmo autor e onde ele usa as mesmas manhas narrativas e gráficas. E faz a Bedeteca Ideal muito bem!

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Leve

 

No ano passado, no Festival de Beja, anunciamos que sairiam dois livros que poderiam ser interessantes mas que tínhamos bastantes dúvidas da sua qualidade. Em comum entre eles está o selo G.Floy, que pela primeira vez aposta em BD nacional com Cidades, em parceria com a ComicHeart. Trata-se de uma antologia de histórias de membros do The Lisbon Studio, um colectivo de criadores que partilham um espaço comum e agrega conhecidos autores nacionais. Os autores são Dileydi Florez, Filipe Andrade, Gonçalo Duarte, Joana Afonso, João Tércio, Marta Teives, Pedro Vieira de Moura e Ricardo Cabral. Ou seja autores que tanto roçam o trabalho artístico como o trabalho de encomenda, daí a dúvida da qualidade do conteúdo, e realmente os resultados são medíocres tirando a BD de Gonçalo Duarte mais dado à experimentação gráfica e experiência boémia urbana. O resto são um “powerpoint” de lugares-comuns em que ainda se safam Andrade e Cabral pela espectacularidade visual – mas para isso, como bem se sabe, há todos os anos em todas as cidades espectáculos de fogo-de-artifício de Ano Novo.

A Leoa: Um Retrato Gráfico de Karen Blixen é uma biografia ”reinterpretada” da célebre autora dinamarquesa do século XX que nos deixou obras como África Minha ou A Festa de Babete. A autoria da banda desenhada é de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg, os autores de O Astrágalo.

A vida (ou as vidas) da Baronesa Karen Blixen desfila à nossa frente neste álbum. Desde uma infância com um pai adorado mas muito ausente, um aventureiro nunca satisfeito, e com uma mãe encerrada na mentalidade conservadora da Dinamarca do final do século XIX, até uma aventura desesperada para escapar a um destino que lhe tinha sido traçado, burguês e aborrecido: aceita casar com o Barão Bror Blixen, e tomar as rédeas de uma plantação de café no Quénia… onde descobrirá uma paixão louca, o seu grande amor africano… até ao seu regresso à Dinamarca e à sua coroação como autora literária famosa.

Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg trabalham juntos há alguns anos, em adaptações à banda desenhada de livros vários, e em projectos próprios. Anne-Caroline Pandolfo é ilustradora e argumentista; um encontro fortuito com produtores de filmes leva-a a realizar duas curtas-metragens animadas para crianças, e isso vai encorajá-la a continuar esse trabalho criativo na banda desenhada. Terkel Risbjerg é um artista dinamarquês que estudou cinema e filosofia em Copenhaga, e acabou por se fixar em França, onde trabalhou alguns anos em animação, tendo trabalhado nomeadamente em O Gato do Rabino e na série Yakari. Juntos, assinaram já cinco romances gráficos: O Astrágalo (já editado pela G.Floy), bem como Mine: Une Vie de Chat, Le Roi des Scarabées, e mais recentemente Perceval, adaptação do Romance de Perceval e este A Leoa.

Pandolfo e Risbjerg, se ficamos em dúvida se seriam capazes de fazer algo de jeito (O Astrálago era uma boa BD pelo texto literário de Albertine Sarrazin ou se pelo talento e técnica dos autores?), percebemos que sabem o que fazem mas não tiveram nenhum risco artístico. É uma biografia que é um produto comercial para “todo público”, ou seja, “bedófilo”, simpático, institucional, assexuado e fácil de esquecer. Ainda assim mereceu entrar na selecção da Bedeteca Ideal.

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Bio

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Ala dos Livros é a nova editora no mercado português, esperemos que não dê tangas como esta (a edição do GITS pareceu-nos um bocado fraca para tanto alarido, enfim…).

Dizem: Santiago Garcia e David Rubin uniram os seus talentos para recriar o mito de Beowulf, o qual, inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos e se tornou um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores de J.R.R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras Beowulf, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e Rubín nos propõem, segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos seus versos através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

A edição é lançada no não-evento Comic Con com a presença de Rubin.

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Estrelas de Lata

b9dee0f926da420b98f8bc71c592b5efEis uma série de ficção científica fixe para os putos se entreterem nas férias: Descender de Jeff Lemire (a) e Dustin Nguyen (d).

Diz a sinopse: Dez anos depois de uma súbita invasão de robots do tamanho de planetas, os Colectores, ter devastado a galáxia, um jovem andróide chamado Tim-21 acorda para descobrir que todos os robots foram proibidos e colocados fora-da-lei. Mas Tim talvez esconda os segredos dos Colectores no seu ADN mecânico, o que o torna o alvo mais procurado de todo o Universo.

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Filosofia para todos

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Continuam a aparecer mais livros que deveriam ir para a Bedeteca Ideal mas para onde? Que categoria? Esta é que é actual dor de cabeça porque não se esperava que houvesse este reinvestimento na BD pedagógica… Temos de pensar nisto! Até lá fiquem a saber destas novidades da Gradiva:

Introdução à Filosofia em Banda Desenhada: com o interessante e divertido Heráclito como nosso guia, viajamos pelo rio tortuoso da Filosofia, descobrindo pensadores influentes de quase três milénios do pensamento ocidental e testemunhando grandes debates sobre tudo, da ética ao conceito do eu e à natureza da realidade. Combinando a arte lúdica de Kevin Cannon e a prosa instrutiva e bem-humorada de Michael F. Patton, este livro coloca a diversão ao serviço da busca de verdades fundamentais. Uma obra de leitura simples e clara, com a qual se aprende. Um excelente recurso tanto para estudantes como para os leitores em geral. 

hereges-kfr

Hereges! Os Assombrosos (e Perigosos) Primórdios da Filosofia Moderna Esta narrativa gráfica divertida e esclarecedora conta a empolgante história dos pensadores do século XVII que desafiaram a autoridade – às vezes arriscando a exclusão, prisão e até a morte – para estabelecer as bases da filosofia e da ciência modernas e ajudar a inaugurar um novo mundo. Com diálogos magistrais e ilustrações sugestivas, Hereges! proporciona uma introdução única ao nascimento do pensamento moderno em banda desenhada – inteligente, elegante e muitas vezes divertida. (…) Steven Nadler é doutorado pela Universidade de Columbia, Washington, professor de Filosofia e membro da Faculdade de Estudos Judaicos, assim como director do seu Centro de Humanidade. Especializado em Filosofia Moderna (século XVII), Metafísica e Filosofia Hebraica, é autor de vários livros editados pelas principais casas editoras universitárias (Oxford, Cambridge, Princeton, etc.) assim como pelas principais casas editoras norte-americanas. (…) E já agora, o Ben é o filho dele…

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It’s educational

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De formato reduzido mas com muito conteúdo, a Gradiva lança de uma assentada Os Direitos do Homem – Uma Ideologia Moderna de François De Smet (a) e Thierry Bouüaert (d) e O Universo : Criatividade Cósmica e Artística com Hubert Reeves (a) e Daniel Casanave (d), que já se encontram na Bedeteca de Lisboa.

No último caso, dizem: com o talento de divulgador que já conhecemos, Hubert Reeves explica, com remissões hábeis para a criatividade humana que a Ciência revela, o que hoje sabemos acerca da criação do Universo. Com palavras e ideias simples, Hubert Reeves consegue que compreendamos o infinitamente complexo, desvendando conceitos e factos que assim ficam ao alcance de todos. E sobre o primeiro: Em 1948, na sequência da guerra e da descoberta do horror da Shoah, um comité propôs-se redigir a primeira Declaração dos Direitos do Homem de alcance universal. Esse acontecimento dará lugar a um diálogo e, nalguns casos, a uma confrontação transformadores entre várias visões e sistemas políticos do mundo. Neste livro conta-se a história da equipa que lançou no papel um sonho comum: um mundo no qual o Homem não voltasse a ser lobo do Homem…

Bom, bom era que a Gradiva voltasse a publicar os livros do Gonick

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