Category Archives: obituário

Monkey Punch (1937-2019)

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Faleceu na Quinta-Feira passada Kazuhiko Katou (aka de Monkey Punch) criador de Rupan Sansei / Lupin III (em 1967) que foi publicado de forma muito estranha em Portugal… Saíram dois volumes grossos sob a chancela Mangaline (tal como uma empresa em Espanha) mas bastante mal impressos. Tanto apareceram no mercado (há quem diga que nem apareceram!) como desapareceram logo a seguir… Alguma ideia deste fiasco editorial?

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Leslie Sternbergh (1960-2019)

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Faleceu na Quarta-Feira passada, uma das muitas (ignoradas) autoras do “underground comix” Leslie Sternbergh. que publicou nas revistas Twisted Sisters, The Comics Journal, Cherry, Juxtapoz, Mad, Vogue, Weirdo… Na Bedeteca de Lisboa encontramos uma BD sua na antologia The Big Book of Thugs.

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Cid (1941-2019)

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Faleceu hoje, em Lisboa, Augusto Cid.

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#lisbonisshit

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E adivinhem? Mais outra loja a ir à vida! Tal como a Sunrise até ao final deste mês, a Gateway City Comics vai sair de Alcântara. Aberta em 2017, parecia mais uma loja de brinquedos com personagens de BD que uma loja de BD (esperem, há diferença?) e já caiu vítima da especulação imobiliária lisboeta. Esperemos que reabram fisicamente um dia destes, até lá irá funcionar em linha.

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#lisbonisshit

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A Sunrise vai fechar até ao final deste mês, a explicação passa por um centro gentrificado e turistificado, de ricos e novos-ricos capazes de gastar 1000 Euros em roupa mas ignorantes incapazes de comprarem uma revista de 5 paus. Com isto, caiu o último lugar no centro de Lisboa que ainda nos fazia “descer à baixa”, para nós, o centro não serve para nenhum português ou lisboeta. As deslocações para outras partes da cidade são inevitáveis. Lancemos a campanha #lisbonisshit porque é isso mesmo o que a capital se tornou, uma bela merda.

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Geraldes Lino…

2DEZ2003

O divulgador de BD e fanzines mais persistente faleceu ontem, segundo o “post” do blogue Divulgando Banda Desenhada – publicado pelo seu filho.

Talvez tenha nascido em 1936, uma vez conseguimos apanhar a data, porque Geraldes Lino não queria ser velho e escondia isso de toda a gente. Quem tivesse haver com Banda Desenhada (e não só!) o conhecia. E adoravam-no, sabendo da idade ou nem por isso!

Também era usado de “agenda humana” para alguém que precisava de falar com este ou aquele autor que nenhuma rede social podia encontrar! Em contrapartida era uma figura que aparecia como personagem de BD pelas mãos de vários autores – para o bem e para o mal, quando os autores eram medíocres mas isso nunca o incomodou, como alguém escreveu entretanto: sempre com a mesma curiosidade, com a mesma gentileza, com a mesma humildade. Reconhecia os autores e os seus trabalhos, divulgava-os, independentemente do que fossem, se comerciais ou alternativos (…) Esse olhar “fraterno” e transversal era o que (…) distinguia o Geraldes Lino da amálgama de editores e curiosos.

Desde que o conhecemos sabemos que estava ligado à edição de fanzines de BD e à divulgação dos mesmos e da BD em geral. Fez isso em revistas, jornais, fanzines, livros (o “Dédalo” ainda é uma ferramenta de trabalho para quem quiser pensar em fanzines), conversas, debates, apresentações, intervenções públicas (exposições e feiras de fanzines), organização de tertúlias e claro, em blogues que alimentou ainda até há um mês.

Comentários ao seu desaparecimento já começam a aparecer no próprio blogue “Divulgando” mas também noutros sítios. A sua memória irá sobreviver de várias formas, ora porque ouvimos dizer que a Amadora finalmente irá inaugurar uma Fanzinoteca (na Bedeteca da Amadora) à pala do acervo que ele ofereceu há três anos – claro, Lino era conhecido por ser um coleccionador compulsivo destes objectos editoriais -, pelo rastro virtual cheio de informação importante para futuros investigadores, pela Tertúlia BD de Lisboa que ainda hoje existe e ainda pelo Prémio Geraldes Lino, criado pela Bedeteca de Beja, para destacar a obra de um novo autor de BD. E pelas saudades pessoais de cada um…

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Tomi Ungerer (1931-2019)

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Faleceu o grande ilustrador francês Tomi Ungerer mais conhecido pelo seu trabalho para infância mas não esquecendo também gostava de se divertir  – até em Portugal dos brandos costumes publicou-se o seu Fornicon.

Os seus primeiros esquissos, de contornos bélicos, reflectiam a sua oposição à guerra e ao fascismo. Em 1956 emigrou para Nova Iorque, onde começou a escrever livros para a infância que tiveram muito êxito. Publicou em jornais e revistas tão importantes como The New Yorker, Esquire, Life Show ou Fortune. Já no auge da sua carreira durante os anos 1960, Ungerer plasmou no seu trabalho a sua reacção contra a hipocrisia e a superficialidade da sociedade americana. Mudou-se depois para uma quinta no Canadá e no final dos anos 1970 radicou-se na Irlanda com a sua família. A sua produção, que abarca 40 anos de criação, estima-se entre os 30 000 e os 40 000 trabalhos de diferentes estilos, e mais de 120 livros. Entre outras distinções, recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade de Ilustradores e o Prémio Hans Christian Andersen em 1998. Depois de se ter retirado como ilustrador, desenvolveu outra faceta como filantropo, vocacionado para causas humanitárias.

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