Category Archives: obituário

Skip Williamson (1944-2017) e Bernie Wrightson (1948-2017)

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Faleceu no passado dia 18 o desenhador Bernie Wrightson, autor de uma carreira enorme na indústria de BD norte-americana sobretudo na área mais ligada ao Terror – sendo o co-criador do Swamp Thing, personagem-monstro-pantanoso que viria a ter glórias enormes mais tarde nas mãos de Alan Moore.

Skip

Dois dias antes faleceu Skip Williamson, tal como Jay Lynch (também falecido este mês) foi uma figura central do underground comix, aliás, é impossível dissociá-los pois eram amigos e foram editores da revista Bijou Funnies.

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Stop the press (12)

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Reparamos hoje nas bancas dos bons “press-centers” um número especial da revista DBD (publicação chata da BD franco-belga mais chata possível) dedicada a Gotlib… Choque! Não nos apercebemos que este autor francês tinha falecido em Dezembro do ano passado! A revista parece oferecer uma homenagem decente a esta importante figura que fez parte de uma renovação da BD francesa nos anos 70, tendo sido também o editor fundador das revistas L’Écho des Savanes e Fluide Glacial.

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Jay Lynch (1945-2017)

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Faleceu no passado dia cinco o norte-americano Jay Lynch, autor e editor de “comix underground” bem como ilustrador dos infames cromos Garbage Pail Kids e Wacky Packages. Encontra-se um texto biográfico sobre o autor no The Comics Journal.

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Dick Bruna (1927-2017)

Segundo esta notícia no Diário de Notícias, faleceu na semana passada o autor holandês de livros para a infância Dick Bruna.

Aproveitamos este triste facto, no entanto, para lembrar do livro As Gémeas Marotas de “Brick Duna” que parodia o trabalho de Bruna e sobre o qual foram escritas as seguintes notas num blogue perdido na ‘net: Pensava eu que os portugueses não tinham muito perfil para partidas mas se formos a ver bem depois dos narizes vermelhos aos políticos palhaços (2005), o Walt Thisney, Black Taiga ou a promoção nacional feita ao Tintin Akei Kongo nos últimos anos, até dá no que pensar, que afinal existe apetência para esta gentil arte do détournement e do rip off à cultura oficial. Mais ainda quando se encontra um mini-álbum com ar de literatura para a infância e lá dentro é só coelhinhas, meninas e meninos a comerem-se como se tivessem acabado de ler os primeiros capítulos da História do Olho do Bataille.

O rapinanço é óbvio, é a coelhinha Miffy do holandês Dick Bruna, que já nos anos 70 tinha sido copiada pelos ‘nocas da Hello Kittie mas isto noutro campeonato… E como sabemos que é uma brincadeira ‘tuga? Vão as duas prá banheira, onde lavam as mamocas. Lá por serem asseadas, são também duas badalhocas. Parece que deixa poucas dúvidas que os textos foram feitos a pensar para rimar em português mas quem sabe? Se calhar isto pode ter sido mesmo editado em 1975 com a cedência da editora Een Kat in de Zak Kopen (lol). Tal como as Tijuana Bibles estas Gémeas são uma versão Hardcore de personagens Pop que geralmente ao abrigo da propriedade intelectual dos seus criadores ou detentores dos direitos de exploração comercial, são obrigadas a serem assexuadas e capadas pelos seus próprios criadores armados em Deus antes do cabrão expulsar-nos do Paraíso. Livros como este vem repor a verdade biológica das personagens. É uma questão de justiça no seio do conservadorismo capitalista. Era mesmo necessário ver a Miffy a levar no traseiro pela cenoura do Ribeiro! 

E onde se arranja esta depravação? No submundo, claro… E pelos vistos nas BLX!

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Terra de Sonhos na Bedeteca de Lisboa

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Chegou à Bedeteca de Lisboa o segundo volume da nova Colecção Novelas Gráficas, um dos poucos títulos que temos a certeza que vale a pena pois trata-se de um livro de Jiro Taniguchiautor japonês de O Diário do meu Pai, que assim regressou com Terra de Sonhos.

Livro que recolhe um punhado de relatos da felicidade e da melancolia simples da vida, como ela é. Histórias intimistas, marcadas pela sensibilidade de Taniguchi, impregnadas da observação do quotidiano da vida moderna, que mergulham o leitor na realidade da vida e da sua emoção humana: a morte de velhice de um cão, o nascimento de uma ninhada de gatos e a dificuldade de se separar deles, a chegada de uma jovem sobrinha que fugiu de casa, os sonhos que um alpinista abandonou em troca de uma família…

Os cinco contos deste livro foram publicados originalmente durante os anos 1991 e 1992 na relevante revista japonesa Big Comic, e surgem num momento de viragem do autor. Este livro, segundo palavras do própio autor: “…contribuiu para alargar o espectro do meu estilo de mangá, até então algo estreito, e teve certamente um papel decisivo no surgimento de um novo género de mangá. E sinto-me muito feliz por isso.”

É de uma coincidência triste ter chegado este livro quando soubemos que o artista faleceu este Sábado passado.

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Fallece Jiro Taniguchi

Hace tan sólo unas horas recibíamos la triste noticia de la prematura muerte de Jiro Taniguchi a los 69 años. Se trata de uno de los autores japoneses fundamentales de las últimas décadas, del que, por suerte, hemos visto un buen número de obras publicadas en nuestro país, casi siempre de la mano de Ponent Mon. Su muerte me ha dejado muy apenado, porque se trata de uno de mis autores favoritos. Recuerdo lo importante que fue para mí El almanaque de mi padre, una obra que nos mostró que había otro manga, al margen de la acción y la aventura fantástica.

Sin embargo, si algo ha caracterizado la prolífica carrera de Taniguchi ha sido la versatilidad y la capacidad para cultivar todo tipo de géneros, desde el detectivesco y policíaco, con El rastreador o El sabueso, hasta el fantástico, como demuestra una de las obras más recientes…

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Richard Kyle

15391137_10208260790453532_4792852142308789952_n.jpgSegundo o sítio em linha Comicsbeat no passado dia 10 faleceu aos 87 anos o crítico e lojista norte-americano Richard Kyle que cunhou o termo “graphic novel” quando escreveu um artigo em 1964 para o fanzine CAPA-alpha, para descrever um tipo de BD que fosse artisticamente séria.

Mal sabia ele que o termo seria explorado comercialmente pela pior forma ou até mal traduzido noutros países como em Portugal…

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