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(texto de análise de Raoul Vaneigem sobre o Coronavírus) A insurreição da vida quotidiana

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Coronavírus

Questionar o perigo do coronavírus é certamente absurdo. Por outro lado, não é igualmente absurdo que uma interrupção daquilo que é o curso usual das doenças seja objeto de tal exploração emocional e traga de volta a incompetência arrogante que uma vez atirou a nuvem de Chernobyl para fora de França? Certamente, sabemos com que facilidade o espectro do apocalipse sai da sua caixa para se aproveitar do primeiro cataclismo que se produza, fazer renascer as imagens do dilúvio universal e mergulhar o sentimento de culpa ao solo estéril de Sodoma e Gomorra.

A maldição divina foi um complemento útil para o poder. Pelo menos até ao terramoto de Lisboa em 1755, quando o marquês de Pombal, amigo de Voltaire, aproveitou o terramoto para massacrar os jesuítas, reconstruir a cidade de acordo com as suas ideias e alegremente liquidar os seus rivais políticos através de  provas “proto-estalinistas”. Não insultaremos…

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BD poética…

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Um bom artigo para ler este fim-de-semana na Solfad, escrito por Alexander Rothman, que editava a antologia Ink Brick.

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Monster Kuti

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André Lemos e Marcos Farrajota são os únicos portugueses a participar no monstruoso The Thick Book of Kuti que comemora os 50 primeiros números do jornal / revista de BD Kuti. O primeiro com a reprodução da capa no número 6 e o segundo com o artigo “Comix Remix”.

Editado por Tuomas Tiainen e Heikki Rönkkö, neste tijolo de 480 páginas encontram-se mais de 150 autores entre eles Sami Aho, Max Baitinger, Zven Balslev, Benjamin Bergman, Pakito Bolino, Lilli Carré, Anna Deflorian, Terhi Ekebom, Roope Eronen, Frédéric Fleury, Aisha Franz, Matti Hagelberg, Anna Haifisch, Jyrki Heikkinen, Alejandro Jodorowsky, Bendik Kaltenborn, Kapreles, David Kerr, Marlene Krause, Jarno Latva-Nikkola, Tiina Lehikoinen, Lilli Loge, Gunnar Lundkvist, Moolinex, Søren Mosdal, Jérôme Mulot, Tommi Musturi, Pauliina Mäkelä, Jyrki Nissinen, Pentti Otsamo, Ville Ranta, Aapo Rapi, Kati Rapia, Helge Reumann, Sam Rictus, Florent Ruppert, Anna Sailamaa, Olivier Schrauwen, Tiitu Takalo, Rui Tenreiro (de Moçambique!), Alessandro Tota, Katja Tukiainen, Marko Turunen, Brecht Vandenbroucke, Amanda Vähämäki, Mikko Väyrynen, Emelie Östergren

Chegou um exemplar deste monstro à Bedeteca de Lisboa.

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Kuvittaja

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A Bedeteca de Lisboa recebe trimestralmente a revista Kuvittaja da Associação Finlandesa de Ilustradores – a mesma que trouxe ao Palácio Galveias em 2008 a bela exposição Truth or Tales. Não percebemos pevas de “suomi” o que nos deixa chateados porque se há uma coisa que se percebe logo com esta publicação é que os finlandeses tem ilustradores com muita boa qualidade. Só pelas imagens vale a pena folhear esta bela revista para ilustradores que querem estar actualizados… visualmente!

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Gin tónico

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Apanhámos um “caderno de arte menor” – uma colecção francesa dos anos 70 dedicada à ignorada arte ilustrada – com um número especial sobre a obra de William Hogarth (1697-1764) que é uma espécie de tetravó da banda desenhada… Muito interessante tudo!

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Stoned na Bedeteca

Stoned de Nuno Amorim.

Eis que chegou à Bedeteca de Lisboa o livro Stoned de Nuno Amorim, publicado pela Mundo Fantasma em 2018 no âmbito da exposição do autor, Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa na galeria da loja.

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Escreveram o seguinte sobre o autor: Daniel Clowes num suplemento do Eightball #18 (Mar’97) intitulado “Modern Cartoonist” ironizava – penso eu, com os gringos nunca se sabe! – num texto sobre BD que de 15 em 15 anos há um novo fôlego na cena. Basicamente, é preciso que apareça uma nova geração que apreenda e aplique as revoluções realizadas pela geração anterior. Não haveria a “BD Alternativa” dos anos 90 se 15 anos antes não houvesse a “underground comix” e estes não existiriam sem a EC Comics e a revista Mad dos anos 50. Tudo bem, parece justo.

Na edição de 31 de Janeiro de 1973 do jornal &etcNuno Amorim (com uns 21 anitos), já trabalhava para o mundo editorial mais sofisticado em Portugal – as Edições Afrodite e a &etc – e num artigo sobre a sua pessoa admite a admiração por Moscoso. Mais tarde, numa situação tão rara como a de 1973 – ou seja, dar tempo de antena a um ilustrador – é entrevistado no livro Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite (Montag; 2016) e assume mais uma vez as suas influências dos anos 70 – Moebius e Caza, são os autores referidos.

Seja em 1973 seja 2016, os nomes dos autores que ele refere pouco importarão para o público. O estatuto marginal da BD permanece inalterado ao longo destas décadas todas e Amorim, como muitos outros artistas da sua geração e posteriores, “brincou” à BD. Publicou alguns trabalhos, principalmente na seminal revista Visão (1975-76) mas também alguns fanzines e nas publicações das míticas editoras acima já referidas. Como nunca houve uma estrutura económica de subsistência na BD em Portugal, ele parou de fazer BD e foi para outros poisos. Arquitecto de formação, foi director de arte em varias agências de publicidade internacionais em Lisboa, e posteriormente integrou os quadros da RTP, onde foi designer gráfico, realizador e responsável pelo departamento gráfico. Em 1991 foi co-fundador da produtora de cinema de animação Animais, onde é realizador e produtor de curtas metragens e séries de animação. Trabalhou e continua a trabalhar em imagem, área criativa pouco apreciada em Portugal. Um trabalho sujo mas que alguém tem de o fazer! 

A sua criação de BD ficou fechada na década de 70 com os pesos telúricos das influências da altura. Amorim e a malta da Visão tiveram quase todos o mesmo destino. Partiram para outra e foram esquecidos. Um caso ou outro voltou à BD, um ou outro ainda fizeram alguma obra em BD. Como profetizava Clowes, 15 anos depois aparecia uma nova geração de autores a baralhar as cartas – ligados aos zines e às revistas Lx Comics e Quadrado. Mas ao contrário que dizia Clowes, não parece que essa nova geração e as futuras tenham apreendido algo da anterior ou a tomado por base.

A verdade é que em Portugal apesar das suas inúmeras Bedetecas ou livros de História, os autores de BD não ligam ao passado. Empanturrados de hiper-realidade com tons de néon, mutações afrofuturistas, glitches cyberpunks, erotismo digital, risografia a brilhar pós-fluorescência, rocócós bling bling basta reeditar as BDs dos anos 70 como fiz com a antologia Revisão : Bandas Desenhadas dos anos 70 (Chili Com Carne; 2016) que lhes cai tudo em cima! Pá! Afinal os cotas já tinham feito cenas mamadas, meu! 

Se esta, tão apropriada, exposição na Mundo Fantasma se realizar com o título Dos anos 70 à actualidade e Vice-Versa, a Fita de Moebius completa-se. Se a Mundo Fantasma editar a BD inédita “Stoned” nas suas exemplares publicações impressas em Risografia então a Fita de Moebius, ironicamente, estreita-se. – Marcos Farrajota

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Ena! Descobrimos que a Bedeteca de Lisboa tem os quatro volumes da antologia finlandesa Laikku – editada pela Asema. Quatro volumes de boa BD e que regista parte da explosão de criatividade que se deu naquele país neste milénio – sendo que o último Salão Lisboa até foi dedicado à Finlândia. Entre as colaborações encontram-se Gianluca Costantini (Itália), Terhi Ekebom, Jyrki Heikkinen, Nicolas Robel (Suiça), Tiitu Takalo, Kati Kovács, Mika Lietzen, Frederik Peeters (Suiça), Jenni Rope, Aapo Rapi, Katja Tukiainen,… Redigido em finlandês tem legendas em inglês, vale o esforço!

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