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Stop the Press! (17)

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Vive-se uma fase eufórica de publicações libertárias em Portugal, até o direitinha do Miguel Esteves Cardoso teve de engolir o sapo… Já saiu há alguns meses o quinto número da revista Flauta de Luz, colectânea de textos armados que pouco a pouco vão tendo mais ilustradores a colaborar como Bruno Borges, Miguel Carneiro, Ruca Bourbon, André Santos, a francesa Tanxxx e o espanhol Miguel Brieva.  Inclui também uma entrevista a uma autor de BD e activista ameríndio Gord Hill O único ponto negativo da revista é que começa a parecer um catálogo da Antígona – mas se a Granta portuguesa também o é da Tinta da China então está tudo bem… Não! os anarquistas têm de ser melhores, pá!!!

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E por falar nisso, tem melhorado de número para número o jornal A Batalha, a começar por ter mais colaborações de ilustradores (André Pereira, João Carola, Joe Sacco e Simão Simões) bem como as BDs do colectivo Estrela DecadenteMarcos Farrajota e Walt Thisney (que começou também a escrever artigos). Neste novo número, que já se encontra na Bedeteca de Lisboa, iniciam uma secção dedicada a resenhas críticas, onde vamos encontrar artigos dedicados à La Revue Dessinée, Stripburger, O Reino ou Future… Que bem!

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Bem mesmo, é a revista (jornal?) El Salto dos nossos “hermanos” sempre mais à frente. Um número que apareceu na Bedeteca inclui uma entrevista à autora Julie Doucet (foto) e um artigo sobre Carlos Giménez. Tudo a cores…

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Lisboa a três vinténs

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A Três Vinténs é o título principal desta exposição. Uma antiga gíria que se referia ao preço barato que custava cada fascículo, onde se publicavam faseadamente, por entregas semanais, romances de cariz popular protagonizados por corsários, detectives, gangsters, ladrões famosos e outras personagens capazes de fascinar os leitores. Constituíram uma forma de publicação popular surgida na segunda metade do século XIX nos EUA, que se expandiu para a Europa.

Em Portugal foram editados os primeiros fascículos a partir de 1909, graças aos quais se popularizaram os nomes de Arsénio Lupin (Arsène Lupin), Capitão Morgan, Texas Jack, Nick Carter, Búfalo Bill, a que se juntaram personagens da autoria de escritores portugueses, designadamente Repórter X de Reinaldo Ferreira, e Dynamite Joe de Roussado Pinto. É a amostragem minuciosa de exemplares destes fascículos que constitui o escopo da exposição A Três Vinténs – 100 Anos de Fascículos de Aventuras em Portugal, visitável na Biblioteca Nacional, até 14 de Setembro deste ano, e co-organizada pelo Clube Português de Banda Desenhada.

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Hijos de p…

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A mui amada personagem de BD Mafalda está a ser usada nas questões da legalização do aborto na Argentina por ambas as partes da questão. Mafalda a usar um lenço azul significa contra o aborto, usando lenço verde é favor dos direitos da Mulher. Quino, o seu criador já declarou que não autorizou o uso da personagem contra o aborto e para deixarem de a usar para esse propósito. Estranhos tempos estes em que as personagens de BD são apropriadas pelos fascistas

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O CAMPO ALARGADO E OUTRAS IRRITAÇÕES

Domingos Isabelinho

(Texto escrito por ocasião da publicação da lista dos dez melhores comics de sempre no blogue The Hooded Utilitarian.)

Ana Hatherly, O Escritor  (1975).

Ainda em estado de choque, ao constatar que a subcultura bedéfila continua tão surda e isolada nos seus critérios estéticos como há dez anos (desde a infâme lista da revista The Comics Journal), não se tendo movido um milímetro, lembrei-me de Dwight Macdonald o qual, na revista Politics Vol. 2, nº 4 (sendo, mais ou menos, mensal, o nº 15) de Abril de 1945, escreveu:

“Seria interessante saber quantos, dos dez milhões de comic books vendidos todos os meses, são lidos por adultos. […] Sabemos que os comics são a leitura favorita dos nossos homens nas forças armadas, e que os filmes do Oeste, juntamente com programas de rádio como O Mascarilha e Capitão Meia-Noite não são, de maneira nenhuma, apenas apreciados…

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Quinta dos Trucs

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A visita dos autores canadianos e editores da TripStanley Wany e Marc Tessier, à BD Amadora no ano passado resultou numa oferta à Bedeteca de Lisboa do livro de esboços Machins Trucs de Carlos Santos, autor canadiano luso-descendente que nos lembra os estilos gráficos dos “quatros chavalos do aPOPcalipse”. Também foi oferecido Sequences de Wany, um belo livro cheio de simbolismos feito em estados hipnagógicos (aló Zograf!) – é um dos seus três livros feitos assim. Chegou um à Bedeteca e o seu público vous remercier

Só um dos livros é que está catalogado mas pode-se dizer que é uma daquelas novidades que as Quintas-Feiras trazem à Bedeteca!

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Amor & Loucura na Bedeteca

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O catálogo da exposição Between Love & Madness : Mexican Comic Art from the 1970s já se encontra no acervo da Bedeteca de Lisboa. Oferta do seu comissário Christopher Sperandio, que esteve presente em Lisboa no fim-de-semana passado.

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Edit Mex Micro-Cuentos

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A Bedeteca de Lisboa irá colaborar com a edição deste ano da Edit – Feira de Edições de Lisboa trazendo um autor e investigador norte-americano de BD. Seguindo a linha de visitas anuais, inesperadas a Lisboa, do sérvio Vladimir Palibrik, o colombiano Daniel Jiménez Quiroz e o romeno Matei Branea, desta vez a Bedeteca sai das suas portas para apresentar o norte-americano Christopher Sperandiona Galeria Monumental, dia 7 de Julho, às 16h.

Sperandio é professor de Arte na Universidade de Rice em Houston (Texas, EUA) e o seu trabalho colaborativo mapeia várias margens entre a cultura de massas e de museu, tomando várias formas como BD (publicou pela Fantagraphics), jogos, esculturas temporárias, instalações pintadas, TV ou medias digitais.

Na Edit, irá dar uma pequena conferência sobre uma exposição itinerante, organizada por si, intitulada Between Love and Madness: Mexican Comic Art from the 1970s / Entre o Amor e a Loucura: BD Mexicana dos anos 70.

Sobre este tema: Antes da homogeneização da Aldeia Global, a cultura popular tinha uma variedade de formas em cada país. No principio dos anos 60 até meados dos anos 70, a BD no México era particularmente idiossincrática. Os “Micro-cuentos”, eram livrinhos de bolso, que publicavam histórias de géneros populares mas também continham críticas políticas subtis. Há uma estimativa que cada mês eram impressas 56 milhões de revistas e que a população do México era de 65 milhões de pessoas!

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