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10 anos de Jade

A exposição que vamos apresentar no Museu Bordalo Pinheiro, com início a 13 de Outubro de 2021, insere-se no âmbito comemorativo dos dez anos de existência do selo editorial Quarto de Jade, complementando a exibição Entre Mundos, que decorreu entre Maio e Junho na Livraria-Galeria Tinta nos Nervos.

Se na primeira mostra, desta colaboração entre a Livraria e o Museu, a incidência foi no trabalho gráfico individual dos autores Maria João Worm e Diniz Conefrey, agora a exposição Ouvido Interno – orgão do qual resulta o logótipo da Quarto de Jade – circunscreve-se exclusivamente a originais ou livros que foram publicados na chancela editorial que ambos partilham.

Ficam desde já convidados a visitarem esta resenha da nossa deriva editorial. Em complemento, disponibilizamos o link para a exposição A Flor da Pele no nosso site: http://www.quartodejade.com/gallery_exhibitions.php?id_authors=1

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Kuvittaja

A Bedeteca de Lisboa recebe trimestralmente a revista Kuvittaja da Associação Finlandesa de Ilustradores – a mesma que trouxe ao Palácio Galveias em 2008 a bela exposição Truth or Tales. Não percebemos pevas de “suomi” o que nos deixa chateados porque se há uma coisa que se percebe logo com esta publicação é que os finlandeses tem ilustradores com muita boa qualidade. Só pelas imagens vale a pena folhear esta bela revista para ilustradores que querem estar actualizados… visualmente!

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Flexágono

Inaugura nesta Quinta-Feira em Óbidos a exposição Flexágono. Faces da banda desenhada contemporânea portuguesa no âmbito do festival Fólio com originais de Ana Matilde Sousa, André Pereira, Filipe Andrade, Francisco Sousa Lobo, Joana Mosi, Ricardo Baptista, Ricardo Paião Oliveira e Sofia Neto.

Patente até 31 de Outubro na Livraria Temporária – Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste com curadoria de Pedro Moura, que diz o seguinte: (…) A banda desenhada portuguesa tem demonstrado, desde a sua origem, e mesmo que respondendo aos movimentos globais que a têm pautado ao longo de século e meio, uma característica força de artistas individuais, mais do que escolas, estilos comuns ou tendências, vincados nas suas escolhas pessoais, métodos de expressão e capacidade de procura de caminhos próprios. Mais, o estado contemporâneo da “cena” portuguesa é particularmente vivo, variado e dinâmico, mas é ainda preciso ser-se atento para além das prateleiras nas livrarias convencionais.

Nos nossos dias, por razões socialmente claras, e mormente patentes num festival dedicado sobretudo à arte literária como o Fólio, existe uma visão privilegiada da banda desenhada enquanto veiculada pelo formato do livro (o codex, de que o álbum, antes forma clássica e tradicional, passou a ser uma sub-classe). Procurando com nomes tais como “novelas gráficas” ou “romances gráficos” ter roupagens diferentes de respeitabilidade, mais que bem-vindas, essa transformação acaba por contribuir ao mesmo tempo para um apagamento de outras estratégias e existências. Há quase como que uma ideia desse seu formato (implicando noções de tamanho, número de páginas, arranjo gráfico, pertença a um género, sinal do crivo editorial) ser desde logo um garante diferenciador e hierárquico em relação a qualquer outro formato ou modo de apresentação. Mas para compreender o que se passa no nosso país, de uma forma mais lata, é preciso olhar para pequenas edições, fanzines, para sítios na internet, para o Instagram, e a mistura de todas essas esferas, para aumentar o escopo da oferta.

Consequência ou razão dessa mesma mudança, ou ambas a um só tempo, a libertação da banda desenhada de uma certa obrigatoriedade de género(s) literário(s) (por hipótese, o humor ou a aventura) e de veículos editoriais (por exemplo, a revista hebdomadária) levou a uma consequente atomização da área. Não é, de todo, um campo estético ou social homogéneo, mas uma sempre móvel negociação de tensões, intensidades e brilhos, cuja navegação não poderá ser jamais completa, mas que melhor funcionará se se deixar levar pelos seus trânsitos internos. Essa atomização tem aspectos positivos. Actualizam-se na variedade de estilos, tópicos, assuntos, materialidades, meios de produção, distribuição e circulação e, acima de tudo, diversidade de agentes produtores e de leitores. Poderemos referir-nos a aspectos menos felizes, talvez, como uma maior e inevitável dispersão, uma menor distribuição de atenção, um menor consenso…. mas não é isso, também, no fundo, positivo?

A Flexágono mostra, de um universo alargadíssimo e diverso, oito casos de autores que têm, cada qual a seu modo e cada qual num território particular dessa área criativa, explorado a sua individualidade expressiva, autoral e formal.

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Fucking gross

Uma vergonha, a própria agenda da Câmara de Lisboa ignorou os 25 anos da Bedeteca de Lisboa como ainda promove no novo número umas fotografias tontas de autores aleatórios – muitos deles questionáveis – pela mão do “normie” Ricardo Gross. Meu, vai à Bedeteca informar-te do que se faz de jeito ou então vai ler isto. Ridículo… e claro, tudo isto graças à promoção do pequeno nazi.

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Últimos números de A Batalha disponíveis em PDF

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Vingança dos branquelas

A Gulbenkian pouco aprendeu com Kannemeyer e vinga-se trazendo mais uma exposição sobre o Hergé e o seu insuportável velho Tintin. Haja cu!

Entretanto já vimos por aí a programação da próxima Amadora e vai pelo mesmo caminho, velhas glórias e quase nenhuma aposta em sangue novo – a Amadora pouco aprendeu com 30 anos de experiência, e ninguém aprendeu nada com o Massacre e o Rudolfo.

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Takao Saito (1936-2021)

Faleceu no passado dia 24 de Setembro o autor japonês Takeo Saito, criador do assassino profissional Golgo 13. Criado em 1968, é um caso de longevidade especialmente neste estilo de anti-heróis – ladrões, assassinos – fruto da época, basta lembrar os “diabólicos italianos”… De resto, a editora diz que vai continuar a produzir aventuras deste sniper.

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