Shenzhen em Beja

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Deve ser a única edição que vale a pena das novidades editoriais de Beja… Há um novo livro da dupla franco-dinamarquesa Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg, a mesma que nos surpreendeu o ano passado com O Astrálago mas sem o apoio literário de Albertine Sarrazin temos as nossas dúvidas, veremos…

Sobre ShenzhenGuy Delisle tenta compreender os costumes de uma sociedade, durante o curto período de tempo em que trabalha na cidade e limitado à pequena área que lhe é permitido visitar. A sua observação perspicaz e divertida expõe os dias monótonos, as dificuldades causadas pela barragem da língua e choque de culturas, através de ilustrações detalhadas e cheias de charme, a que um jogo de luzes e sombras acrescenta significados. Guy Delisle nasceu no Canadá em 1966, trabalhou durante cerca de dez anos em animação. As suas experiências em estúdios de animação na Ásia, são descritas em Shenzen (2000) e em Pyongyang. Cive actualmente no Sul de França, com a mulher e filhos. É também autor de Jerusalém (Prémio de Melhor Álbum do Festival de BD de Angoulême, 2012) e de Chroniques Birmanes (Editions Delcourt).

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É o máximo!

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Na Bedeteca de Lisboa aparecem toda a espécie de publicações que nos deixam perplexos porque pensamos que conhecemos tudo… Eis que lá se encontra o número um da revista (antologia?) DopoTutto Max da editora francesa Misma – que têm em catálogo livros de Simon Hanselmann e Roope Eronen

A identidade que a revista e a editora transmitem é que estamos no campo de uma BD de autor com laivos de surrealismo Pop em que as infâncias dos seus autores foram carregadas de açúcar nos cereais do pequeno-almoço (a capa não engana!), desenhos animados nos Sábados de manhã e brincadeiras com bonecos em PVC durante o resto do dia. O que nada temos contra porque tivemos infâncias idênticas!

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BDs de Negreiros

3histdesenhadasSaiu no âmbito da grande exposição de Almada Negreiros na Gulbenkian a recolha Três Histórias Desenhadas pela Assírio & Alvim.

Diz a sinopse: É na década de vinte, em 1926, que Almada publica, no semanário ilustrado Sempre Fixe, as histórias «Era Uma Vez», «O Sonho de Pechalim» e «A Menina Serpente», que aqui se apresentam com base nos desenhos originais, fora uma ou outra lacuna. Como nos diz Sara Afonso Ferreira, no prefácio a esta edição, «[…] o autor confecciona ao longo dos anos uma série de caderninhos, geralmente em harmónio, por ele manuscritos e ilustrados dedicados ao estudo do número e da geometria. No entanto, ao apresentar desta forma os desenhos destinados à publicação de uma história aos quadradinhos num jornal, sem acompanhar os desenhos originais do texto do seu conto (de que apenas temos a versão do Sempre Fixe), Almada sugere a importância das imagens como veículo da narrativa — a segunda história publicada no Sempre Fixe, “O Sonho de Pechalim”, apresenta-se, aliás, sem qualquer texto (as legendas deviam ser redigidas pelos pequenos leitores no âmbito de um concurso infantil) — que as histórias podem ser contadas apenas por desenhos, que as histórias podem ser: desenhadas.»

De resto, todas as BDs feitas por Almada já tinham sido compiladas em 2004 pela Bedeteca de Lisboa no catálogo El Alma de Almada El Impar : Obra Gráfica, 1926-1931

Entretanto aconselhamos vivamente à leitura da resenha crítica de Pedro Moura sobre este livro que muito expõe o constrangimento que os intelectuais tem em relação à BD.

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Da iconofagia HOJE

Links: NLFDi RosaMIAM

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Safou-se…

casa_capa_vf_altaRugas era “light” e O Inverno do Desenhador também não era muito melhor – um documentário pobrezito… Isto não tem impedido que se insista em publicar mais livros do espanhol Paco Roca em Portugal. Chegou à Bedeteca de Lisboa um livro que saiu, no ano passado, com o jornal Público intitulado A Casa, uma história de amor filial, uma emocionante homenagem de Paco Roca ao seu pai onde os sentimentos se misturam, dando lugar a uma ponte entre passado e presente.

A história, bem simples, mas contada com a mestria própria de um excelente narrador, conta-nos o regresso dos três irmãos à casa onde cresceram, mas que agora se encontra vazia devido à morte do pai. A casa tem de ser vendida e em conjunto devem esvaziá-la mas, à medida que começam a fazê-lo encontram objectos que lhes trazem à memória recordações, pequenas situações cómicas, momentos vividos em conjunto com o pai.

Estes títulos “extra” da Colecção Novela Gráfica pautaram-se entre o obrigatório Billie Holiday de Sampayo & Muñoz e o inócuo Chernobyl. Onde ficará A Casa? Fica na literatura “light” claro, que não haja dúvidas, no entanto, como representação realista de uma classe média ibérica é um documento interessante. Passa-se em Espanha mas é óbvio o paralelo com Portugal dos anos 80 aos dias de hoje. E Roca parece transmitir sentimentos mais pessoais e íntimos que nas obras anteriores. Menos mal…

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Quinta dos Macacos

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O pula do Tarzan recuperado por Manuel Caldas na Quinta-Feira de Novidades da Bedeteca de Lisboa… Belos macacos!

Segundo o blogue A Garagem em 2014: Manuel Caldas, um dos maiores entusiastas nacionais da BD clássica – editor de Príncipe Valente, Lance, Hagar, Os Meninos Kin-Der, Krazy Kat, Cisco Kid, entre tantos outros – começou este ano a reeditar o Tarzan de Russ Manning (1929-1981), quer as tiras diárias, quer as pranchas dominicais que o autor realizou entre 1967/1972 e 1968/1979, respectivamente. Como sempre, e como já tinha realizado em Tarzan dos Macacos de Hal Foster, toda a arte foi restaurada com o intuito de obter a melhor reprodução possível mas sempre respeitando o original, quer nas cores, quer no tipo de letra usado. Espera-se, assim as vendas o permitam, que este trabalho hercúleo de Caldas chegue até ao fim, apesar de ser publicado em castelhano.

Entretanto também chegou à Bedeteca o segundo volume das páginas dominicais e ainda Casey Ruggles de Warren Tufts – também em castelhano e pronto para o dia de amanhã!

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Areia para os olhos

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Infelizmente não somos muito dogmáticos a defender os nossos boicotes… e Sandman de Neil Gaiman et al. merece um “post” aqui devido à qualidade da obra, como refere Pedro Moura no seu blogue. Começaram a chegar à Bedeteca de Lisboa os vários volumes da colecção Sandman que saiu o ano passado no jornal Público.

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