Não fez listas em 2017

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Como já é hábito o Gato Mariano não faz listas de 2017 mas faz um fanzine que compila as suas BDs (críticas a discos Pop/ Rock nacionais) e levou os amigos ao Damas para ver uma bandas na semana passada (chama-se a isto “festa de lançamento”). Em menos de uma semana já encontrámos o seu zine na Bedeteca de Lisboa! Que rapidez felina! A capa impressa em risografia deve ser para enganar os “hipsters” sebosos e rendeu-se à mais pura “bedófilia” publicando “pin-ups” da personagem com as colaborações de Mariana Cáceres, Simão Simões, Hetamoé, Mosi e Afonso Ferreira. Que trendy!

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Não é feio ler diários de raparigas!?

Anne+Frank+-+Biografia_GráficaÉ muito feio! Especialmente quando é adaptado para uma BD como o álbum Anne Frank – Biografia Gráfica, de Sid Jacobson (d) e Érnie Colón (a) lançado em 2013 pela Devir. Lamentavelmente temos um livro com um registo gráfico pobre e com um trabalho narrativo estático, de quem trabalha de forma industrial e sem paixão ou arte.

Se já é feio andar a ler os diários de uma rapariga, mais feio é fazer uma BD tosca ainda com as boas intenções de relembrar os crimes da extrema-direita que nos últimos anos subiram a sua voz. É mesmo muito feio editar esta BD e promovê-la como se fosse um livro com algum interesse…

annefrankEm 2017, a Porto Editora, lembrou-se que existe BD no  mundo dos livros e lançou mais um álbum sobre Anne Frank, desta vez com a autoria dos mesmos de Valsa com Bashir. Já o vimos pelas lojas, reconhecemos a boa produção gráfica e bom aspecto das ilustrações, etc… Mas deve merecer as três estrelas (em cinco) que o Público deu no passado dia 15 de Setembro. Pelos vistos é preciso que os editores paguem viagens a Paris aos jornalistas para que haja espaço à escrita sobre BD nos jornais… Vivemos tempos trágicos, sem dúvida.

Este fim-de-semana, no Expresso o crítico (?) José Mario Silva deu quatro estrelas à obra mas como sabemos, este jornalista é facilmente impressionável e ignorante, basta relembrar o que escreveu sobre a mediocridade Vampiros. Desta vez, pensando que está a ser reguila, invés de escrever “banda desenhada” no género da ficha técnica do livro criticado, colocou a designação de “diário gráfico”. Percebe-se que Silva queira distinguir as produções “peter pan” (99% do mercado da BD nacional e mundial) dos temas sérios – o mesmo aconteceu com este livro, cujos analistas recusaram usar o termo “banda desenhada” para as produções de Almada Negreiros – mas um diário gráfico é um caderno de apontamentos (em texto ou em desenho ou em BD) feitos pelo próprio autor e não um livro produzido com meios económicos por terceiros como é o caso de Folman & Polonsky. É muito feio inventar diários gráficos de raparigas…

PS – Cremos que foi também no Expresso que quando saiu a primeira edição portuguesa do Maus também escreveram que o livro não era BD mas literatura… A História infelizmente repete-se.

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União faz a força!

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O concurso interno da Associação Chili Com Carne voltou, vai para a quinta edição e passou-se! Intitulado de Toma lá 500 paus e faz uma BD! o que só pode ser apontado como uma triste ironia à miséria da cena portuguesa de BD, este concurso interno para sócios desta associação para além de premiar monetariamente o(s) vencedor(es) publica também o seu trabalho em livro. É escusado repetirmos as razões porque este concurso é extremamente importante – basta ler o que escrevemos aqui quando soubemos do vencedor da primeira edição.

O interessante desta nova edição é que o concurso pede exclusivamente para fazer uma “antologia de BD”. Já estava contemplado nas outras edições este modo de participação mas desta vez só se pode participar organizando uma colectânea. Dizem: (…) Este Novo Milénio além de nos ter oferecido fascistas no governo dos países e das pessoas, também trouxe egoísmo DIY e a imposição da “novela gráfica” (mais uma designação saloia que a BD conseguiu recriar) como formato editorial. São as seis páginas de “Here” de Richard McGuire de 1989 que interessam e não “Here” de 2014, uma balofa “graphic novel” de 300 páginas. São as antologias e os colectivos que incentivam a criação, a Liberdade, a inovação, a cooperação, a solidariedade e a experimentação. Todos eles, valores que o neo-liberalismo despreza e que até propõe o seu contrário, privilegiando a corrida de ratos!

Relembramos que realmente este concurso trouxe para o mundo físico vários livros, todos eles monográficos: The Care of Birds (vencedor da edição de 2013) de Francisco Sousa Lobo e Acedia (vencedor de 2015) de André Coelho, e ainda Askar, o General de Dileydi Florez e O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo.

Para quem se interessa, o concurso tem como prazo de entrega 4 de Fevereiro. É de consultar a nossa secção de Concursos.

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Puchi 2018

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J+K de John Pham, Prémio Puchi 2017

Até 25 de Janeiro está a aberto os Puchi Awards que nos deixa hipnotizados! Concurso promovido pela Casa Encendida e a maravilhosa editora Fulgencio Pimentel!  Vai a todas e vai a nada… Uma loucura! Convém estar atento à nossa secção de Concursos!

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Muco na Bedeteca

image007Chegou à Bedeteca de Lisboa o primeiro número de Mucomorphia de Filipe Felizardo, seguindo o formato quase clássico das publicações de banda desenhada subterrâneas com vários trabalhos distintos de um só autor, Felizardo expõe o seu trabalho mais recente de ilustração e banda desenhada, na forma de cartoons, ilustrações, pornografia, ensaios-bd, e o primeiro capítulo do seu próximo livro, A Conference of Stones and Things Previous, fruto de uma residência de land-art no Moinho da Fonte Santa.

São 28 páginas A4 a preto e branco com capa em papel amarelo, a tiragem é ilimitada (ainda bem, já chega de mediocridade em edições limitadas), custa 5 euros e os pedidos deverão ser feitos para ardo[ponto]zilef[arroba]gmail[ponto]com. Entretanto já saiu o segundo número que desconfiamos que irá demorar um ano a chegar à Bedeteca. Tudo bem, as BDs do Felizardo são para ler devagar…

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12ª BDteca

Concurso BD 2018 BDteca

Entre os meses de Janeiro e Março de 2018, decorrerá na Biblioteca Municipal José Saramago a 12ª edição da BDTECA – Mostra de Banda Desenhada de Odemira, numa iniciativa promovida pelo Município de Odemira. A iniciativa tem por objectivo divulgar este género artístico entre o público juvenil e adulto, estimular a criatividade e afirmar Odemira como um dos principais centros de desenvolvimento da BD na região e no país. A BDTECA inclui a promoção de um Concurso de BD, exposições, ateliêrs e mostras documentais…

O Concurso de Banda Desenhada marca o início das actividades da 12ª BDTECA. O prazo para entrega de trabalhos decorre até ao dia 16 de Fevereiro, sendo dirigido a maiores de 16 anos. O concurso tem como prémios 500€ para o 1º classificado, 250€ para o 2º e 125€ para o 3º lugar. O tema é livre e os trabalhos devem ser apresentados em folhas de formato A3, com o máximo de 4 pranchas originais inéditas e em língua portuguesa – ver secção de Concursos.

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Ó uivo!

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A Galeria Ó! e Câmara Municipal da Maia apresentam a sétima edição do UIVO no Fórum da Maia – Centr’Arte patente a partir de HOJE até 4 de Fevereiro que reúne obras de artistas portugueses emergentes (e não só) da área da ilustração, os quais com a sua criatividade, irreverência e igual esforço, marcam a contemporaneidade da ilustração nacional.

 

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