
Chegou à Bedeteca de Lisboa uma excelente obra de David Mazzucchelli, Asterios polyp… Demorou mais de uma década a chegar ao acervo mas quando o trabalho é bom, torna-se intemporal, certo?

Chegou à Bedeteca de Lisboa uma excelente obra de David Mazzucchelli, Asterios polyp… Demorou mais de uma década a chegar ao acervo mas quando o trabalho é bom, torna-se intemporal, certo?
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A Chili Com Carne lança no dia 28 deste mês (já deviam ter lançado isto em Novembro 2025!) na Tinta nos Nervos, às 16h, a reedição de Mr. Burroughs de David Soares (a) e Pedro Nora (d), uma obra maior no contexto da BD portuguesa contemporânea.
Publicada originalmente em Novembro de 2000 pela Círculo de Abuso, passado três anos seria publicado pela belga Fréon (futura Frémok) em francês, algo inédito na BD portuguesa na altura – o que revela a maturidade da obra e da cena portuguesa naquela época, ou seja nos meados dos anos 90 até os meados dos anos 00. A nova edição é maior que a original – passou para 21×28 cm -, tem 56 páginas a preto e branco e uma capa em cartolina rosa. Foram emendados pequenas gralhas e dado algum tratamento sobre as páginas originais. É acrescentado um posfácio de Marcos Farrajota para contextualizar este livro nesses tempos eufóricos da BD portuguesa.
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Já não percebemos nada disto mas até 7 de Março na Tinta nos Nervos está patente a exposição Relatório aos 72.757 km : Estudos e conclusões preliminares dos cadernos de campo de Vasco Colombo.
Dizem: O conjunto de trabalhados de Vasco Colombo, apresentados na actual exposição da Tinta nos Nervos, teve origem no livro O Cabo de 2.102.400 km, editado em 2025. Os desenhos em mostra, libertos do imperativo narrativo que fundamentou a colecção publicada pela Levoir – o de construir uma história, sem palavras, em vinte e cinco imagens – ampliaram-se de sentidos. [calma, a colecção veio da notável editora francesa Martin de Halleux, a roscoff Levoir só introduziu o livro do Colombo e ainda cobrou mais por este volume em relação aos outros – e que entretanto aumentou ainda mais o preço para 22,90€, ei! E se fossem roubar pró km 37!?]
Realizados a tinta sobre papel, sem esboço ou ideia estrita pré-definida, com diferentes dimensões a experimentar o suporte, dispõem-se de forma heteróclita, num dispositivo visual imersivo, concebido especificamente para o espaço. Nele, cada imagem assume, em simultâneo, uma leitura autónoma e um lugar numa constelação potencialmente narrativa, de fragmentos e de pequenas ficções, que cabe ao visitante-espectador agenciar e dar sentido. O título da exposição reforça a ideia de um balanço, de uma pausa feita no caminho andado, um relatório de observação desse emaranhado de cabos e fios vislumbrados na sustentação dos dias e dos micro enredos imaginados, como se a vida (e a história das imagens) fosse uma espécie de rede capilar pulsante de enigmas que é essencial registar.
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Esta tese de Carolina Martins pretende questionar a influência das (re)configurações espaciais da narrativa gráfica a nível dos processos de recepção e interpretação. Está disponível aqui.
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Finalmente vai para o ar e prá ‘net Cinekomix!!! de Edgar Pêra, em que este entrevista 13 dos mais importantes autores mundiais da Nona Arte, – os nomes dos autores não mentem! São 3 décadas de entrevistas de Pêra que finalmente vão sair dos arquivos! É estar atento… Não percebemos mas parece que HOJE é capaz de ir a terceira entrevista na stupid box ou na RTP Play…
PS – e já agora, o que tem as BLX de Art Spiegelman, Bryan Talbot, Denis Kitchen – o editor -, Ed Brubaker (sem esquecer o número 1 da 3ª série do Quadrado quando ele ainda era “alternativo” e quis arranjar merda com o Janus), Jerry Robison,…
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O 13º concurso interno “Toma lá 500 paus e faz uma BD!” da Associação Chili Com Carne já tem vencedor – sempre anunciado neste dia meloso do S. Valentim, são mesmo uns foleiros! – e um livro de sonhos da Mina Anguelova, intitulado de Asas de Melão!
Segundo dizem: Livro de banda desenhada composto por um conjunto de histórias curtas inspiradas nos sonhos da autora, que ao longo dos anos, tem mantido cadernos de sonhos ilustrados, muitos deles particularmente ricos e sugestivos, revelando uma dimensão poética e simbólica capaz de transcender o âmbito pessoal. Estes sonhos manifestam-se como metáforas surreais que refletem, de forma universal, sobre a humanidade e a sociedade, abordando temas como a maternidade, o trauma, questões sociais e políticas, reflexões espirituais, ou, simplesmente, cenários de beleza enigmática e atmosferas intrigantes e inspiradoras.
A autora apresenta como referência o filme Sonhos, de Akira Kurosawa — uma obra que exerceu uma profunda influência no seu percurso artístico e cujo storyboard, composto por verdadeiras pinturas, reflete uma liberdade e fluidez próximas daquilo que a autora ambiciona alcançar.
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Foi uma oferta da Tinta nos Nervos à Bedeteca de Lisboa quando esta reabriu em Maio com show pimba e afins. Foi prenda por reabrir? Eis Je suis Americain do francês Guillaume Chauchat. Edição da muy colorida 2024. Merci very much!
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