Monthly Archives: Agosto 2019

Angola Janga

angola_jangaChegou à Bedeteca de Lisboa o Angola Janga de Marcelo D’Salete, lançado no ano passado pela Polvo na sua dúbia colecção de Romance Gráfico Brasileiro.

Sinopse: Angola Janga, “pequena Angola” ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. E, apesar do nome, não era tão pequeno como isso: Macaco, a capital, tinha uma população equivalente à das maiores cidades brasileiras da época. Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. O seu maior líder, Zumbi, tornou-se uma lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra. Com 432 páginas é, provavelmente, o maior romance em banda desenhada já publicado por um brasileiro. 

Ignorando a publicidade à Guinness é de ler a crítica de Pedro Moura na Buala à edição original / brasileira. Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal.

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Deuses & Neuras

 

 

 

Duas novidades que destacámos em Dezembro do ano passado que achámos interessantes:

  • Neuro Habitat de Miguel Ángel Martín, pela Escorpião Azul, em que o autor conta-nos história de um rapaz sem nome que nos vai acompanhando num quotidiano de isolamento radical, fechado no seu apartamento tendo como única companhia uma anaconda e um cão robotizado. O bisturi de Martín fala com extrema precisão na paranóia contemporânea. No começo parece não fazer mal, mas aos poucos vamos sorrindo com a sua ironia cruel, deixando a sua marca. A história deste livro não é real nem fantástica, é a história do vosso vizinho, ou talvez a sua.
  • Deuses Americanos de Neil Gaiman (a), P. Craig Russel e Scott Hampton (d) pela Saída de Emergência que assim publica a adaptação como novela gráfica do romance multi-premiado (…). Diz a sinopse: Shadow Moon sai da prisão e descobre que a sua mulher morreu. Derrotado, falido e sem saber para onde ir, conhece o misterioso Sr. Wednesday, que o emprega como guarda-costas, empurrando Shadow para um mundo mortífero onde fantasmas do passado regressam da morte e onde uma guerra entre deuses está iminente. 

Esta última obra já chegou à Bedeteca de Lisboa e foi seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Leitura de Verão (6) Mumins finalmente!

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Finalmente a Bedeteca de Lisboa tem um livro de BD dos Mumins – só é pena estar em francês (os sub-30 não lêem a língua do Amor) e o trabalho já não ser da sua criadora finlandesa Tove Jansson mas feito pelo seu irmão Lars.

Ainda assim, é bem-bom! Para ler depois do mergulho na água fria!

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Leitura de Verão (5) índios

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Parece um “RanXerox” de western mas não merece tantos elogios como isso. Eis que encontramos Indeh: Uma História das Guerras Apache, do actor Ethan Hawke, cujo uniu forças com o artista Greg Ruth para escrever esta terrível, nua e crua história acerca de um conflito no Oeste. Inicialmente, Ethan Hawke idealizou a história criada para o cinema no qual se iria revelar a verdade crua das guerras que opuseram os colonizadores e soldados americanos aos índios Apache. Contudo, decidiu transformá-la num romance gráfico com o artista Greg Ruth (…), criando uma narrativa intensa sobre um momento complexo e cruel da conquista do Oeste.

Ou seja, Hollywood continua a ser um bastião de imperialismo norte-americano porque impede de fazer um filme sobre os índios e a BD continua a ser uma forma barata de produzir conteúdos bons ou maus, tanto faz. Fantástico!

Sinopse O ano é 1872, na nação Apache, uma região dividida por décadas de guerra. Goyahkla, um jovem guerreiro, perdeu a sua família e todos os que alguma vez amou. Mas, depois de uma visão, vai pedir ao chefe Apache Cochise que o deixe comandar um ataque contra a vila Mexicana de Azripe. Será esta manifestação feroz de coragem que irá transformar o jovem Goyahkla no famoso herói índio Gerónimo. Os índios Apache iriam combater os seus inimigos, as forças do Exército Americano, ao longo de décadas, perdendo aqueles que amavam, tentando salvar as terras dos seus antepassados e a sua cultura, até estarem reduzidos a chamarem-se a si próprios “Indeh”, ou “aqueles que estão mortos”.

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Leitura de Verão (4) nostalgia

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Encontramos este livro e caramba, também os franceses fazem traduções maradas? Trata-se de Clyde Fans de Seth, edição da Casterman…

Uma leve investigação pela ‘net e percebemos que a série em francês está incompleta, aliás, a edição norte-americana só recentemente é que foi concluída. Ainda assim, esta edição serve para entrar no mundo de dois irmãos que gerem o negócio de família de ventoinhas neste mundo onde o ar condicionado passa a ser a regra – pelo menos para alguns, a Bedeteca de Lisboa não tem nem ventoinhas nem ar condicionado!

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Leitura de Verão (3) policial

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Preguiça máxima, não apetece pensar, chegamos à Bedeteca de Lisboa e deparamos com uma bela edição de Rip Kirby de Alex Raymond, pela Bonecos Rebeldes. Mede 27×35 cm, quase parece um jornal, data de 2010 mas está nas novidades da Bedeteca! De resto, a editora prometeu publicar tudo deste clássico da BD mas ficaram-se por este volume de 1946… Baza descobrir isto, Policial rima com Verão!

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Leitura de Verão (2) pontapé na peida!

Kick-ass-capaMark Millar tem sido muito publicado em Portugal, sem que haja motivos de grande entusiasmo. Faz parte da figura do “sr. respeitável” na indústria dos “comics” / super-heróis mas como alguém escreveu recentemente, “o Frank Miller é um facho de merda, o Alan Moore é anarquia já! e o Grant Morrison é um drogado do caralho!”. Millar não é nada disso, é apenas um “normie” que consegue escrever vulgaridades e algumas coisas divertidas como este Kick-Ass com o desenhador John Romita Jr.

Kick-Ass é uma comédia negra super-heróica e um dos maiores sucessos do Millar, que também já foi adaptado para o cinema por Matthew Vaaghn.

Sinopse: Alguma vez quiseram ser um super-herói? Não, a sério, nunca quiseram MESMO ser um super-herói? Dave Lizewski queria ser um super-herói, não queria ser banqueiro ou cozinhar hambúrgueres ou estudar direito. Queria ser SUPER-HERÓI, e ao contrário de vocês, decidiu que ia tomar o seu destino nas mãos, e seguir o seu sonho! E um fato de mergulho e uma máscara depois, a cidade começou a reparar no seu novo super-herói… KICK-ASS!

Mas agora, à medida que a moda dos super-heróis alastra pela cidade e pelas redes sociais, e que aparecem cada vez mais aventureiros mascarados, a realidade vai apanhar Dave Lizewski e exigir-lhe que demonstre a coragem que um super-herói tem de ter, mesmo que isso signifique chegar atrasado às aulas e desapontar o seu pai.

A sinopse deixa muito desejar, isto é um caldeirão de violência urbana e humor negro, prá ler com a bola de Berlim gordurenta na praia!

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