MASSACRE Books

Chegaram à Bedeteca de Lisboa os livros do colectivo Massacre! O primeiro é o catálogo da exposição Loot Box que terá sido o evento mais importante ligado à Banda Desenhada portuguesa – juntamente com a retrospectiva de Rudolfo na Galeria Municipal do Porto. Não porque 2020 tenha sido um ano de poucos eventos culturais e que os festivais de BD de Beja e Amadora foram cancelados mas justamente pelo Massacre (e Rudolfo) terem passado por cima desses certames ditados pela total falta de programação artística – são festivais completamente dominados pelas editoras portuguesas que, como se sabe, estão-se a borrifar para a “Arte dos Autores”, passe a ironia.

UltraSaiyanJedi is streaming Tactical Arena: Apocalypse, March 11th (Twitch is like the fun side of the military-industrial-surveillance complex) – título que suplanta este em tamanho – é um livro a solo de Mao, que publica o trabalho exposto em Loot Box. A acção toma lugar numa plataforma online de streaming de jogos. O streamer esconde a sua identidade por detrás de um pseudónimo e de um avatar animado, ao mesmo tempo que aparentemente divulga pormenores da sua vida pessoal. A precarização da indústria de entretenimento e as relações de classe são colocadas como pano de fundo das experiências de socialização em plataformas de streaming. Desta forma, a narrativa posiciona a presença digital e a “uberização” do tempo lúdico como elementos constituintes de uma experiência do pós-humano, aqui entendido como o resultado já palpável de um quotidiano sobredeterminado pela tecnologia.

Deixe um comentário

Filed under acervo da bedeteca, bd portuguesa, outros media, referência

Areia…

Queríamos ver a Colecção Novela Gráfica ou as editoras portuguesas generalistas com coragem de publicar este Grosz : Berlin New York do norueguês Lars Fiske. Já que editam tanta redundância de adaptações literárias ou biografias de gente importante, então porque não um dos mais importantes de sempre? O artista alemão George Grosz (1893-1959) – que até André Lemos o homenageou!

Fazer uma BD sem palavras, sem traduzir as frases alemãs e num estilo caricatural é muita areia para a camioneta destes editores, estamos a vê-los, isso sim, a dizer “mas isto é BD?” Felizmente há dois exemplares deste belo livro nas BLX para os leitores interessados!

Deixe um comentário

Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira

Porto 2001

Ao lermos Marbles (Gotham / Penguin; 2012) da autora norte-americana Ellen Forney encontramos algumas páginas dedicadas à sua visita ao saudoso Salão de BD do Porto de 2001 – o seu derradeiro ano, irónico demais para uma “Capital Europeia da Cultura”. Marbles é uma memória autobiográfica sobre a luta de Forney sobre a sua condição de maníaca-depressiva (ou bipolar). Seria uma boa aquisição prá Bedeteca de Lisboa…

Aproveitando este “post” relembramos esta nossa resenha sobre outra doença mental retratada em BD também por uma autora dos EUA.

Deixe um comentário

Filed under acontecimentos, bd estrangeira, referência

Artbabe

Nos meados dos anos 90, Jessica Abel seria o protótipo da “BD alternativa” (e no feminino). Inteligente, autobiográfica, inspiradora e simpática. Eis que chegou à Bedeteca de Lisboa a sua colectânea de BDs curtas, Soundtrack short stores 1989-1996. A autora viria a enveredar para o ensino, tal como o seu companheiro Matt Madden – exercício de memória: ela chegou a estar alguma vez no Salão de BD do Porto? Madden temos a certeza, até porque foi publicado na revista Quadrado, dela não sabemos…

Coincidência cósmica, o seu “comic-book” sobre a rádio foi também catalogado, anos e anos depois de estar no acervo da Bedeteca, o que está a acontecer? Remorsos por não fazerem NADA pelos 25 anos desta instituição?

Deixe um comentário

Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

CAPA_COMANCHE_3-600x790

Terceiro e último volume de Comanche chegou à Bedeteca de Lisboas, é um bom old school que ainda merece ser obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

Deixe um comentário

Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira

Neo-Povo

No próximo sábado, 17 de Abril, o Museu do Neo-Realismo abre ao público a exposição de longa duração Representações do Povo, que pretende refletir como artistas próximos ou distintos do neorrealismo representam o povo, na relação com os seus diferentes contextos geográficos e históricos.

São seis os artistas e seis os conjuntos de obras, de Domingos António Sequeira a Graça Morais, passando por Rafael Bordalo Pinheiro, Augusto Gomes, Tereza Arriaga e Jorge Pinheiro. Através deles, o Povo irrompe: refugiados da Terceira Invasão Francesa, a figura derrotada ou ameaçadora do Zé Povinho, os pescadores de Matosinhos, os vidreiros da Marinha Grande, as «Marias» da aldeia transmontana do Vieiro, os camponeses da reforma agrária alentejana, na comovente alegoria a dois dos seus mortos.

A exposição, que ocupa o piso 2 do Museu, está patente até 10 de Abril de 2022 e é de entrada livre.

Deixe um comentário

Filed under acontecimentos, referência

Kago

Espectáculo! Chegou um livro de Shintaro Kago à Bedeteca de Lisboa!! É o segundo volume da série Dementia 21 mas a demência é tal que não é preciso volume 1 para nada!! Está tudo bem… Só falta é terem Suehiro Maruo nas estantes da Bedeteca já que no último ano adquiriu alguns livros de autores japoneses que não eram nem “teenagers” ou “ok boomers”…

Deixe um comentário

Filed under acervo da bedeteca, bd estrangeira