És tu!

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Como nós somos contra religiões e outras superstições não divulgamos isto mas entretanto deram-nos a entender que não é um verdadeiro Tarot e que é uma grande invenção de uma grande autora que é a Amanda Baeza.

Então, nesse caso e esperando que não seja tarde demais: HOJE, às 16h30 na Tinta nos Nervoslançamento de It’s YouCartas de oráculo ilustradas de Amanda Baeza. Apresentação e conversa com a autora e a artista Patrícia Barbosa.

(…) Baeza (…) criou uma galeria de 85 retratos a partir de imagens encontradas na Internet, celebrando a diversidade humana e uma miríade de acções e sentimentos. Com um esquema compositivo e cromático próximo do clássico Tarot de Marselha, essas imagens foram agora transformadas num baralho oracular, pronto a ser empregue de forma livre pelos seus utilizadores.

 

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RicardoBloch

Estranha aparição esta! Um “mash-up bedófilo”! Huckleberry Finn junta-se a Moby Dick numa releitura homo-erótica a “corta-e-cola” pelo fotógrafo Ricardo Bloch em 1995. Usando umas BDs manhosas da Classics Illustrated, série de “comics” que adaptavam romances para BD entre 1941 e 1971 (sendo recuperada com melhores autores nos anos 90), Bloch cria um híbrido narrativo que resulta porque ambas narrações usam discursos na primeira pessoa, tem a temática da descoberta pessoal, em ambientes de barcos e por tratarem de amizades com homens de cor… Huckleberry Dick Teve uma edição limitada em 2008, pelo selo do autor, a Shandy Books, e que só agora chega a Lisboa – mesmo a tempo de apanhar o zeitgeist de Samplerman e de outros “comix-remixers”.

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Krypto-rock

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HOJE é lançado, em Lisboa, o álbum de música 𝗘𝘆𝗲𝟭𝟴, estreia de 𝕂𝕣𝕪𝕡𝕥𝕠, o trio de destruição que junta Gon (dos saudosos Zen e dos gloriosos Plus Ultra) a Chaka e Martelo (dos Greengo). Co-edição da Chili Com Carne e da Lovers & Lollypops, o disco saiu fisicamente ontem no Porto (Maus Hábitos) e sai HOJE em Lisboa (Musicbox), na abertura de Petbrick. Porquê esta notícia? É que o disco faz-se acompanhar de uma BD da autoria de Rui Moura. Ah, bom!!!

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1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (anos 2000)

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A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

Com O Novo Milénio concluímos este ciclo de mostras bibliográficas, de década a década, da listagem de 1001 Comics You Must Read Before You Die.

A Era Digital dos anos 2000 trazem “horizontalidade” à BD uma vez que tudo se pode encontrar na Internet. O Romance Gráfico impresso em livro impõe-se como o formato principal do actual mercado da BD, sendo que o maior desafio passa pela identificação de livros de qualidade, tal é a quantidade de propostas, que saem todos os dias: autobiografias com bonecada, temas LGBTI+, zombies versus super-heróis, reportagens de tudo que se mexe, velhas fórmulas camufladas de vanguarda, etc… Até as fronteiras se diluem com a solidificação de autores de países de fracas indústrias, como os finlandeses Tommi Musturi e Amanda Vähämäki, ou do “nosso” Filipe Abranches – a única entrada portuguesa neste guia, com O Diário de K (Polvo; 2001), uma adaptação de A Morte do Palhaço de Raul Brandão.

Muito se poderia comentar mas o limite de espaço faz-nos chamar atenção para nomes como Olivier Schrauwen, Yuichi Yokoyama, Andrea Bruno e Dash Shaw; relembrar a Bedeteca de Lisboa que editou a primeira parte do Cão Capacho Bósnio dos suecos Max Andersson e Lars Sjunnesson, na sua revista Quadrado; e, ainda celebrar a recente edição portuguesa, do importante Goražde – Zona de Segurança de Joe Sacco, 18 anos depois da edição original!

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Quinta das Espanholadas

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Na Quinta-Feira de Novidades na Bedeteca de Lisboa apareceram os romances gráficos espanhóis da colecção Novela Gráfica do ano passado. Como prevíamos, nada de brilhante:

 

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O crime não compensa

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Já se encontra disponível nas bancas e brevemente nas livrarias o segundo volume de Criminal, a multi-premiada série de Ed Brubaker (a) e Sean Phillips (d), editado pela G. Floy.

Dizem: (…) Brubaker e Phillips servem-nos um conjunto de histórias que exploram os limites do noir e da narração visual. Em Os Mortos e os Moribundos, uma mulher que sofreu na pele a crueldade do mundo que a rodeia, regressa à cidade com uma ideia em mente apenas: vingança. E os seus melhores amigos, o filho do mais poderoso senhor do crime da cidade, e um pugilista em ascensão, vão ser apanhados no fogo cruzado da sua raiva. Uma única tragédia, contada de três pontos de vista diferentes.
Em Uma Noite Má, a mais estranha das histórias da série segue um autor de banda desenhada com insónias, Jacob, o criador da tira “Frank Kafka Detective Privado”, que vai ser apanhado num furação auto-destrutivo de sexo, mentiras e violência. Duas vontades de vingança opostas vão colidir numa história com um desfecho surpreendente.

Dúvida: deve substituir este na Bedeteca Ideal?

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É grande!

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A Douda Correria depois de editar o melhor livro de BD em Portugal de 2018 lançou também um dos mais livros de ilustração portuguesa mais ousados. Não só pelo tema homo-erótico devedor a Tom of Finland (embora indo pelos caminhos da cultura neoclássica) mas também pelo tamanho e quantidade de páginas do objecto. É também um A2 como O Reino, este Mistérios da Castração de Úrano de Elagabal Aurelius Keiser.

Mais uma vez é preciso que seja uma editora de poesia a avançar com um objecto fora do comum!

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