Zé sempre em pé

Chegou à Bedeteca de Lisboa o catálogo da exposição ZÉ POVINHO 1875–2025 – 150 Anos de Sátira, Resistência e Identidade Popular que esteve patente o ano passado nas Caldas da Rainha. É o fim da “silly season”?

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Sino-Tankie Kitsch

Houve uma altura em Portugal que os homens de barba rija não eram hipsters mas Maoístas e cheios de convicção que até publicavam BD chinesa revolucionária para as massas se educarem e darem um valente tiro num riquinho qualquer – infelizmente alguns ficaram chernes de rico e esqueceram a revolução permanente, o povo, etc… Pelo menos os desenhos destas BDs são giros e não é “coming-of-age”!

Temos uma ideia de pelo menos terem sido publicado mais de 6 volumes destas BDs por cá, e acreditamos que pouco a pouco elas irão aparecer no arquivo da Bedeteca de Lisboa, tanto que já topamos este Bater-se no Norte e no Sul que cheira a vintage e naftalina… chinesa!

Entretanto chegou mais uma edição – mas de Espanha, por isso pode-se concluir que o fenómeno foi global – que apanha muito deste tipo de BD com o abusivo título:

Por momentos pensávamos que o “nosso” Mao tinha um livro em Espanha!!!

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Not boring Europa!

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Está em russo! Mas o que sabemos é que a Gazelle of Death é:

  1. um livro de BD que se encontra na Bedeteca de Lisboa;
  2. a autoria é de Denis Alekseev (a) e Pit Psymuline (d);
  3. e que o Denis é Gazelle of Death!

Passou em Abril de 2018 pelo extinto e saudoso Lounge (Lisboa) a banda polaca Kurws que vinha conduzida pelo Gazelle of Death. Há muitos anos que o russo comprou um veículo para trabalhar como roadie de bandas levando os punks-mais-punks aos confins da Rússia e outros países pela Europa, tornando-se o condutor e a carrinha num mito do asfalto alternativo. Como podem imaginar, nas suas BDs, Alekseev conta centenas de histórias loucas de cada lado da barricada, dos punks que só fazem merda aos dos bófias repressores e desconfiados, do público que anda à porrada, de nazis ranhosos, de cães a arderem e de muitos quilómetros de vómito, contrariando os betitos da Chili Com Carne. Como ele diz na contra-capa: Nu regret!

PS – existe uma tradução em inglês deste livro, em documento digital de texto, que pode ser pedido aos funcionários da Biblioteca dos Olivais se estes soubessem alguma coisa do acervo que tem na mãos!

PPS – Entretanto foi feita uma edição em inglês pela D.U.S.T Editions (Did U See That? DIY OR DIE!) que deverá a ser distribuída em Portugal, estejam atentos! Quem nos contou foi a Trasporti Marittimi, agência artística dos Putan Club!

PPPS – A versão inglesa chegou à Bedeteca!!! 

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Tapeçaria de pénis regressa a Inglaterra…

2675005143-a-tapecaria-a-historia-de-uma-obra-primaUma pérola na Bedeteca de Lisboa: A tapeçaria : a história de uma obra-prima de Carola Hicks, publicado em 2009 pela Aletheia.

Sinopse: Uma história absorvente da tapeçaria de Bayeux, cuja origem remonta à batalha de Hastings no longínquo ano de 1066, e que é um dos maiores tesouros da Europa. Com um passado pleno de tragédia e aventura, esta obra de arte suscitou desde sempre a maior curiosidade. Nesta obra, que se lê como um romance, ficamos a saber quem a encomendou e o milagre da sua confecção, para lá dos acontecimentos posteriores desde o séc. XI aos dias de hoje. 

Ignorada no chão da Catedral de Bayeux até ser “redescoberta” no séc.XVIII, a tapeçaria transformou-se num símbolo de poder e de arte. Sobrevivente da Revolução Francesa, foi exibida por Napoleão, copiada pelos Nazis, e a sua influência histórica-artística perdura até aos aos nossos dias.

Este livro magnífico, repleto de pequenas histórias, demonstra-nos como se “reconta” a história em cada época, e como uma grande obra de arte tem vida própria, bem como um papel tão importante no curso da História.

Este tesouro editorial foi seleccionado para a Bedeteca Ideal.

PS – entretanto, vão-se descobrindo mais pénis na Tapeçaria, segundo o The Guardian

PPS – e passados 900 anos a Tapeçaria volta a Inglaterra, segundo o Público

PPPS – E eis que até os fachos techbros vão lá armados em espertos…

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Aldeamentos de Guerra na Bedeteca

Já chegou à Bedeteca de Lisboa, o novo livro de Francisco Sousa Lobo, Aldeamentos de Guerra, após o fim da exposição de originais na Tinta nos Nervos.

Lançado pela Chili Com Carne, dizem: Regressa com este volume o Francisco Sousa Lobo (1973) à colecção LowCCCost para quebrar mais uma vez os “silêncios” de locais menos ortodoxos. Se em Deserto / Nuvem (2017) esse era o tema em si, ao revelar a forma de vida dos cartuxos no convento de Évora, neste novo livro juntaram-se uma equipa de investigação em arquitectura e um autor de BD para entrevistar pessoas que tivessem estado nos aldeamentos criados pelo exército português em África. As pessoas investigadoras realizaram entrevistas em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e Brasil,oferecendo uma reflexão sobre o que aconteceu antes e depois do 25 de Abril de 1974 na ruralidade africana.

Esta banda desenhada foi criada como parte de um projecto de investigação científica financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal.

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Memórias coloniais na Tinta nos Nervos

Depois de uma mostra-guerrilla com a Família na Tinta nos Nervos, Júlia Barata regressa à galeria-livraria com o Caderno de Memórias Coloniais. É este Sábado a inauguração!!! É a rentrée!

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Gaza 06.10.26

No dia 6 de Outubro é lançado Requiem for Gaza de Chris Hedges e Joe Sacco, pela Fantagraphics, livro dedicado ao genocídio dos palestinianos infligido por Israel. Quem terá coragem de publicar este livro em Portugal?

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