Drawing Room

Começa hoje mais uma edição da Drawing Room na Sociedade Nacional de Belas Artes.

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Fome

Mais uma “novela gráfica” que adaptada um clássico da literatura – porque pelos vistos os autores de BD “não sabem escrever” – mas pelo menos este norueguês Martin Ernstsen é um autor interessante e não só mais um funcionário desesperado a chafurdar na Literatura como centenas que andam por aí e que as editores generalistas e especializadas publicam como se fossem alguma coisa de jeito – este por exemplo mostrou o caminho oposto.

Dizem: Obra inaugural da grande literatura moderna, Fome, do prémio Nobel de Literatura Knut Hamsun, foi publicado há mais de um século e agora adaptado para banda desenhada por Martin Ernstsen. Numa abordagem tão fiel quanto original ao romance (…) Ernstsen adapta para novela gráfica [lol] esta história protagonizada por um jovem escritor que deambula faminto e delirante pela cidade de Kristiania, oferecendo ao leitor uma experiência estética e literária singular.

Ah, sim, é da Cavalo de Ferro a edição…

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Os 25 dos 25 pelos 25 (Hetamoé)

Depois da divulgação da obra Leituras Desenhas : Uma celebração dos 25 anos da Bedeteca de Lisboa, a Junta de Freguesia dos Olivais – que gere a Bedeteca de Lisboa e que tem como logotipo institucional um desenho digno para uma cabeleireira –  continua o seu ciclo de apresentações com alguns dos artistas envolvidos.

O quarto encontro foi no Sábado com Hetamoé no Facebook da JFOFique a conhecer um pouco do seu percurso artístico, da sua ligação à Bedeteca e à obra/ autor escolhidos como inspiração para este projeto – neste caso Nonnonba de Shigeru Mizuki (1922-2015).

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Flores

Em Portugal publica-se apenas o pior da “bedófilia” mas o kuš! tem atenção aos portugueses que interessam, assim sendo editaram, em Julho, mais dois volumes da colecção mini kuš! com a Dileydi Florez e Ema Gaspar (imagem). Esta última autora recordamos que participou na brochura virtual dos 25 anos da Bedeteca de Lisboa.

Enquanto estes minis não aparecem na Bedeteca eis que chegou o número 38 da antologia.

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Go away, there’s nothing to see!, said the Policeman

Era assim que o cartaz da BD Amadora deveria ter sido – nós melhorarmos a coisa, adoptando as estratégias da Música Portuguesa a Melhorar-se dela própria. A pior programação de sempre, reduzida às marcas das editoras bedófilas, privatizando espaço público e sobretudo percebe-se que em 32 anos a Amadora não conseguiu formar funcionários que percebam que programação cultural faz-se com os AUTORES e não com os editores.

Nem a exposição da História do Manga vale a pena, é um engodo sem originais e com bonecada poluente. A evitar e esperar mais um ano. Pode ser que o Nelson Dona regresse! Volta (até tu) estás perdoado!

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Agora

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é um livro de ilustrações do franco-brasileiro Matthias Lehmann, autor de BD que chegou a ser publicado em Portugal quando a Polvo tinha graça e coragem, sim foi há mais 21 anos atrás! Agora mostra trabalho do autor inspirado em vários pontos do planeta, e um belo exemplar veio parar à Bedeteca de Lisboa pela mão de Pedro Burgos. Os leitores da Bedeteca agradecem!

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Quem tem medo da BD?

Chegou à Bedeteca de Lisboa o belo livro De Árvore em Punho de Susana Neves publicado no âmbito da Lisboa Capital verde Europeia 2020 (LOL).

Partindo de uma investigação original e provocadora sobre a relação de Bordalo Pinheiro com as árvores, as flores (incluindo as silvestres), os jardins e as hortas na cidade, o livro Rafael Bordalo Pinheiro – De árvore em punho revela a quase desconhecida faceta de ecologista avant la lettre do famoso caricaturista e ceramista português.

Ao longo de cinco capítulos (…) a autora, Susana Neves, mostra como Bordalo mereceu o reconhecimento do eminente botânico brasileiro José de Saldanha da Gama, conviveu com o famoso horticultor portuense Marques Loureiro, frequentava a Florista Francesa ao Chiado e as exposições de Paulo Plantier, um ourives especialista em rosas e murros. A todos divulgou e celebrou e através deles foi assimilando uma verdadeira expertise botânica que se traduziu pela sua invulgar capacidade de identificar as plantas conhecer-lhes a simbologia e saber usá-las nas práxis dos seus vários talentos enquanto caricaturista, cartoonista, ilustrador, ceramista, figurinista e decorador.

Cruzando a robusta e extensíssima obra gráfica e cerâmica, bem como alguns desenhos inéditos de Bordalo com a imprensa oitocentista (sobretudo, a dedicada à jardinagem e à horticultura), depoimentos de viajantes estrangeiros cultos, obras literárias de vários escritores, entre eles, Fialho de Almeida e Ramalho Ortigão, e fotografias históricas provenientes dos acervos do Museu Bordalo Pinheiro, Biblioteca Nacional de Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico, Museu de Lisboa, Biblioteca Municipal José Baptista Martins (Vila Velha de Ródão), Instituto Moreira Salles (Brasil), J. Paul Getty Museum (EUA) e um empréstimo privado da Colecção Família Mouton (França), a autora constrói um ensaio visual inesperado sobre um artista irreverente que via na flora autóctone e nos muitas vezes báquicos prazeres das hortas alfacinhas os referentes de uma portugalidade ameaçada. 

Simultaneamente ensaio, livro de história e de viagens, reportagem e investigação etnobotânica, esta obra bilíngue (português/inglês), de 160 páginas e mais de 100 imagens a cores, num registo bem humorado e erudito transporta o leitor para um tempo (final do século XIX e princípio do século XX) em que o então novo conceito de cosmopolitismo incluía como alicerces a defesa da arborização e o ajardinamento da cidade, e Bordalo, um dos seus principais arautos, encontrara nas plantas (autóctones e aclimatadas) a arma dilecta da sua “Botânica Política” e as musas inspiradoras do seu riso, misto de flor carnívora e lírio de espada à cinta.

Só é pena que a autora tenha medo de usar os termos “BD” ou “Banda Desenhada” para designar o livro No Lazareto. Ó filhota, sabemos que a BD é rasquice mas ao menos usavas o termo chique de “novela gráfica” invés de “livro de desenhos” (p.41).

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