Radioso

No P3 está a sair uma BD sobre o confinamento/ Covid por Eduardo Côrte-Real.

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Monstra 2020

Os olhos lisboetas não terão descanso durante 11 dias enquanto a Monstra, festival de cinema de animação, exibir centenas de filmes para todos os públicos possíveis…

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Festa da Ilustração 2020

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A Festa da Ilustração em Setúbal vai acontecer em Outubro. Da sua extensa programação destacamos uma feira de edição independente – num ano de penúria deste tipo de eventos – a acontecer no fim-de-semana de 3 e 4 de Outubro n’A Gráfica. Estejam atentos!

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Hoje

Inaugura hoje a exposição Viveiro, com aguarelas que se foram dando durante a quarentena argentina de Júlia Barata. Foi uma conversa desenhada durante meses com os queridos curadores Rui Guerreiro e Sara Goulard, que se concretiza agora no [A] Space, em Lisboa, com inauguração das 16 às 20h, sob procedimentos cautelosos Covid19.

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O regresso da Geração Lx Comics

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Coincidência mercantil interessante que aconteceu o ano passado. Para além de Selva!!! de Filipe Abranches, na sua chancela Umbra, saiu também O Colecionador de Tijolos de Pedro Burgos. Não é um livro “novo” porque saiu originalmente em França em 2017 mas eis finalmente em português e na Bedeteca de Lisboa. Dois autores de peso, ligados pelo passado terem publicado na excelente revista Lx Comics. Editado pela Chili Com Carne na sua colecção de romances gráficos, Rubi, apostaram a divulgação com excertos de boas críticas:

(…) Trata-se de um conto, no qual se acompanham personagens, conflitos e peripécias numa só narrativa. Se a cidade, alterada pelos efeitos da crise financeira e da mercantilização (o desemprego, a gentrificação, a especulação imobiliária), é o lugar e o pano de fundo em que o conto se desenrola, a arquitectura, como metonímia da construção e da criação, permanece na origem da banda desenhada de Pedro Burgos.
Valério, homem que já ultrapassou a meia-idade, fica sem emprego após o fecho do ateliê de arquitectura onde trabalhava. Decide, então, reabilitar a casa herdada dos avós para descobrir, incrédulo e revoltado, que foi ocupada por homens e mulheres sem-abrigo. Reagirá com violência, antes de perder os sentidos. Começa aí a sua derrocada existencial e espiritual: acordará, salvo pelos médicos, mas para se afastar do mundo (a cidade, cujo nome Pedro Burgos só revelará no fim), tornando-se no coleccionador de tijolos que os vizinhos e família observarão com piedade, receio e incompreensão. (…) José Marmeleira in Público

podemos ler O coleccionador de tijolos também como um retrato da sociedade portuguesa durante os anos da crise financeira, cujas repercussões se fizeram sentir em aspectos bem mais profundos do que se poderia imaginar à partida. O livro é, assim, apesar da sua superfície narrativa, uma espécie de mapa concentrado dos traumas das transformações operadas na cidade. Pedro Moura in LerBD

Os portugueses, e os lisboetas em particular, passaram agora a andar ditosos com a procura turística. Não há cidade que aguente ou aeroporto que chegue para tanta oportunidade de fazer dinheiro. Pelo meio desta “avidez da ganhuça” – para citar o escritor anarquista Assis Esperança (1892-1975) –, haverá sempre tipos estranhos que recolhem tijolos, para desdém dos empreendedores e desgosto dos presumíveis herdeiros. (…) uma parábola dos tempos que correm.
A leitura lembrou-nos por vezes o Will Eisner de The Building (…); outras, a poética do franco-grego Fred, criador do maravilhoso Philémon. A edição é cuidada, com atenção aos pormenores (por exemplo, a analepse impressa em papel doutra cor). Mestria na composição, solidez de ponto de vista que não nos deixa indiferentes, humor e amor em doses comedidas – o que mais se pode querer de uma BD? Ricardo António Alves in I

De referir ainda que na colecção RUBI há sempre prendinhas, e este O Colecionador de Tijolos não será excepção. Assim, um mini-zine intitulado Slow Motion, impresso em risografia e limitado a 90 exemplares acompanha a quem adquira o seu exemplar na loja em linha.

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Rentrée (4)

Alguém que diga à Achada para aprenderem a fazer cartazes que não sejam horríveis… Credo!

Sobre a exposição: Além de professor e crítico, Mário Dionísio foi escritor, pintor e resistente. Quer datem de anos anteriores ou posteriores à revolução de Abril, os  textos que escreveu e as telas que pintou espelham, amplificando-as, as suas preocupações políticas e o seu desejo de participar no parto dum mundo menos infame, mas também as terríveis decepções de alguém que se recusa a asfixiar a esperança. Textos e telas são não menos rasto duma conversa ininterrupta com a literatura e a pintura. O fio condutor desta nova exposição da CA-CMD será o diálogo entre alguns pintores convidados e  poemas de Mário Dionísio em torno da temática da resistência, tendo estes últimos servido de ponto de partida para os quadros expostos, todos eles originais. Viajar na poesia de Mário Dionísio através do olhar de Adão Contreiras, Alberto Péssimo, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Mendonça, Frederico Mira George, Gonçalo Pena, Isabel Amaral, João Alves, José Smith Vargas, Margarida Alfacinha, Miguel Carneiro e Sofia Areal é a nossa afoita proposta.

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Rentrée (3)

Para além da ZDB eis a Tinta nos Nervos a dar (boas) cartas com a exposição de André Lemos intitulada A Bombordo; Os Robustos e Descontinuados a inaugurar HOJE.

André Lemos é um desenhador. Ainda que no seu percurso tenha aflorado classes e categorias do desenho que assumam outros nomes mais precisos – banda desenhada, ilustração, arte mural, cartoon editorial, graphzines -, em toda a sua produção preside a manualidade, a imediaticidade e urgência do desenho, agregando-os por um mesmo corpo.

Trabalhando usualmente por séries, mais ou menos presididas por um tema ou princípio, os desenhos
A Bombordo; Os Robustos e Descontinuados parecem perseguir uma anomia, pela sua variedade de assuntos, composições, ângulos, unidade de estilo, presença de personagens, textos, cenas identificáveis enquanto tal, e forma de interpelação com o espectador. Certos desenhos parecem responder ao hodierno, outros parecem querer alcançar aquilo que fictivamente chamamos “o universal”. O maquínico convive com o orgânico, o gráfico com o onírico, o satírico com o admoestante, o ilustrativo com o automático. Se o desenho é uma forma de pensar o mundo, Lemos quer pensá-lo todo. 

 Tendo experimentado muitas técnicas ao longo da sua carreira, inclusive e mais recentemente a colagem digital, os trabalhos apresentados nesta exposição foram criados a tinta-da-China sobre papel, exclusivamente para a Tinta nos Nervos. E numa prática que recorre à mais antiga e espraiada das tradições, do desenho a pincel, o gesto e a voracidade alia-o a uma constelação de referências dessa indisciplina material e de atenção, irmanando-o, nessa incessante avidez de captura, a Leonardo e Delacroix, Shi’tao e Hokusai, Georg Grosz e Anni Albers, Philip Guston e Saul Steinberg e Brett Whiteley e Raymond Pettibon.

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