Novela Gráfica 2017

novelas_graficas_2017_posterMais uma Colecção Novela Gráfica em que os moldes de selecção primam pela esquizofrenia total. Batman e Dylan Dog? Das duas uma, ou os editores são “bedófilos” e insistem em alienar a construção de um público maturo ou então é uma estratégia subversiva de trazer os tótós a lerem coisas mais sérias… Era preciso mesmo reeditar o Traço de Giz de Miguelanxo Prado? E o islamofóbico do Frank Miller? Será que os novos Paco Roca serão melhores do que já saiu até hoje? Começamos a duvidar muito… E o André Diniz voltará em forma como foi Morro da Favela? Coisa que não vimos noutros livros editados… Ó não, vamos ter o Books of Magic! So boooooring! Quem lê esta colecção acredita no Pai Natal, certo?

As boas novas passam pelas estreias em Portugal de Bastien VivèsAsaf Hanuka, a publicação finalmente de livros a solo de Max (FINALMENTE! FINALMENTE!) e Bartolomé Seguí com Gabi Beltrán, e o regresso à edição nacional de Etienne Davodeau… O Max foi o autor que veio sabemos lá quantas vezes a todos os festivais de BD portugueses sem nunca ter sido editado – a não ser em vários números da revista Quadrado, a saber #1 e 2 (2ª série, 1995) e 1-3 e 5 (3ª série pela Bedeteca de Lisboa, 2000-03), uns livros para a infância e uma serigrafia para o atelier Mike Goes West. Saber que vai ser editado em português é a melhor notícia do ano!

Ainda para estragar a festa, não há um romance gráfico de um autor português mais uma vez nesta colecção. Se calhar até é melhor assim, ainda republicavam o Jim del Monaco ou o Pizza-sei-lá-o-quê…

Começa esta Sexta-Feira com o jornal Público… Se a ordem de lançamentos for a que está no anúncio, só começamos a comprar livros daqui umas duas semanas, temos pena.

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Recuerdos de 22 de Abril

Foi uma grande e Singular festaRemember 22 Abril 2017!

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Quatro Madokas

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Apareceu na Bedeteca de Lisboa o quarto volume da série Madoka Machina de André Pereira que prova ser um dos grandes talentos da nova geração de autores de BD portuguesa em registo Pop.

Acho que vamos ter d eler tudo para trás para perceber o que aconteceu até agora: A IV Revolução Industrial já passou: democratizou-se a magia com recurso a várias aplicações para-smartphone e a transmutação do mercado num senciente digital unificou a sociedade através da tecnologia; todos nascem iguais e com acesso à Internet. Madoka Machina acompanha a relação amorosa de uma tríade de jovens adultos que tenta integrar-se numa sociedade onde o Estado foi chutado para canto e o assalariado é um ser em vias de extinção no mercado de trabalho. Ter poderes de transfiguração – sejam eles delegados através de misticismo arcaico ou comprados na última promoção online – e a habilidade de dobrar a realidade para se atravessar para o outro lado não ajuda tanto quanto se esperaria. Neste primeiro número (de uma série de seis) reúnem-se três capítulos, cada um debruçando-se sobre um momento na relação entre os três, e onde se fala de penis envy, diferenças geracionais e compras de supermercado. O registo é o de shoujo manga de quem nunca percebeu muito bem a Navegante da Lua, mas gostava.

Depois de anos a lançar livros que nos parecem irrelevantes a Polvo está a publicar algo excitante mesmo que sejam apenas uns livritos à Primata mas mais bem produzidos. Madoka faz-nos a vontade de ser “troll” e (per)seguir a série!!!

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Samba na Bedeteca e a 3D!!!

samba_2_aA Bedeteca de Lisboa recebeu várias edições da revista brasileira Samba, editada e produzida por LTG, Gabriel Mesquita e Gabriel Góes, a Samba é uma das melhores antologias brasileiras de BD independentes da actualidade e cujos autores participaram na antologia portuguesa Seitan Seitan Scum. 

No número dois (imagem) colaboram Clarice Gonçalves, Elcerdo, Daniel Lafayette, Stêvz, Rodrigo Urbano, Alex Vieira, André Valente, Eduardo Belga, João Lavieri, Jairo Neto, Pedro Franz, Fabio Barolli, Felder & Witko, Caêto, Mateus Gandara e Vitor Batista, e se já impressiona pela quantidade de páginas, esperem até meterem os óculos 3D que acompanham a edição!!! No número três temos trabalhos de Leandro Mello, Bruno Maron, Diego Gerlach, Rafael Campos Rocha, Carlos Ferreira, DW Ribatski, Rafael Corrêa, Tulio Caetano, Mateus Acioli, Pietro Luigi, Zakuro Aoyama, Pedro Cobiaco, Pedro D’Apremont, Julio Lapagesse, Pedro Ivo Verçosa e os franceses Felder e Witko, destacando-se o suplemento-não-suplemento Galaxian de LTG e Goés a lembrar os tempos da Metal Hurlant.

Também encontramos várias outras edições relacionadas com a Samba, como o zine Nix de Lucas Gehre, o mini sem/registo de  Pedro Ivo Verçosa (que já teve direito a uma pequena resenha crítica no Mesinha de Cabeceira) e o premiado DVD / curta-metragem Palhaços Tristes de Rafael Lobo, baseado nas BDs de Gabriel Mesquita.

piqui21Estas ofertas foram feitas pelo Piqui, colectivo de duas autoras que produzem fanzines de BD e que se encontravam em Portugal a estudar – ver Lisboa é very very typical

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Festa Punk Comix

capapunkcomix

Saiu no 10 de Junho na Feira do Livro de Lisboa (…) dois livros em um, ou seja um split-book, bem à punk! No ano em que se “celebram” os 40 anos do punk em Portugal, a Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, edita o (duplo) livro sobre este fenómeno: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota.

Escrito a partir de um levantamento exaustivo de fanzines, discos e demo-tapes, ao longo de 256 páginas, os autores dissecam todo esse material para tentarem perceber como através de uma ética – do-it-yourself – se conseguiu criar uma (falta de) estética caótica e incoerente que hoje se identifica como punk. Através da produção gráfica desse movimento se fixaram inúmeras estórias – até agora por contar – de anarquia e violência; de activismo político, manifestações e boicotes; de pirataria de discos e ocupação de casas; de lutas pelos direitos dos animais; de noites de copos, drogas e concertos…

Corta-e-Cola / Punk Comix é ilustrado com centenas de imagens, desde reproduções de capas de discos a páginas de fanzines, cartazes, vinhetas e páginas de BD, flyers e outro material raramente visto.

E porque punk também é música, o livro vêm acompanhadas por um CD com 12 bandas de punk, rock ou música experimental actuais como Albert Fish, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Presidente Drógado, Putan Club, Estilhaços Cinemáticos… As bandas ofereceram os temas, todos eles inéditos, sobre BD na forma mais abrangente possível, sobre personagens (Corto Maltese), séries (O Filme da Minha Vida), autores (Vilhena, Johnny Ryan) ou livros (V de Vingança, Caminhando Com Samuel). Alguns mais óbvios que outros mas tendo como resultado uma rica mistura de sons que vão desde o recital musicado ao Crust mais barulhento.

Na Sexta-Feira, dia 30 de Junho a partir das 18h vai haver festa de lançamento deste(s) livro(s) no Disgraça com exposição, conversa fiada, drogaria e punknaná!

 

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FLBLB

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Mais uma bizarria na Bedeteca de Lisboa! O número 14 da revista francesa (ex-fanzine?) FLBLB que mais tarde se transformou numa casa editorial. Publicado em 2002 reúne fotonovelas numa tentativa de demonstrar que também se pode fazer arte com esta forma – o que não achamos assim lá muito conseguido. Como sempre a fotonovela serve mais para o género humorístico do que para outra coisa, tanto que reeditam uma fotonovela de Gébé da Hara-Kiri #163 (1975). Ainda assim, uma edição curiosa!

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Tsuru

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A editora Devir anuncia uma nova colecção intitulada Tsuru. Esta colecção reúne autores japoneses clássicos e contemporâneos inovadores, reconhecidos pela sua contribuição para a arte da banda desenhada e também, para a cultura japonesa. Esperemos que isto signifique uma colecção coerente e não como a Biblioteca de Alice que tanto lançou o bom Comprimidos Azuis de Frederik Peeters como o sofrível Anne Frank

O primeiro volume desta colecção é O homem que passeia da autoria de Jiro Taniguchi, reeditando este livro que saiu em 2005 na colecção Clássicos da Banda Desenhada – Série Ouro. Esta edição conta com cerca de 100 páginas extra em relação à edição anterior e será lançada no dia 24 de Junho às 17h30 na Festa do Japão em Lisboa.

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