As BDs de Diogo Seixas Lopes

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A editora Dafne lançou o livro Arquivo Diogo Seixas Lopes que reúne a obra escrita de Diogo Seixas Lopes (1972-2016). É um arquivo aberto que preserva a produção textual de um arquitecto convicto do imperativo ético do pensamento, da necessidade de o enunciar e do prazer em escutar as ideias de outros para estabelecer diálogos intelectuais. A compilação tem como objectivo tornar acessível um trabalho até agora disperso em vários suportes e contextos, na expectativa que a sua consulta possa estimular a reflexão crítica e dar um novo folego ao trabalho de descoberta e ruminação de ideias que Seixas Lopes empreendeu.

O livro organiza-se em várias secções que partem das suas contribuições como crítico de música no semanário , em 1996, ao roteiro de actividades culturais em Alice, e à crítica de cinema na revista Première, entre 1999 e 2001. Às histórias de Banda Desenhada que produziu entre 1989 e 2002, seguem-se textos XPTO, produzidos em vários contextos, e a secção Música, Cinema & Arte abrange um arco temporal de 1998 a 2006. (…)

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Senhora exposição (2ª parte)

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Na Mundo Fantasma com produção do Atelier 3|3: A Senhora Exposição reúne trabalhos de artistas portuguesas, ligadas à ilustração e/ou BD, e que têm vindo a revelar um traço próprio e uma identidade singular dentro do meio artístico e cultural em que desenvolvem o seu trabalho. Mantendo uma liberdade criativa no seu modo de expressão e fazendo dela uma actividade regular, quer em exposições, quer em publicações, as autoras têm vindo a constituir um panorama cada vez mais alargado de mulheres determinadas a mostrarem o que fazem e a fazê-lo bem, esta é assim uma exposição de encontro e de reconhecimento.

Há dois momentos Senhora Exposição, o primeiro que decorreu entre 26 de Outubro a 3 de Dezembro com Inês Ferreira, Leonor Hungria, Marta Teives, Patrícia Guimarães, Sílvia Rodrigues e Sofia Neto; e agora de 14 de Dezembro a 17 de Janeiro 2020 com Ana Ribeiro, Catarina Gomes e Raquel Costa.

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Banquete de Santo Augusto

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Há lançamento de Encantados e arruinados ante os restos do banquete, de José Feitor pela Imprensa Canalha, na Tinta nos Nervos, HOJE, SEXTA-FEIRA DIA 13 (OMG!) às 18h30.

Dizem: A exposição A mercadoria é medonha – vai vender que nem ginjas, que apresentou desenhos e serigrafias de José Feitor, era baseada em trabalhos associados a uma trilogia de projectos literários-imagéticos, de pequenas prosas, parábolas e aforismos e retratos da vergonha própria e alheia.

Esta trilogia inclui Uma perna maior que a outra (2014) e Pimenta no cu dos outros para mim é refresco (2018). O terceiro volume intitula-se Ainda que fosses capaz, não o farias (Notas esparsas e incoerentes sobre aquilo que tem corrido mal) e é agora lançado num magnífico cartapácio de 140 páginas, que deve ocupar mais de 10 minutos de leitura!

Encadernado numa capa serigrafada a duas cores e duas tintagens, Encantados e arruinados ante os restos do banquete inclui os títulos anteriores e o projecto inédito. De adágios a condutos, admoestações e digestivos, a veia literária, virulenta e contundente, do autor, é acompanhada pelos acepipes das suas imagens tão icónicas quanto antagónicas a esse animal do humano.

Aproveitamos a deixa para divulgar também outro objecto editorial maravilhoso de outro artista gráfico excepcional, Miguel Carneiro. Trata-se de As Tentações de Santo Augusto, pela Oficina Arara, lançado na última feira Raia. É uma narrativa ilustrada impresso em serigrafia envolto em mitomanias e fascinado por tropicalismos (…).

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Quinta do Crime

o-cac3a7ador_00Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa com os quatro volumes de Parker, série de “policiais” de Richard Stark adaptados por Darwyn Cooke – autor que faleceu em 2016.

Edições em estado de excelência pela Devir.

Obra seleccionada para Bedeteca Ideal.

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U.D.W.F.G. é um “fanzine” (mammamia! se isto é um fanzine!) de Fantasia “weird” e “dark” de Itália, editada pela Hollow Press, mesmo perfeito para ler nesta altura natalícia como se pode confirmar pelos nomes dos colaboradores: Mat Brinkman, Miguel Angel Martin, Tetsunori Tawaraya, Ratigher e Paolo Massagli. Como é que isto chegou à Bedeteca de Lisboa???

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Banda Zundap

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Coisas fantásticas que apareceram hoje na Bedeteca de Lisboa!

Dois números do Banda, fanzine dos anos 90 que era uma verdadeira referência. Mais tarde os seus editores foram responsáveis da revista Azul BD3 e as editoras Polvo e Escorpião Azul – o que quer dizer que desaprenderam tudo, enfim… O nº15 (Set’91) com o título em caracteres cirílicos (que piada que eles tinham!), capa de Pepedelrey inclui uma entrevista a André e Tito – criadores de Tónius, o Lusitano (cóf, cóf) – e o “número dezassete” (que piada que eles tinham!) de Abril de 1992 é um especial dedicado ao Artur Correia – entrevista, ensaios, biografia, enfim um fanzine à séria!

Genuinamente divertido era o Zundap, que conseguia meter nas suas páginas coisas tão diversas como Jim Flora, Ramones, Carlos Paredes, John Porcellino, Reiser, Mão Morta… Um fanzine cultural ilustrado que nos habituou à qualidade, à inteligência e à elegância, na década 00 deste novo milénio. O seu editor era o José Feitor (imagem), excelente editor e excelente ilustrador… Tinha uma numeração aleatória para irritar os cromos coleccionistas!

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1001 Banda Desenhadas que tens de ler antes de morrer (Década de 90)

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A Bedeteca de Lisboa anda a fazer de quinze em quinze dias um novo destaque bibliográfico até ao final do ano baseado em 1001 Comics You Must Read Before You Die. Dizem: (…) Coordenado pelo investigador inglês Paul Gravett – que visitou a Bedeteca de Lisboa em 1998 – trata-se de uma listagem que identifica as melhores Bandas Desenhadas do mundo, dividindo-as ao longo das décadas. Um trabalho hercúleo que obteve a ajuda de vários especialistas espalhados pelo mundo, incluindo dois portugueses, Domingos Isabelinho Pedro Moura.

Este exercício de mostrar as 1001 obras sugeridas por este guia, revela as fragilidades e as forças do acervo da Bedeteca de Lisboa, sendo impossível mostrá-las todas porque algumas estão esgotadas há décadas, ou porque não existe edição portuguesa ou em línguas mais acessíveis para o nosso público. Ou porque pura e simplesmente não as temos…

Há uma palavra para esta década: “independência”. A BD questiona as imposições industriais e sobretudo solta-se delas impondo o “romance gráfico” como o meio privilegiado de publicação. Editoras como a Fantagraphics Books e Drawn & Quarterly na América do Norte e a Amok e L’Association em França lutarão pelo direito de obras “pesadas” (não só pelo formato mas também pelos conteúdos) conviverem nas livrarias e encontrarem novos públicos.

Publicarão autores que passaram a ser incontornáveis como Jim Woodring, Julie Doucet, Yvan Alagbé, Anke Feuchtenberger, Chester Brown, David B, Chris Ware, Charles Burns, Daniel Clowes ou o recentemente falecido Howard Cruse (1944-2019) e que nos ofereceram profundas peças autobiográficas ou experiências formais – vejam a antologia Eiland, por exemplo.

Autores menos “radicais” aproveitarão a multiplicação de casas editoriais independentes para renovarem velhas fórmulas – Bone de Jeff Smith, Stray Bullets de David Lapham, por exemplo… Mas os maiores marcos serão Understanding Comics de Scott McCloud e Palestina de Joe Sacco, o primeiro por fazer ensaio em BD (e sobre BD) e o segundo por popularizar o jornalismo em formato de BD. Nada será igual!

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