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Panorama do Inferno

Boa notícia neste infernal 2021, eis que apareceu uma nova editora de BD (ok!) mas de BD japonesa (ok ok!) e cujo o primeiro lançamento é Panorama do Inferno de Hideshi Hino (VIVA!!!). Numa rede social da Sendai até há alguém que diz: Continuem a apostar em manga mais underground please. São também os nossos votos!

Dizem: Panorama do Inferno (…) é um manga de terror de tomo único, publicado originalmente no Japão em 1984. As confissões de um pintor anónimo! Obcecado pela cor e cheiro de sangue, este pintor mistura o desespero e a loucura para retratar os infernos nas suas obras. De quadro a quadro, vamos penetrando no seu mundo perturbado, até conhecermos a sua obra-prima, que será…

Hideshi Hino, realizador, argumentista e autor de mangás, nasceu a 19 de abril de 1946, em Tsitsihar, na Manchúria. O seu pai era funcionário da ferrovia e por isso a família permaneceu na região por vários meses após o final da II Guerra. Em 1967, Hideshi Hino estreia-se na revista COM, com uma história de comédia de samurais chamada Suor Frio. Em 1968 lança, na famosa revista Garo, Boneco de Barro, uma história de suspense, e começa então a trilhar o caminho das histórias de terror. As principais obras de Hideshi Hino são: A Estranha Doença de Zôroku, A Serpente Vermelha, O Garoto Verme e Panorama do Inferno. Os seus mangas já foram reeditados várias vezes e publicados em diversos países.

Obra selecionada para a Bedeteca Ideal.

E já chegou um exemplar à Bedeteca de Lisboa!!

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Festa da Ilustração 2021

A Festa da Ilustração em Setúbal vai acontecer este mês. Da sua extensa programação destacamos uma feira de edição independente a acontecer este fim-de-semana de 16 e 17 de Outubro n’A Gráfica. Estejam atentos!

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A BD na Feira do Livro de Lisboa

livro2021Vai acabar esta semana a 91 ª edição da Feira do Livro de Lisboa, como sempre no Parque Eduardo VII, sem dúvida o maior evento português livreiro e cultural da cidade. Depois de ter sido cancelada mais uma vez (tal como no ano passado) por causa da pandemia, na sua data normal (Maio/ Junho), Lisboa voltou a copiar as datas da Feira do Porto. A única coisa que não imitou do Porto é a comida e a programação – que continua a ser uma pimbalhada.

Daquilo que nos interessa, a Banda Desenhada, aumentou-se a oferta e visibilidade do ano passado. Há sempre o “Lixo da Leya” (que mesmo a preços baixos, nunca mais despacham o stock da BD editada neste milénio), a Devir voltou este ano à BD com um stand, a Europress mantêm os seus dois stands mas só com a Arte do Autor e G.Floy, a Chili Com Carne divide stand mais uma vez com a editora Blau, dedicada à Arquitectura, a Tigre de Papel também está lá com os seus três livros de BD e claro há também o lixo da Gradiva.

A grande novidade é uma tal de Convergência (dita loja e distribuidora?) que está a representar a Ala dos Livros, Escorpião Azul, Kingpin, Polvo e Umbra. E quase nos esquecemos sempre mas as BLX também stand, uma boa oportunidade para apanhar as edições da Bedeteca de Lisboa como a colecção Lx Comics – quando Lisboa realmente apostava em Cultura.

Mais uma vez a Feira não teve “show cooking”, mascotes com humanos precarizados a assarem ao calor de Verão e estão reduzidas as tristes sessões de autógrafos.

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Ó kapa!

Publicar “manga estranha” deve ser a nova cena no mercado português pois eis a novíssima Sendai a voltar à carga, desta vez com A Jornada de Kappa de Imiri Sakabashira!

Sakabashira nasceu em Shizuoka em 1964 e desde sempre foi atraído por carros, máquinas, bonecos e kaijus, os monstros de séries e filmes japoneses. Sua arte reflete estes gostos no cenário da era Showa (1926-1989) com casas tradicionais de madeira, bairros labirínticos e outdoors. As suas histórias têm tons de realismo mágico com vários elementos metafísicos e surreais. É um representante da parte mais underground do mundo do mangá, contribuindo nas revistas Ax e Garo. As suas obras mais famosas são The Box Man, Nekokappa e A Jornada de Kappa.

Sinopse: Anne é uma jovem um tanto incomum. Ao sair para uma entrevista de emprego, acaba dentro de um submarino tripulado por kappas, criaturas mitológicas que são exímias nadadoras e adoram pepinos, que ora são piratas, ora são pescadoras. Com seu novo emprego de cozinheira de bordo, Anne fará uma jornada em um mundo mágico e com criaturas exóticas.

Obra selecionada para a Bedeteca Ideal

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A Feira do Livro do Porto é mais fixe que a de Lisboa

…porque em Lisboa a coisa está subjugada de tal forma aos interesses das grandes editoras – a APEL é nitidamente uma fachada mafiosa – e por isso não há uma Feira da Alegria, por exemplo, como há no Porto e muito menos a sua programação realmente cultural.

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São uns animais!

Tínhamos prometido a nós mesmas que não iríamos divulgar BD que não temos a certeza que vale um chavo, ou pelo menos ter nas mãos o livro e lê-lo. Do brasileiro Odyr, do que foi publicado por cá não nos convenceu – muito antes pelo contrário – mas eis a sua adaptação de Quinta dos Animais (ou Triunfo dos Porcos noutras edições) de George Orwell, fábula que satiriza a Revolução Russa e o porco Estaline, onde pode correr mal?

A mesma ladainha, só se edita BD nas editoras generalistas que sejam adaptações históricas, literárias, bla-bla… Depois é o caracter oportunista em que os direitos de autor das obras de Orwell passaram para domínio público. E ainda, sendo o segundo livro de BD que a Relógio D’Água lança, apesar desta editora deter um dos melhores catálogos de literatura em Portugal também é a que tem os livros mais feios em termos de Design. Ainda assim divulgamos este potencial desastre ou placebo.

Entretanto chegou um exemplar à Bedeteca e ficamos pelo “placebo”. Se as páginas a cores de Odyr são bonitas, a lembrar Miguel Rocha ou alguma tradição inglesa de livro ilustrado, aliás, é esse o problema é mais um livro de texto ilustrado do que um de BD. Os acabamentos do livro são baratos, ele “parte-se” logo na primeira leitura, será que deveremos chamar de “desastre”, afinal?

Por fim, como o meio editorial português é tão aborrecido, relembramos que já tinha sido publicado cá uma adaptação deste romance pelo bom velho Jean-Giraud.

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aquela RAIA adiada é HOJE o último dia!

cartaz titânico Filipe Abranches do ano passado que foi reciclado, claro…

Raia 5 que foi adiada o ano passado vai acontecer este fim-de-semana! Está a ser aquele grande evento daquilo que se entende por “edição independente”.

O horário devido ao facto de Lisboa estar infectada de bicho covid trazido pelos turistas badalhocos é das 10 às 15h30.

Último dia!!!

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