Monthly Archives: Julho 2016

Trama

João Fazenda - Trama, capa

Eis que encontramos na Bedeteca de Lisboa Trama, um livro de esboços de João Fazenda. Lançado em Agosto do ano passado pela Abysmo, este é o segundo livro deste tipo deste importante ilustrador português.

 

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Jack Davis (1924-2016)

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Faleceu ontem o ilustrador e autor de BD norte-americano Jack Davis, conhecido sobretudo por ser um dos artistas fundadores da revista Mad e antes disso das publicações de terror da EC Comics.

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Revisão na Bedeteca Ideal

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2016 marca 40 anos do fim da icónica Visão, uma revista improvável num país com graves problemas económicos mas que se apresentava nas bancas com ar luxuoso, cores ácidas e brilhantes, temáticas políticas e libertárias.
A Associação Chili Com Carne quis comemorar esta publicação que fez uma ruptura com a BD tradicional portuguesa mas sobretudo recuperar um conjunto de BDs esquecidas dos anos 70 cheias de frescura, rebeldia e prazer criativo, vindas de outras experiências editoriais como Evaristo, O Estripador ou &etcContem com António Pilar, Bruno Scoriels, Carlos BarradasCarlos “Zíngaro”, Fernando Relvas, Gracinda, Isabel Lobinho, J.L. Duarte, João Manuel BarrosoNuno Amorim, Paralta & Zé Baganha, Pedro Massano, Pedro Potier, Tito, Zé Paulo (1937-2008), Zepe e ainda António Pinho, Carlos Soares, Jorge Lima Barreto (1949-2011) e Mário-Henrique Leiria (1923-1980) para muita BD psicadélica, urbana, cósmica, mórbida, erótica, pessimista, ácida, crítica, tão ying & yang tal como foi a década de 70 neste país periférico.
O grande livro tem estas BDs numa nova paginação, Vintage Free, completista, uma delícia!!! Está inserido na Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines… Lançado na Feira Morta, no passado dia 9 de Julho, na Bedeteca de Lisboa (Biblioteca dos Olivais), já lá se encontra um exemplar para consulta e empréstimo.

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Quinta do Humor

95337Devem ser os últimos cartuchos das “Quintas-Feiras, dia das novidades na Bedeteca de Lisboa” devido à aproximação da “silly season”… Seja como for eis que chegou O que é humor gráfico?, um pequeno livro de Osvaldo de Sousa, Lailson de Holanda e Camilo Riani, pela Escolar.

Um dos autores deste livro, o português Osvaldo De Sousa, escreveu que o cartune, modalidade de humor gráfico, é uma extraordinária panaceia, dentro da política da medicina preventiva, essencial para a saúde mental de qualquer sociedadeUm segundo autor, o brasileiro Lailson Cavalcanti, observou que o humorista gráfico toma o pulso do seu tempo através da sua análise crítica, percebendo o estado dos humores sociais do seu planeta, país, estado, província, cidade, governo, economia ou processo social. No que concerne mais especificamente ao poder, o terceiro autor, também brasileiro, Camilo Riani, referiu que o humor gráfico é uma arma imediatamente ao alcance da mão.

Digamos, então, que podemos ler e analisar o social pelos vários canais do humor gráfico; podemos dizer que o humor gráfico é um termómetro social que pode ser cientificamente estudado e exposto; podemos transformar o humor gráfico num descodificador de tudo aquilo que obscurece ou procura obscurecer vida, acto e sentido; podemos concluir que o humor gráfico contribui para a formação de uma cidadania capaz de conhecer e de se libertar – rindo sempre que possível, afugentado as agruras da vida lá onde isso se consegue – dos determinismos e dos espartilhos sociais.

A colecção Cadernos de Ciências Sociais pretende dar respostas a perguntas simples sobre temas complexos da vida social, com textos combinando simplicidade e rigor de autores de vários quadrantes do imenso mundo falante de português.

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Agora Zíngaro

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Inaugura hoje na Casa da Liberdade -Mário Cesariny a exposição de Carlos “Zingaro” intitulada Agora na Ágora. A exposição centra-se na obra plástica e musical de um autor que é seguramente um dos músicos e compositores portugueses mais internacionais e o mais conceituado na área da música experimental e jazz. Paralelamente a um notável percurso musical, profusamente aclamado pela crítica, Carlos “Zingaro” desenvolveu ao longo dos anos um trabalho plástico de excelência que esteve patente em importantes exposições e que foi alvo, em 2013, da exposição antológica Seres Grotescos que a Perve Galeria lhe dedicou, assinalando os 40 anos do seu percurso artístico.

Procurando honrar a sua obra transversal e multidisciplinar, expressa quer musicalmente, quer plasticamente sob as formas de pintura, banda desenhada e instalação multimédia, a Casa da Liberdade – Mário Cesariny apresenta agora um conjunto alargado de obras do autor realizadas entre 1991 e 2016, que configuram uma nova incursão de Carlos “Zingaro” pelo território público da arte, numa súbita reafirmação do essencial: a arte fazendo-se gosto, mesmo quando é só o espelho do que temos – seres grotescos.

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2ª Feira do Livro de BD e Ilustração Independente da Lourinhã

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Organização da OVO.

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Punk Comix

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Começa hoje a terceira edição da Keep it simple, make it fast! (KISMIF!), um verdadeiro “Chaos Day” de eventos que nem entendemos o que acontece e qual a sua respectiva importância… “Tiro certo” parece ser o Do it Yourself My Darling (um ripanço barato às duas edições anteriores de DIY DIY My Darling), um mercado de edições independentes organizado pela Chaputa Records, no Rádio Bar e patente até dia 22 de Julho.

Relembramos que está disponível em linha e em inglês o resumo da investigação “Punk Comix” de Marcos Farrajota apresentada há dois anos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto na primeira edição do KISMIF. É um trabalho sobre como o Punk é tratado na Banda Desenhada portuguesa e o que conta a Banda Desenhada portuguesa sobre o Punk. A investigação completa que começou por estar em linha e que pretendia ser um documento de referência para quem quiser pegar na BD para trabalhar em assuntos relacionados com o Punk, culturas urbanas, música, cultura DIY, artes gráficas e editoriais, parece estar abandonado ou esquecido (!?). O que aconteceu? Ou confirma-se que o mundo académico é cheio de tretas?

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