Monthly Archives: Maio 2022

Regresso do Relâmpago

Lighting Bolt: Duo lendário de Providence, Rhode Island. Não é exagero. Atente-se nas últimas três décadas de assunto rock e poucas terão sido as bandas a causar tal abalo às fundações de um género que parece destinado a ser salvo de tempos a tempos – o que nem é verdade. Germinados por Brian Gibson (baixo) e Brian Chippendale (bateria – foto) no seio da inspiradora Rhode Island School Of Design em 1994, calcorrearam o submundo norte-americano mais urgente e honesto durante anos, no circuito de bares suspeitos, casas, associações de estudantes, lofts comunitários, ruas e sítios mais ou menos improvisados que é afinal onde se propala a energia mais vital e actuante para que as coisas aconteçam, sempre fora do palco e em linhagem com Our Band Could Be Your Life – tudo muito bem documentado no inspirador documentário The Power of Salad – para atingirem uma semi-estrelato em 2003 com o clássico Wonderful Rainbow. (…) A bateria frenética mas certeira de Chippendale e os riffs, texturas e melodias encharcadas em distorção do baixo de Chippendale, conduzidas por uma voz a ecoar cantinelas tão memoráveis quanto alucinatórias, numa música intempestiva com noção da tradição (…) como acto de comunhão e extâse colectivo, algo bem patente no imaginário onírico dos seus títulos e capas – obra de Chippendale – e principalmente na recusa do palco como centro de acção, numa recusa ao status quo do rock. Gente como nós. (…) Em 2008 chegam pela primeira vez a Portugal, num concerto programado pela ZDB no inusitado espaço reverberante do parque de estacionamento do Largo Camões, cuja memória assalta ainda hoje muitos (todos?) os presentes [o som estava uma bela bosta, obrigado ZDB!].

Voltam este ano a Portugal, a saber a Braga, HOJE no gnration, e a Lisboa, AMANHÃ, no LAV – Lisboa ao Vivo.

Desenhos de Chippendale foram publicados em Portugal no Underworld : Entulho Informativo e no Mesinha de Cabeceira Popular #200.

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Bela pirataria

A ‘net não é só bosta nostálgica no que diz respeito a BD portuguesa, também há militantes a sacar e a colocar coisas boas como este arquivo do Jorge Filipe. Ainda mais com a Bedeteca de Lisboa fechada UM ANO como ver ou rever a colecção Quadradinho, a revista Quadrado ou Azul BD3?

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Beja normie & veggie

Regressou o Festival de BD de Beja na sua altura normalizada – o ano passado por causa da pandemia deslocou-se para Setembro. Como sempre temos uma programação ecumênica via exposições, apresentação de projetos, lançamento de livros, conferências, oficinas, revisão de portfólios, sessões de autógrafos, concertos desenhados e a grande tenda com “toda” a BD publicada em Portugal.

PS – Quem foi vegetariano aconselhamos a Dona Tengarrinha, gerida pela autora de BD Maria João Careto, nham nham!

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Sendai won’t stop!

Ainda estávamos Na Prisão e agora já estamos n’Ilha dos Gatos de Tokushige Kawakatsu – grande grande grande Sendai!!! Vai ser lançado amanhã no Festival de BD de Beja.

Dizem: Num dia de verão, um grupo de amigos estão a aproveitar o mar quando descobrem uma ilhota. Um velhote diz-lhes que não há nada lá, apenas um altar para gatos. Excitados pela descoberta, começam a explorar a ilha, mas o pior lhes acontece!

Sobre o autor: nasceu em 1992, em Tóquio. É mangaká e editor do fanzine “Kakuu”. Na escola, começou a interessar-se por música clássica, mas no secundário entrou para um clube de artes e começou a desenhar mangá. Gostava de Katsuhiro Otomo e Taiyô Matsumoto e comprava as revistas Garo e COM usadas, em alfarrabistas. Durante a faculdade conheceu as pessoas da Semi Shobô, e foi numa dessas reuniões que encontrou Shinzo Takano, editor da Hokutô Shobô, onde foi editado o seu primeiro mangá em 2011. O mangaká Sansuke Yamada queria alguém que desenhasse fundos ao estilo “Yoshiharu Tsuge na ‘Garo’” e convidou então Tokushige para trabalhar consigo no mangá Areyo Hoshikuzu, o qual foi galardoado com o Prémio Cultural Osamu Tezuka e Prémio da Associação dos Desenhistas do Japão. Como escritor, contribuiu para uma coluna sobre Shigeru Mizuki na revista Estudo da História dos Mangás de Aluguer (Kashihon Mangashi Kenkyu). O seu mangá Telefone, Dormir, Música (Denwa Suimim Ongaku), pela editora LEED, foi uma das obras da seleção oficial do Japan Media Arts Festival por dois anos seguidos, onde destacam a “busca pelo novo realismo” do jovem autor.

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Thrash

No mês passado, os GWAR surpreenderam com a furiosa Mother Fucking Liar e, agora, estão de volta com outro aperitivo para o seu novo álbum, The New Dark Ages. A igualmente sugestiva Berserker Mode (…) vem acompanhada por um vídeo-clip e é a segunda amostra pública do novo disco, que vai ser editado no próximo dia 3 de Junho na companhia de uma BD, intitulada GWAR In The Duoverse Of Absurdity. O tema, que mantém a toada thrash, aumenta ainda um pouco mais a expectativa para este combo álbum/ livro, com os GWAR a seguirem na senda de Judas Priest ou Anthrax ao juntarem-se à editora Z2 Comics para fazerem algo do género. A BD foi ilustrada por Andy MacDonaldShane White, juntamente com os próprios Matt Maguire Bob Gorman, duas das pessoas que aparecem quando os GWAR despem os fatos.

Nunca é demais recordar a opinião do guitarrista e vocalista Bälsäc The Jaws o’ Death acerca da BD que aí vem: Este é o livro mais viciante que já li! Mal podia esperar para acabar de ler a página onde estava, porque tinha vontade de a virar! É uma novela com um elemento que falta a tantas obras ditas primas literárias: é sobre mim!

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Ice ice baby

Na sua estreia mundial, Ice Merchants foi galardoado com o Prémio do Júri da Semaine de la Critique no Festival de Cannes para melhor curta-metragem em competição. É a primeira vez na história da Semaine, que completa este ano 61 edições, que um filme de animação vence o prémio Leitz Cine Discovery Prize desta secção.

A curta-metragem do jovem cineasta português João Gonzalez era uma das dez curtas-metragens selecionadas para a competição da célebre secção do Festival de Cannes. Ice Merchants é um intrigante filme de animação que explora a relação entre um pai e um filho, num exercício de consolidação de um estilo único e singular, que faz de João Gonzalez uma das grandes promessas da animação mundial.

Depois dos premiados Nestor e The Voyager, Ice Merchants é o terceiro filme de João Gonzalez e o primeiro como realizador profissional, contando com o apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual. João Gonzalez foi também instrumentista e compositor da banda sonora do filme, contando com Nuno Lobo na orquestração. A sonoplastia é de Ed Trousseau, com gravação e mistura por Ricardo Real e Joana Rodrigues. Co-produção portuguesa, inglesa e francesa, o filme foi produzido por Bruno Caetano na COLA – COLETIVO AUDIOVISUAL, em co-produção com Michaël Proença da Wild Stream em França e com a Royal College of Art no Reino Unido. Conta com distribuição pela Agência da Curta Metragem.  

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BD-Reportagens poderão ser Romances Gráficos?

A Tebeosfera é o grande sítio de referência da língua castelhana – e de vez em quando até sai em papel – e num artigo recente surge esta questão do confronto entre o “novo jornalismo” ser literário e o romance que é ficção obrigatoriamente. Para discussão…

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