Monthly Archives: Março 2017

Abril música mil

A BD está cada vez mais entranhada em eventos ligados à música, logo no início de Abril, eis duas situações:

Em Viseu acontece a segunda edição Cult.urb durante todo o mês sendo o destaque para dia 8 quando é inaugurada uma exposição internacional de fanzines – topem o programa – e entre 4 e 8 de Abril há o Festival Tremor em Ponta Delgada em que haverá uma exposição trashy da Chili Com Carne e MMMNNNRRRG e uma BD reportagem do evento por Marcos Farrajota.

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Quinta da Vigilância

watchmen_capaChegou a edição portuguesa de Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons nesta Quinta-Feira das Novidades na Bedeteca de Lisboa.

Lançada o ano passado pela Levoir, e apesar de ser um produto da DC Comics, não deixa de ser importante anunciar aqui esta edição. É que passado 30 anos finalmente existe uma edição em português europeu daquela que é considerada como a mais importante novela gráfica da história da banda desenhada, a história segue duas gerações de super-heróis, dos anos do pós-Guerra até aos tempos sombrios da Guerra Fria. Um misterioso assassino persegue os heróis, mas aquilo que parece ser uma investigação criminal revela-se como uma conspiração mundial, que vai levar os heróis a questionarem a linha ténue que separa o Bem do Mal.

Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal.

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Ó! Mais rápido!

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Este próximo Sábado, dia 1 de Abril, na Ó! Galeria do Porto, Ana Galvañ inaugura a sua primeira exposição a solo em Portugal. Vinda do mundo da BD directamente para a Ó! com toda a sua qualidade intrínseca e o indiscutível mérito já reconhecido internacionalmente. Mais rápido reúne o conjunto do seu mais recente trabalho e contará com a presença da ilustradora.

Não é mentira!!!

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Abril cinema mil

Na Cinemateca no dia 29 de Abril é lançado a versão em livro e em português d’A Abolição do Trabalho de Bruno Borges com projecção de filmes ligados aos autores da Oficina Arara – que edita o livro. A Cinemateca Júnior faz 10 anos de programação e mete na capa do programa mensal o gato Félix e mostra um filme de Hayao Miyazaki. Esta nobre instituição da 7ª arte também recebe a Festa do Cinema Italiano que começa a 5 de Abril e que tem como cartaz um desenho do Milo Manara.

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Seminário BD e Pensamento Político. Mesa-redonda “Cidade e Multidão”

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O Seminário Banda Desenhada e Pensamento Político, através de obras de banda desenhada de autores portugueses (preferencialmente) e estrangeiros, procura debater temas e conceitos relevantes de um ponto de vista social e político. Estabelecendo um diálogo entre académicos, artistas, fãs de banda desenhada e público em geral, as sessões tocarão em assuntos como Corpo, Género, Cibernética e Transhumanismo, Cidade e Multidão, Utopia e Distopia, Totalitarismo

Entende-se que a banda desenhada tem sido um meio privilegiado para a abordagem destes temas, muitas vezes de um modo vanguardista, experimentalista e independente, jogando com as potencialidades e limitações do próprio meio.

Com este Seminário, que junta unidades de investigação da FCSH/UNL, UAc e FLUL, pretende-se valorizar a banda desenhada enquanto matéria susceptível de reflexão académica.

No dia das mentiras, entre as 16h e as 18h, na Zaratan (Lisboa) acontece a quinta sessão com o tema Cidade e Multidão com as participações de António Baião (moderação), José Smith Vargas e Marcos Farrajota.

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Três Madokas

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Num ano fraco de novidades de BD portuguesa na BD Amadora destacou-se o terceiro volume da série Madoka Machina de André Pereira que prova ser um dos grandes talentos da nova geração de autores de BD portuguesa em registo Pop.

Chegou à Bedeteca de Lisboa esse terceiro volume e o que sabemos desta série? Isto: A IV Revolução Industrial já passou: democratizou-se a magia com recurso a várias aplicações para-smartphone e a transmutação do mercado num senciente digital unificou a sociedade através da tecnologia; todos nascem iguais e com acesso à Internet. Madoka Machina acompanha a relação amorosa de uma tríade de jovens adultos que tenta integrar-se numa sociedade onde o Estado foi chutado para canto e o assalariado é um ser em vias de extinção no mercado de trabalho. Ter poderes de transfiguração – sejam eles delegados através de misticismo arcaico ou comprados na última promoção online – e a habilidade de dobrar a realidade para se atravessar para o outro lado não ajuda tanto quanto se esperaria. Neste primeiro número (de uma série de seis) reúnem-se três capítulos, cada um debruçando-se sobre um momento na relação entre os três, e onde se fala de penis envy, diferenças geracionais e compras de supermercado. O registo é o de shoujo manga de quem nunca percebeu muito bem a Navegante da Lua, mas gostava. Em relação ao segundo número: Prosseguem as revelações sobre este peculiar universo. Ficamos a saber que o amuleto permite o acesso ao Aether e que só uns poucos lá conseguem chegar. Ismael, por enquanto, fica de fora. No primeiro episódio, Leonor, Orlando e Leandro levam uma tareia de três porcos nazis quando vão tomar café a uma espelunca local. No segundo, uma jovem Leonor aprende sobre a sociedade meritocrática e descobre as virtudes do esforço individual.

Depois de anos a lançar livros que nos parecem irrelevantes a Polvo está a publicar algo excitante mesmo que sejam apenas uns livritos à Primata mas mais bem produzidos. Madoka faz-nos a vontade de ser “troll” e (per)seguir a série!!!

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Comunidade Morta

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Aconteceu mais uma Feira Morta, uma edição que pareceu-nos ter menos editores do que as outras vezes. Em compensação, observámos que a “cena” está a mudar, invés de estar assente tanto em artistas individuais, reparamos que havia mais colectivos, o que nos parece uma atitude mais interessante e produtiva.

Entretanto topamos que algumas das produções que vimos por lá estão na Bedeteca de Lisboa! A mais interessante é o segundo número de Folha de Sala da plataforma Implosão. Dedicado à ilustração serve de catálogo para a exposição Entras ou sais? Imagens sobre quem e aonde que esteve patente em Fevereiro e Março com participações de Dois Vês, Guilherme Figueiredo, Igor Baptista, João Carola, Maria Branco, Maria Zarolina, Rubro del Rubro, Schittek e Vasco Ruivo, uma muito impressionante nova geração de ilustradores a seguir! O zine é completado com duas entrevistas a João Carola e ao colectivo (olha!) Triciclo

E ainda está o novo número – o obrigatório número 666 até porque foi lançado no Natal – de Olho do cu, o fanzine de BD dedicado ao Heavy Metal que consegue fazer na capa uma árvore de Natal com uma braçadeira de picos! Yes! Este é o fanzine ‘tuga mais speed power trash metal do momento!

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